quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Vladimir Kush

Não sei como conseguiram esconder Vladimir Kush de mim por tanto tempo. Pessoas cruéis.
Não achei muitas coisas sobre ele por aqui. O que sei é que nasceu na Rússia em 1965! Olha só, temos um surrealista contemporâneo. Com aspectos fantásticos, delirantes e realistas, Kush trabalha mais no campo onírico. Suas obras são como sonhos que esquecemos.
Sei que não que devemos posicionar a arte em escalas hierárquicas, mas Kush realmente conseguiu ultrapassar muitos artistas, ao meu olhar. São espinhos e flores para os olhos.
Cores, luzes, flores
universo onírico surrealista.
Viva a contemplação!

Queria postar mais coisas, porém prefiro que visitem o site dele:
www.vladimirkush.com

Semana Vladimir Kush











segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Você conhece o segredo?

Uma boa forma de ganhar muito dinheiro com a inocência e a fraqueza alheia. O livro mostra o caminho da felicidade, só esqueceram de anexar o mapa. Qual utopia essa "filosofia" pertence eu não sei, mas está muito longe da Cidade do Sol de Tommaso Campanella. Sejamos sinceros, Brasil é um país que não lê. A leitura é uma atividade praticada por uma minoria, e não é por causa do preço dos livros. Essa desculpa não vale. Recentemente abriu uma biblioteca no metrô (RJ) na Central, com aluguel de livros gratuitos, nem preciso dizer que fica às moscas.
Mas "O segredo" é quase uma doença, aonde vou, tem alguém lendo ou comentando com você à respeito. Há uma grande diferença entre LEITOR E LEDOR. Quem lê "O segredo" é ledor, somente lê história. Leitor lê linguagem. Livrecos como estes ajudam a criar uma multidão de psicopátas. Pode acreditar.
O livro simplesmente quer vender um modo de vida americano. E qual é o país que têm diversos psicopátas que matam 8 e depois se suicidam???? Nem preciso dizer a resposta. O perigo está ai, para quem quer ler. O pior é que no site do livro ainda manda você espalhar o segredo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Era uma vez

De onde virá esse sopro de vento salgado
que me aflige e molham meus olhos?
Dá um certo prazer ser esquecido
assistir as coisas como se elas não existissem
como se não se reiventasse em sua forma
Como se não esvairasse seu conteúdo
como se essa parte que me sobra
nada fosse além de mim
nada fosse além de seus olhos
nada fosse além do além.

Oui

Eu os esmago com acentos
de silêncio, de euforia feroz
congelados em minha retina
atados pelos nós
em que nós atamos,
abram-se as cortinas
assistam a esse triste espetáculo
um vácuo, uma piscina
que alguns chamam literatura.

Semana Miró










Fazer o necessário

Só se pode encher um vaso até a borda -
Nem uma gota a mais.
Não se pode aguçar uma faca,
E logo testar a sua agudeza.
Não se pode acumular ouro e pedras preciosas,
Sem ter lugar seguro para guardá-las.
Quem é rico e estimado,
Mas não conhece a sua limitação,
Atrai a sua própria desgraça.
Quem faz grandes coisas,
E delas não se envaidece,
Esse realiza o céu em si mesmo.

Tao Te Ching