quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ser pós-moderno


A modernidade é marcada pela ruptura com a idade média. Esta nova era começa quando os valores majoritários da época são postos em cheque. A igreja católica vai perdendo credibilidade e o mundo místico de duendes, fadas e bruxas caem em declínio abrindo espaço para o famoso Iluminismo.
O projeto de humanidade do Iluminismo é de fato muito bonito e atraente, mas também foi utópico demais. A crença no homem e no progresso econômico e tecnológico não transforma a humanidade em comunidade. Octavio Paz fala que a pós-modernidade começou quando a sociedade se deu conta de que fracassaram exatamente por este excesso de razão, que a ciência não trouxe resposta a todos os anseios de uma civilização cansada de tanto pensar.
Esta suposta pós-modernidade trouxe o reencantamento do mundo, com novas seitas esotéricas e livros de auto-ajuda. O que pressupõe uma recaída mística, assim como na Idade Média, as religiões tradicionais já não atendem ás necessidades desta nova geração.
Mas chamar esta recaída de pós-modernidade já é um exagero. A passagem de uma era para outra é lenta. Ser pós-moderno é mais um chavão cheio de significados que não significa nada; valor semântico: zero.

3 comentários:

Carolina disse...

Ah! olha so... pos-moderno...
não bem, mas sei que é tão dificil acompanhar estas nomenclaturas

Simone disse...

Não acredito também, que seja necessário tantos nomes se eles não estão agregados de valor.

Narayana Dasa disse...

Este mundo material é cheio de armadilhas mesmo.Os filosófos especulam, inventam.