quarta-feira, 14 de maio de 2008

O que houve?

Nada disso que se apresenta para mim me soa estranho.
Tudo isso já me foi dado por um Deus que nunca vi
Mas que se materializa em sonhos.
Tudo isso que se apresenta em mim eu já vivi.
A história sempre me repete.
A mesmice sempre me surpreende na porta.
E eu estagno nesse seu calendário tão imperativo.
Completamente tocada pela esquizofrenia
Eu calo os meus versos
Que é pra você não me perguntar depois o que houve.
Eu houve!
Escrita há bons dois anos atrás....

5 comentários:

Felipe Cavalcanti disse...

Perfeito, no sal, no doce e no amargo.

Deus em sonhos ou sonhos em Deus?

Seria toda a nossa vida um sonho sonhado por um Deus, talvez um menino, que nos sonha toda a noite, nós, sonhos que sonham?

Calar é sobrevivência. Quando derem conta seremos a surpresa e estaremos bem longe.

Uma vez fiquei sem comer qualquer tipo de carne por um ano e passei a ver vultos nas pessoas e rostos nas árvores... Voltei a comer carne.

Quem é sua mãe, Flor?

Beijos de sal.

Flor Baez disse...

Por que você voltou a comer carne???
Prefiro o delírio!

Rodrigo Novaes de Almeida disse...

Gostei da sua visita ao meu blogue e dos comentários que deixou, leitora do grande Lao Tsé =)

Gostei bastante também do que você escreveu aqui neste post.

Beijos.

Felipe Cavalcanti disse...

Sim, sim, a famosa Flor. Achei que era apelido de outra pessoa. Que bom que nos encontramos nesse mundo blogueiro tão novo para mim. É bastante solitário, não que seja ruim.

Voltei a comer carne porque estava ficando muito sutil, e isso gerou consequências que eu não queria. Estou em uma fase mais densa. Já leu SIDARTA do Hesse? Para mim, o delírio é um caminhar pela borda do abismo, traz uma força criativa que tensiona todo o universo. Preciso disso na poesia, na arte, no tantra, no mergulho interior. Mas manter esse estado é bem difícil, vem toda a questão do transe mediúnico, da catarse espontânea, da alteração radical da(s) consciência(s), do uso de psicodélicos e da loucura. Não quero ser esquisofrênico. Vou devagar, cada um tem que se sentir e seguir sua própria bula. Esquisotérico, tudo bem, às vezes tenho que "enlouquecer", não tem jeito, é meu dharma. Mas a loucura de perto é bem desagradável e se for para entrar em uma floresta e me perder de vez, que eu termine antes o que vim fazer aqui, ou pelo menos passe o bastão. Aí paro com tudo, só como frutas, deixo a barba crescer, os dentes caírem e viro pó de estrelas, cedo ou tarde isso acontece. hahahaha Você não come nem peixe? Amo todos os peixinhos...rs Beijos

Th disse...

Ela há o tempo inteíro!