quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sun Tzu

Sun Tzu em “A arte da guerra” propõe um manual de como se comportar e agir numa guerra para que seja vitorioso. Aqui está a compreensão de que o conflito faz parte da vida humana. Sun Tzu trabalha o conflito de forma profunda e verdadeira. Os treze capítulos tratam desde o terreno a guerrear aos movimentos estratégicos, alinhado numa percepção bem Taoísta. Sun Tzu nos primeiros capítulos diz que é preciso saber escolher seus adversários, preferencialmente os mais fracos. Nos atenta a não travar batalhas com inimigos mais fortes; Deixe que essa seja uma guerra para as gerações doravante. Reconhecer nossa própria força é essencial para que se planeje uma batalha. Os orientais costumam ser mais estratégicos na sua política de ação.
Na relação com seu inimigo, é essencial que você dissimule sempre. Não se deve falar ao inimigo o que você conhece. Pois quem realmente conhece, não fala. Mas não o ignore. Pois se você o ignora e ignora a ti mesmo, colecionará derrotas. Ele fixa que a guerra é algo muito importante e cansativo por isso é preciso uma preparação reflexiva, avaliando: Influência moral, o clima, terreno, comando e doutrina. Para os orientais é importante valorizar o tempo e a experiência. Aparentar simulação, incapacidade e desordem, é uma ótima cilada para capturar o inimigo, além de atacá-lo onde ele não estiver preparado. “Quando o trovão ribomba não há tempo para se taparem os ouvidos, pois mesmo que nos venha a descobrir, já não disporá de tempo para estudar suas defesas e nós os venceremos”.
Sobre os inimigos, Sun Tzu, nos alerta para aqueles denominados de franco-atirador. Têm inimigos que não tem nada a perder. Um exemplo atual desse inimigo são os homens-bomba. É melhor temer, porque ele capaz de qualquer coisa para te destruir.
Sun Tzu ressalta em diversos capítulos que o objetivo da guerra é a paz. Assim como a vitória. Mas ela deve ser rápida, pois as tropas ao se cansarem, ficam com a moral baixa, saudades de casa. Além de custar muito caro às reservas estatais. “Nunca houve uma guerra prolongada com a qual qualquer país tenha se beneficiado”. As tropas devem levar seus equipamentos e contar com o abastecimento do inimigo, para não altar alimento. Sun Tzu conta que houve uma batalha em que o general destruiu todas as panelas e alimentos, e mandou a tropa atacar o inimigo bem cedo e para depois sentar-se a mesa do inimigo e tomar o café-da-manhã.
No terceiro capítulo, trata-se dos planos de ataque. Onde a melhor política é atacar um estado sem destruí-lo. Pois o arruinando, seu valor diminui. Assim como é preferível capturar o inimigo a destruí-lo. Pois estes podem ser no futuro, seus aliados. O principal objetivo deve ser atacar a estratégia do outro. Aqueles que têm habilidade na arte da guerra dominam sem destruir. Não é preciso saquear cidades, destruir toda a tropa. “Porque obter uma centena de vitórias numa centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem o combater, isso sim é o cúmulo da habilidade”. Mas isso não impede que se destruam quando se faz necessário. O exército precisa estar bem comandado pelo seu general. Um exército confuso conduz o adversário à vitória. Perceber se há condições de enfrentar é um dos passos.
Sun Tzu aponta três pontos para o caminho da vitória:
· “Conhece-te a ti e o teu inimigo e, em cem batalhas que seja, nunca correrás perigo”
· Quando te conheces, mas desconheces o teu inimigo, as tuas hipóteses de perder e ganhar são iguais”
· Se te desconheces e ao teu inimigo também, é certo que, em qualquer batalha, correrás perigo”.

Perceber a disposição das tropas é indispensável. Aguardar o momento fraco do inimigo torna os guerreiros invencíveis. A invencibilidade está defesa assim como a vitória está no ataque. Os cinco principais elementos da arte da guerra, por Sun Tzu é: A noção de espaço. Isso significa conhecer bem o terreno onde se planeja a batalha. Averiguar se é vantajoso e acessível a sua tropa e a tropa inimiga. Avaliação das quantidades. Verificar os números. Comparar vitórias. Calcular o grau de dificuldade do terreno inimigo e o número de homens que o adversário dispõe. Os cálculos. Também explicado anteriormente. Comparações. Isso propõe comparar o número de homens de cada lado, comparar vitórias, etc. Possibilidades de Vitória. Saber exatamente quais são suas chances de ganhar a batalha. Ninguém entra numa guerra para perder. É preciso avaliar se você tem todas as condições de enfrentar o inimigo. As possibilidades de vitórias vêm acompanhadas dos cálculos e comparações. “O exército é como água, aproveita-se da distração do inimigo, ataca-o onde não é esperado, evita-lhe a força e atinge-o onde ele não pode se defender”. Mas é importante que não entre na batalha considerando que o inimigo não é bom.
Sobre o controle do general para com suas tropas, Sun Tzu diz que controlar muitos é como controlar poucos. Depende apenas da organização da tropa e da autoridade e respeito que o general impõe sobre os seus subordinados. A boa manutenção dos sinais é indispensável. Como todo o batalhão não conseguirá ouvir um, é preciso que haja uma comunicação com os mesmos, através de sinais. Estas se faz com bandeiras, que orientam o exército. No mesmo capitulo, Sun Tzu diz que se um exército deseja simular desordem para atrair o inimigo, é preciso ser altamente disciplinado, para saber simular confusão. Porém na guerra não há regras fixas. Elas precisam ser talhadas conforme as circunstâncias. Pois a própria guerra é cíclica. “Porque acabam e recomeçam; são cíclicas como o mover do Sol e da Lua. Nascem e renascem; são periódicas como as estações, que se sucedem”.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Unidade 731


No vídeo “Unidade 731” vemos os horrores de uma guerra biológica, os experimentos com seres humanos e muito sofrimento. A exibição da “crueldade”, se contextualizada, serve para sinalizar às novas gerações a importância e vigilância na preservação da democracia, contra possíveis retrocessos de força. Quando usam imagens chocantes ele se contrapõe àquela matéria sobre os atentados as torres gêmeas. As imagens conseguem afetar mais o individuo porque trabalha com mais sentidos do que a linguagem escrita, e quando a escrita é inocente não há nada que produza um grau de reflexão. A simples exibição do horror/terror/crueldade gera, no receptor, estado de fragilização e intimidação.
A mídia em geral não mostra o que realmente acontece. O exemplo disso pode ser uma pesquisa feita com 30 “voluntários” para cura da AIDS. Nós não sabemos como esses voluntários são realmente recrutados. E não interessa para os veículos de comunicação ir contra o poder. Caminhando junto com eles os dois se tornam mais poderosos e conseguem facilmente manipular os indivíduos.
O efeito subjetivo da mídia é o anestesiamento. Não contextualiza nada. Tira a inteligência e compensa com ingenuidade. A superexposição e espetacularização das noticias faz com que não fiquemos mais chocados, como se aquilo tudo fizesse parte de uma realidade exterior a nós. Como se aquilo jamais pudesse acontecer com você e na redondeza onde mora. Assistimos o jornal como se fosse novela e assistimos à novela como se fosse o jornal. Isso mostra uma sociedade que já não consegue distinguir nada.

Estética do sentido e a estética da ilusão

A estética do sentido e a estética da ilusão estão altamente relacionados com a grade midiática, o efeito do discurso publicitário e o poder. Os veículos de comunicação preparam matérias cujo conteúdo é sempre o mesmo e sempre sensacionalista, causando uma sensação de que estamos bem informados do mundo que nos cerca e livres dos perigos que assombram “os outros”. A escolha desses temas em detrimento de outros que desafie nosso poder de criticidade, se faz pelo próprio poder, para nos manterem num estado ingenuidade, tanto no olhar quanto no comportamento passivo, fomentando subjetividade descentrada.
A homogeneidade da sociedade faz com que o sistema continue em equilíbrio, centralizado e o poder não-ameaçado. O que vemos é que o poder insiste em controlar nossa subjetividade, voltando nossa atenção e nossos olhos para leituras que não desafiam o intelecto, reportagens facilmente digestivas e principalmente o consumo desenfreado e desnecessário. O vigor do sentido só pode ser recuperado se nos colocarmos numa posição contrária a todas essas formas de aprisionamento e redundância, que homogeneíza a sociedade. Antes o sentido fundava a existência das coisas, hoje o sistema mercadológico ocupou este lugar, sustentando o modelo de “sociedade creôntica”, onde as pessoas se alimentam de meras ilusões, incapazes de desenvolver uma consciência reacionária. Vêem jornal como se estivessem assistindo novela, e vêem novela como se assistissem ao jornal, isso mostra uma população que não consegue distinguir nada. E de repente somos assaltados por anúncios publicitários, que vem para afastar a realidade, e acabamos por oscilar entre a sedução publicitária e o fantasma do real. A subjetividade prospectiva pode ser alcançada por um modelo de leitura mais desafiador. O investimento em leitura produtiva é essencial para que a sociedade implante um modelo cultural crítico onde as pessoas além de cultivar o hábito da leitura, mas como foi citado anteriormente, uma leitura que necessite de total atenção para a compreensão dos signos e símbolos , que desafie o intelecto e o poder de criticidade. As escolas secundaristas que deveriam iniciar esse modo de leitura prospectiva deixam a desejar. E somente através desse modo de leitura que o individuo se qualificariam no processo educacional. Nessa sociedade pautada pela cultura do olhar, onde somos assediados a todo o momento com cartazes, outdoor, televisão, jornal, de fácil digestão, as pessoas dificilmente se interessam em ir além do poder de compreensão. Dá-se por satisfeitas com informações frívolas de baixo teor de conhecimento, e se sentem bem informadas. Essa seria a estética da ilusão que afasta o individuo de afiar sua subjetividade prospectiva. A estética do sentido seria uma forma de enfraquecer a subjetividade descentrada em detrimento da prospectiva.

Ufa!


Esse cheiro de passado que não insiste em passar
Esse gosto de ferrugem que insiste em ficar
Esse gesto tão indigesto que você me fez
Essa história que um dia era uma vez.

Março


Queria mais um dia
Pra não fazer
Pra não dizer
Pra não cansar
Queria mais um dia
Pra não pedir
Pra não ferir
Pra não esperar
Queria mais uma noite
Pra não chorar
Pra não dormir
Pra não sarar.

Antes minha dor
À sua ausência
Antes uma noite
Do que não mais.

O vento que hoje corre
Acelera os dias
Faz voar as noites
O vento que trouxe
Já levou as folhas
Já acabou o verão.
É março.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O rol das mazelas

Os casos de dengue só vêm aumentando no Rio de Janeiro, preocupando a população e os governantes, que por sua vez demoraram a assumir a condição epidêmica, que se agravou ainda mais com o caso de fortes chuvas e a falta de atenção das pessoas para os focos. Com os hospitais públicos e particulares sem leitos, os índices de mortes vêm subindo a cada dia.
O Estado do Rio de Janeiro teve que pedir ajuda ao Exército para atender as demandas de doentes, que o município, sozinho, não consegue atender. O ideal seria que todos os postos de saúde fossem bem equipados.
Não adianta aumentar o número de médicos e atendimentos se a população e governantes não se conscientizarem dos seus deveres e tarefas. O que vemos pela cidade é sujeira e falta de saneamento básico. Não sei se somos vitima da dengue ou do poder público. O adiamento com a preocupação do mosquito fez com que a epidemia se torne longe de ser resolvida. Ninguém assume a responsabilidade, ela é repassada do prefeito ao Presidente da República. Quantas pessoas ainda precisam morrer?

terça-feira, 1 de abril de 2008

ops

Depois de alguns meses sem internet e inacessível.
Obrigada pelos recados. Fico muito agradecida com com o carinho.
Voltei!