terça-feira, 1 de julho de 2008

Globalização

Duke of Bedford, "Torre de Babel"

Sempre pensei nas inumeráveis funções que um condomínio, estilo Barra da Tijuca, têm pra um individuo que supostamente vive em sociedade. Em virtude da violência, cada vez mais muros vão sendo erguidos e as pessoas são separadas como aqueles que moram ‘do lado de lá’. Está acontecendo uma segregação social invisível, e você ainda pode parcelar em várias vezes. Os condomínios cercado de luxo e facilidades, possibilita que o morador nem saia na rua, existe tudo ali dentro, shopping, academia, praia, padaria, mercado etc. E como lembrou o antropólogo Zygmunt Bauman:“ Os moradores do condomínio cercam-se para ficar longe do excludente e desconfortável”. É como se tudo de maléfico e poluente estivesse fora do seu espaço, as pessoas gostam de declamar discursos de homogeneidade da sociedade, mas compactuam com estilo de vida que por si mesma, exclui o outro e afirma com sua própria existência, o quanto somos diferentes. É difícil encontrar uma solução local para um problema global, não adianta querer mudar o “seu bairro”, “a sua cidade”, preservar a “sua floresta”, estamos tão indefesos nesse furacão da globalização e acabamos nos agarrando em nós mesmos e não percebemos que nós somos os outros.

2 comentários:

Lucia disse...

Não sou desse mundo ! Meu mundo é aquela roça que volta e meia falamos. Eu quero uma casa no campo! Do tamanha ideal pau a pique sapê !!!!!! O resto cê sabe !
Como sempre ! você surpreende com as postagens !

bjs

Carlos Almeida disse...

Globalização é um fato irremediável e inadiável e interminável... não adianta o mundo é assim mesmo!