terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Árvores


As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.



Insanidade Irreverência Verdade Respeito Nine of ten


Seriedade Improdutividade Cordão Umbilical Admiração Árvores


Liberdade Calmaria Zen Família Outono

Schopenhaeur


O pessimismo eudemonistico de Schopenhauer busca uma vida, sem dor, sem cor, sem tempo e sem movimento. Talvez muito influenciada pela filosofia oriental Budista, Schopenhauer acabou por encontrar a vida mística numa felicidade inumana, uma vida oposta à vontade de viver. A negação da vontade de potência é única saída pela qual Schopenhauer consegue escapar do ciclo vicioso de carência, desejo, satisfação e tédio. Schopenhauer coloca o sofrimento no âmago do desejo, do qual o homem só deseja a partir de uma privação ou necessidade. O prazer é a satisfação de um desejo que nasce da carência. O desejo e o prazer dominados pela falta. E o homem ocupa um lugar privilegiado no sofrimento. “É nos graus extremos da objetividade da vontade que vemos a individualidade se produzir de maneira significativa, especialmente no homem”. Percebe-se em Schopenhauer que ele hierarquiza os graus de vontade, que está presente em todos os seres. No mundo vegetal um impulso funcional, no mundo animal um impulso motivado. Thomaz Brum diz a respeito “A escala dos seres vivos seguem um movimento em direção ao individuo”.
Sua filosofia profundamente pessimista concebe a vontade como algo sem meta e finalidade. É um mal inevitável que gera dor. Se existe algum prazer, ele é momentâneo, pois é apenas ausência de dor, já que não há felicidade duradoura. “Viver é sofrer”.

Abaixo coloquei alguns pensamentos.

“Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça (...) no final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino. E ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que irá estourar.”

“Se olharmos a vida e seus pequenos detalhes, tudo parece bem ridículo. É como uma gota d’água vista num microscópio,uma só gota cheio de protozoários, achamos muita graça como eles se agitam, e lutam tanto entre si. Aqui, no curto período da vida humana, essa atividade febril produz um efeito cômico.”

“Poderíamos que prever que, às vezes, as crianças parecem inocentes prisioneiros condenados não à morte, mas à vida, sem ter consciência ainda no que significa essa sentença. Mesmo assim todo homem deseja chegar à velhice, época em que se pode dizer: “hoje está ruim, e cada dia vai piorar até o pior acontecer.”

“A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo o mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que só existe só por um instante e some como sonho não merece um esforço sério.”

“No fim da vida a maioria dos homens percebem surpresos que viveram provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse era, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.”
“Poucas coisas deixam as pessoas tão satisfeitas quanto ouvir algum problema ou constatar alguma fraqueza em você.”

A solidão tem gosto de sândalo
E cheiro de ferrugem
Estar só é muito mais que uma cama espaçosa.
A solidão tem jeito de inverno
Tem cara de ateu.
Estar só é muito mais que o silêncio no vácuo.
A solidão tem temperamento oscilante
E cor anil
Estar só é muito mais que um olhar atento.
Solidão é divina
quem sabe é essência.

Espetacularização da violência

Vemos dia a dia os veículos de comunicação mostrando os casos de caos e horror, nenhuma cidade está fadada à violência e ao medo. Assistimos passivamente aos assassinatos e outras formas de coerção. Ficamos estagnados diante deste grande espetáculo circense proposto pelo poder midiático, e percebemos que a mídia não tem a menor vocação ética, são dois paralelos que se excluem mutuamente. O lucro sobrepõe às regras de boa conduta.
Com o intuito de nos manter sob o controle (controle do medo), vemos diariamente noticiários de escândalos, catástrofes, assassinatos, guerras e acidentes espetaculares. Doses homeopáticas de insensibilidade são aplicadas aos telespectadores a cada bloco. Com a superexposição, a miséria tende a se tornar cada vez mais banal aos nossos olhos, e ainda assim temos a sensação de estar bem informados a realidade que nos cerca e um grande alívio por não fazer parte desta estatística do horror. Essa doença chama-se: “banalização do real”. O que vemos são pessoas sem autonomia para formar opinião, uma incapacidade em massa de desenvolver uma consciência reativa. Cremos que a realidade é exatamente esta que nos é apresentada. Longe de ser um espaço de conscientização e argumentação, a mídia vem desenvolvendo suas estruturas no conflito e na redundância. Seu papel se limita a informar, vender suas ideologias e produtos, ora a miséria da condição humana, ora os produtos mercadológicos.
Já é hora de repensar o papel dos veículos de comunicação e estipular critérios de conduta moral. A vida não pode ser banalizada e vendida de forma tão mesquinha. O individuo-espectador precisa de autonomia. Se entreter o público é oferecer o que ele deseja, então não há entretenimento. Há, apenas, submissão.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Crianças Índigos


Ontem vi um filme chamado Mimzy. Nunca tinha ouvido falar. Confesso que dormi em algumas partes. E logo estou suscetível a escrever bobagens. A menina principal do filme, depois de encontrar objetos extraterrestres, fica com uma certa sensibilidade. Muito de longe me fez associar à uma criança índigo.


Aqui temos alguns aspectos para identificá-las:


  • Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem desta forma.

  • Elas têm um sentimento de "desejar estar aqui" e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso.

  • Auto-valorização não é uma grande característica. Elas freqüentemente contam aos pais quem elas são.

  • Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha.

  • Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas.

  • Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo.

  • Elas freqüentemente encontram uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as fazem parecer como questionadores de sistema (inconformistas com qualquer sistema).

E no meio dessa pesquisa superficial pelo google, encontrei um site que não lembro qual, que disse que há uma pesquisa nos EUA que comprova que 85% das crianças que nascem são crianças índigos. Ou eu nunca consegui identificar uma ou não entendo NADA de matemática. 85% é gente à beça. Se alguém conhece uma índigo ou entende de matemática dê-me um sinal!

Curiosidade Feminina

Talvez os católicos culpem a sensitiva Eva, que com toda sua sensibilidade ouviu o "psiu" da conselheira cobra. Ou talvez podemos culpar Pandora, que com sua curiosidade aguçada distribuiu os males à civilização. A verdade é que a mulher é sempre a culpada. A questão é saber o que seria tão destrutivo e ameaçador para os homens e para a civilização na curiosidade feminina?
A má reputação da mulher foi provocada pela Igreja, Eva ao convencer o inocente Adão a comer a fruta do conhecimento, foi responsável pela expulsão dois no paraíso e hoje somos todos os seres humanos fadados e herdeiros do pecado dos outros.
Mas como diz Barão de Itararé, depende de lado da porta do banheiro você está.
Cada um acredita no que for mais conveniente. Até não acreditar nada ainda é acreditar.