terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Schopenhaeur


O pessimismo eudemonistico de Schopenhauer busca uma vida, sem dor, sem cor, sem tempo e sem movimento. Talvez muito influenciada pela filosofia oriental Budista, Schopenhauer acabou por encontrar a vida mística numa felicidade inumana, uma vida oposta à vontade de viver. A negação da vontade de potência é única saída pela qual Schopenhauer consegue escapar do ciclo vicioso de carência, desejo, satisfação e tédio. Schopenhauer coloca o sofrimento no âmago do desejo, do qual o homem só deseja a partir de uma privação ou necessidade. O prazer é a satisfação de um desejo que nasce da carência. O desejo e o prazer dominados pela falta. E o homem ocupa um lugar privilegiado no sofrimento. “É nos graus extremos da objetividade da vontade que vemos a individualidade se produzir de maneira significativa, especialmente no homem”. Percebe-se em Schopenhauer que ele hierarquiza os graus de vontade, que está presente em todos os seres. No mundo vegetal um impulso funcional, no mundo animal um impulso motivado. Thomaz Brum diz a respeito “A escala dos seres vivos seguem um movimento em direção ao individuo”.
Sua filosofia profundamente pessimista concebe a vontade como algo sem meta e finalidade. É um mal inevitável que gera dor. Se existe algum prazer, ele é momentâneo, pois é apenas ausência de dor, já que não há felicidade duradoura. “Viver é sofrer”.

Abaixo coloquei alguns pensamentos.

“Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça (...) no final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino. E ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que irá estourar.”

“Se olharmos a vida e seus pequenos detalhes, tudo parece bem ridículo. É como uma gota d’água vista num microscópio,uma só gota cheio de protozoários, achamos muita graça como eles se agitam, e lutam tanto entre si. Aqui, no curto período da vida humana, essa atividade febril produz um efeito cômico.”

“Poderíamos que prever que, às vezes, as crianças parecem inocentes prisioneiros condenados não à morte, mas à vida, sem ter consciência ainda no que significa essa sentença. Mesmo assim todo homem deseja chegar à velhice, época em que se pode dizer: “hoje está ruim, e cada dia vai piorar até o pior acontecer.”

“A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo o mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que só existe só por um instante e some como sonho não merece um esforço sério.”

“No fim da vida a maioria dos homens percebem surpresos que viveram provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse era, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.”
“Poucas coisas deixam as pessoas tão satisfeitas quanto ouvir algum problema ou constatar alguma fraqueza em você.”

4 comentários:

Anônimo disse...

Bom saber que existe vida inteligente na internet! Cada vez mais escasso!

Luiz Motta disse...

Schopenhauer é um saco. Ele me irrita, é repugnante.
Não entendo como as pessoas gostam de um ser tão grosseiro e pessimista.
Realmente... Não entendo.
A filosofia dele é algo fácil e descartável. Qualquer pessoa que acorda de mau humor pode escrever o que ele escreveu... Não é nada pessoa, até porque nem conheci ele.
Mas não perderia meu tempo estudando um louco.

Anônimo disse...

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