segunda-feira, 21 de julho de 2008

Comida viva!


Não pense você que ao chegar no Restaurante Semente, na Lapa, irá comer tatuís, camarões, peixes vivos! Lá só é bem-vindo verduras e legumes crus e grãos germinados.

Quando cheguei por lá, vi que não existem mesas individuais, é uma grande tábua de madeira que todos se sentam para comer, como uma família mesmo! O que é surpreendente, uma vez que em nossa sociedade prevalece os costumes e hábitos indiviuais.

Fomos recebidas pelo , um cara incrível que antropologicamente atraí nossos olhares. Ele nos explicou sobre os benefícios da comida viva: O alimento quando cozido acima de 38 graus perde a maior parte das vitaminas e, quando eles estão crus eles possuem o silício da alegria!!!

Não posso negar que saí do restaurante bem alegre e satisfeita! Pois geralmente como muito fora de casa, até ficar "cheia".

Enfim...foi uma experiência tão agradável que já estou colocando meus grãos para germinarem! Pois sinto que está faltando uma pitada de sílicio da alegria na minha alimentação. Chega de comer dor, morte animal e cozidos! 

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Arte oriental hindu

Não sei o que de fato me leva para Índia, talvez o fato unitário de conceber o mundo e as coisas que o completam. Não consigo imaginar o homem, os animais, a vida e as relações como algo fragmentário. Não acredito no monoteísmo e nos tons pastéis. A índia é exuberante e algo icognoscível aos olhos ocidentais tão cansados. A arte oriental hindu já é uma grande diferença na maneira de se pensar o belo.Na índia antiga não existia a arte-pela-arte, as obras orientais estão ligadas ao sagrado e não do culto a inspiração do pintor/escultor. Sobretudo a arte hindu é uma arte anônima, é quase impossível saber quem é o autor, uma vez que muitas obras foram destruídas pelos turcos e logo após os Ingleses. Mas a maior destruição que esses povos trouxeram para a índia, foram as suas maneiras monoteístas e ranzinzas de ver o mundo, o que influenciou posteriormente na estética hindu. Não sou a melhor pessoa para tratar deste tema, só estou passando para frente informações preciosas cedidas pelo Professor André Bueno.


Para conhecer mais vá até ele: Índia Antiga

terça-feira, 1 de julho de 2008

Globalização

Duke of Bedford, "Torre de Babel"

Sempre pensei nas inumeráveis funções que um condomínio, estilo Barra da Tijuca, têm pra um individuo que supostamente vive em sociedade. Em virtude da violência, cada vez mais muros vão sendo erguidos e as pessoas são separadas como aqueles que moram ‘do lado de lá’. Está acontecendo uma segregação social invisível, e você ainda pode parcelar em várias vezes. Os condomínios cercado de luxo e facilidades, possibilita que o morador nem saia na rua, existe tudo ali dentro, shopping, academia, praia, padaria, mercado etc. E como lembrou o antropólogo Zygmunt Bauman:“ Os moradores do condomínio cercam-se para ficar longe do excludente e desconfortável”. É como se tudo de maléfico e poluente estivesse fora do seu espaço, as pessoas gostam de declamar discursos de homogeneidade da sociedade, mas compactuam com estilo de vida que por si mesma, exclui o outro e afirma com sua própria existência, o quanto somos diferentes. É difícil encontrar uma solução local para um problema global, não adianta querer mudar o “seu bairro”, “a sua cidade”, preservar a “sua floresta”, estamos tão indefesos nesse furacão da globalização e acabamos nos agarrando em nós mesmos e não percebemos que nós somos os outros.