quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A coisa


Na Idade Média acreditava-se que a essência das coisas estavam nas próprias coisas. Como se a essência do objeto migrasse até o conhecimento. Primeiro precisamos entender a real significação de essência, que é aquilo que faz a coisa ser tal qual é.
Podemos até citar aqui alguma coisa de Descartes. Se meus sentindos me enganam o tempo todo, como posso acreditar na minha concepção de mundo? Instala-se uma dúvida universal, contestar até a própria existência. O meu eu migra até meu conhecimento?
Até para duvidar precisamos ter uma certeza, nem que ela seja a certeza de que dúvido.
É o pensamento que garante a existência das coisas. Não existe auto-suficiencia da razão. Se um indivíduo for isolado do convivio, da linguagem, ele não desenvolve a razão.
Quem duvida, que pesquise Kaspar Hauser.
As significações não são naturais. Nós as estipulamos. Cada um a sua maneira acredita a coisa em si. A vaca para um Hindu não tem o mesmo significado para um gaúcho. E com Kant já disse antes "Quando você vê uma coisa, você não vê a coisa em si".
Você conhece a coisa, mas não a essência dela, pois ela já foi deturpada pelo homem e sua
linguagem.
Qual é a relação de Arcimboldo e o texto?

2 comentários:

cryptography disse...

Daí a máxima o que é verdade: A verdade só é verdade enquanto for verdade. Dependendo do seu posicionamento no dado instante de um espaço você poderá ter um angulo de visão sobre o que vc analisa. Então nunca poderemos afirma a VERDADE do que é DEUS, sempre vai depender do seu posicionamento (espaço X tempo ) e do seu angulo de visão. Que conforme vc se desloca ( adquirir sabedoria ) apresentará uma nova forma !

Carlos Almeida disse...

Sinceramente não sei, mas acho que o amigo acima, fugiu um pouco da temática...