quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O oportunismo sofístico e a transferência da Ágora grega

Não sei onde se esconde a verdade, mas não acredito que a Internet seja local-fonte de conhecimento, mas sim informação. O processo que leva informação a conhecimento é árduo e não se dá apenas pela consulta ao Wikipédia. É claro que com o advento da tecnologia e o progresso cientifíco a Ágora grega mudou de lugar, mas isso não quer dizer que precisemos referenciar a educação a algo de baixo escalão. Não acredito que os individuos leitores deste blog ficarão mais inteligentes depois de lerem uma postagem sobe Tocqueville ou Habermas, mesmo que renda uma discussão via web. A Internet é uma das traduções mais imediatas da realidade e de suas fraturas, esta teia infinita de veloz informação acaba produzinho uma certa naúsea e virtualização dos acontecimentos. O que é real e o que não é? O que causa uma certa ambigüidade (tudo bem que acabaram as tremas- mas eu amo) quando deixamos de apreendê-la de perto e verificamos que ela pode ser democrática, mentirosa, descentralizada além de causa sérias modificações lingüisticas que mais empobrece a língua. Não creio que a mutabilidade vinda de um referencial inferiorizado possa ser a solução para as transformações que o século XXI propõe. O individuo navegador passa para um estado de inflexão, que certamente não tornará este conhecimento uma ferramente de durabilidade.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Shivaísmo antigo e vegetarianismo


No livro "Shiva e Dioniso" de Alain Daniélou, ressalta os aspectos religiosos e culturais da Índia antiga, o que é bem diferente da Índia encenada pela Rede Globo. Antes das invasões arianas, a Índia tinha como maioria adeptos do Shivaísmo, a religião mais antiga das quatro principais. O vegetarianismo não existia porque para os Shivaístas não há diferença entre a morte animal e a vegetal. Foi o Jainismo que primeiro incorporou o costume de não comer carne animal e logo após, o vedismo e budismo. No hinduísmo, o vegetarianismo só é exigido aos brâmanes e negociantes, o que supõe uma minoria. Mas mesmo no Shivaísmo antigo, só era aceita a alimentação da carne animal, quando este era oferecido em sacrificio ao deus, comer um grande animal era como se todas as suas potências e qualidades fossem transferida àquele que se alimenta de sua carne.O ato guerreiro faz parte da própria natureza do homem, assim como é declarado no Bhagavad-Gita, quando Arjuna não deseja lutar contra seus parentes, mas mesmo assim o faz, apesar do movimento Hare Krsna ser completamente diferente do Shivaísmo.

Enfim, cada um para de comer carne por um motivo. É melhor não comê-la mesmo.