sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Yoga x Ginástica


Existem muitas diferenças entre ginástica e yoga e eu adoro ressaltas as diferenças, não importa em qual campo ela esteja. Há uma febre jamais vista em tono da Yoga, diversos centros que oferecem aulas e técnicas. Todo global agora pratica Yoga, mas o segredo dela está além de sua fama e suas formas elásticas.


A concentração do pensamento é a primeira diferença. Quem pratica Yoga certamente fica pensando em como equilibrar o corpo e como conseguir atingir o Nirvana. Não acredito que seja possível 0 0% do pensamento. Nossa mente inquieta nos manda mensagens o tempo todo e não precisa ser estudante de Comunicação para saber isso, basta perceber que sempre estamos pensando em alguma coisa.


Acho que a forma mais autentica de relaxar é não pensar no Nirvana, e sim na natureza. Quando costumo sentar para meditar, procuro um lugar tranquilo onde não possa ser incomodada por pessoas e aparelhos eletrônicos, que dispersa. Procuro concentrar meus pensamentos em focos imaginários de luz e nas criações divinas.


Li uma entrevista muito bacana e gostaria de compartilhar com vocês:



sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O riso

O filho de Saturno - Goya

É possível identificar no riso as diversas facetas do homem. O riso guarda uma dualidade infinda, pode significar tanto miséria como a superioridade do homem em relação ao outro e a natureza. Se observarmos com olhos atentos a significação do cômico, podemos perceber que nada mais é do que a imitação dos piores. Baudelaire ressalta no livro ‘Escritos sobre a arte’ que o riso humano está intimamente ligado à degradação física e moral e nos atenta que o riso é uma das expressões mais freqüentes da loucura.

Podemos citar aqui um exemplo vulgar de que o riso pode ter um caráter diabólico: quando uma pessoa cai no chão ou tropeça é visível e unânime às risadas dos transeuntes. No fundo do nosso pensamento, mesmo que inconscientemente pensamos que são os nossos pés que estão fincados no chão, nós somos mais atentos e caminhamos direito.

Não estou propondo que não rir seja a melhor atitude, mas sugiro um pouco mais cautela antes de fazer do seu riso algo monstruso e maléfico.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ser pós-moderno


A modernidade é marcada pela ruptura com a idade média. Esta nova era começa quando os valores majoritários da época são postos em cheque. A igreja católica vai perdendo credibilidade e o mundo místico de duendes, fadas e bruxas caem em declínio abrindo espaço para o famoso Iluminismo.
O projeto de humanidade do Iluminismo é de fato muito bonito e atraente, mas também foi utópico demais. A crença no homem e no progresso econômico e tecnológico não transforma a humanidade em comunidade. Octavio Paz fala que a pós-modernidade começou quando a sociedade se deu conta de que fracassaram exatamente por este excesso de razão, que a ciência não trouxe resposta a todos os anseios de uma civilização cansada de tanto pensar.
Esta suposta pós-modernidade trouxe o reencantamento do mundo, com novas seitas esotéricas e livros de auto-ajuda. O que pressupõe uma recaída mística, assim como na Idade Média, as religiões tradicionais já não atendem ás necessidades desta nova geração.
Mas chamar esta recaída de pós-modernidade já é um exagero. A passagem de uma era para outra é lenta. Ser pós-moderno é mais um chavão cheio de significados que não significa nada; valor semântico: zero.