terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Árvores


As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

4 comentários:

Anitha disse...

Que coisa linda... *-*
Seu castelinho de palavras é tão doce e tão forte ao mesmo tempo...
Já vim aqui muitas vezes,mas só agora tive coragem de comentar...
Você leva muito jeito com as palavras,viu?!
Continue invenstindo nessa sua capacidade.
Beijos,Beijos...

(E a quantidade de sal está ótima,obrigada.)

Flor Baez disse...

Anitha! Esqueci de colocar que esse poema é do Arnaldo Antunes! Todos os elogios devem ser dirigidos a eles...rs Mas muito obrigada pela visita, por ter gostado do tempero!
Amigos são sempre bem-vindos!
Beijos de luz!

Diego uh disse...

Essa música é massa mesmo. Arnaldo com Jorge ben...
muito bom! Muito bom!

Fê Moura disse...

Odeio chegar num lugar e saber que eu não conheço uma música do Arnaldo Antunes... me sinto uma besta. Mas bom saber. Vou procurá-la agora mesmo para ouvir...