segunda-feira, 27 de abril de 2009

Les chemins de l'art


Existem inúmeros questionamentos acerca da arte, que os próprios artistas não conseguiram ao longo do tempo replicar. Assuntos estes que acabaram se tornando objeto de estudo da Filosofia, mas especificamente a disciplina de estética. Quando analisamos a arte antiga, como as pinturas rupestres e bustos egípcios, percebemos que elas tinham uma finalidade específica e não eram consideradas obras de arte pelos seus criadores. Nas atuais produções artísticas, que já ultrapassaram todos os limites da contemporaneidade, fica difícil identificar o que de fato é uma obra de arte. O público, em geral, não tem contato com a obra de fato, mas com as suas reproduções nos meios de comunicação, como a Internet e a televisão. A arte tem uma finalidade? Qual é o objetivo de uma obra? Ela deve ter um objetivo específico?
Hoje, encontramos exposições de arte que interagem com o público, e que pode até mesmo ser interferido por quem aprecia. Acabaram-se as correntes artísticas e escolas que homogeneizava o estilo. Todas essas interrogações podem ser explicadas com o advento da era moderna, que acabou por extinguir as fronteiras. Escrever a história da arte até o presente é uma atividade complexa, pois a liberdade de experimentação deixa cada vez mais difícil concentrar em um só “ismo” todas as novas propostas e tendências do século XXI. Torna-se impossível escrever cronologicamente a história da arte e o caminho seguido pelos artistas, que trabalham de forma individual e mais voltados para balbúrdia midiática do que para as sensações que suas obras podem causar em quem as aprecia. Assim como todos os objetos se tornam comercializáveis pela mídia, a arte se tornou mais um produto nas imensas e globalizadas prateleiras.
Obviamente que existem magníficas obras contemporâneas, que são dignas de ser chamadas de arte e sabemos que elas acompanham a ciência, tecnologia e o pensamento que envolve essa época e, ao mesmo tempo, serve como uma válvula de escape desse turbilhão sufocante de informações. A arte não deixa de ser uma expressão e registro dos valores que predominam num determinado período. Não é apenas o clássico que merece ser reverenciado, pois cada escola, dentro do seu tempo, também quebrou barreiras e tabus e instalou na sua época, formas e técnicas que eram deveras chocantes e irreverentes.

12 comentários:

Isabela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabela disse...

O perfil do homem criativo mudou em meio há séculos de História. Uma vez, eu e esta blogueira que lhes escreve comentávamos da inércia em que vive o indivíduo de hoje. Chegamos a conclusão de que o "produtivo" da nova era não tem nem o início dos traços da essência criativa que havia no passado.
Ao passo que, ontem, em uma aula de Comunicação e Imagem, minha professora -uma estudiosa da Estética- disse em sua opinião, que adorava as tecnologias e que o homem do século XXI é muito mais criativo do que seus antigos ancestrais acostumados com o papel, caneta de pena e etc.
Vai saber qual é a conclusão mais certa!

Carolina disse...

Eu, particularmente, acho que existem meios e meios de se fazer e analisar arte...mas é relativo demais!

Nana de SouZa disse...

Concordo em um ponto bem delicado que você expôs: o artista atual, principalmente os inciantes, estão mais preocupados e desempenhados a desenvolver algo que agrade esteticamente a mídia. Não generalizando, é claro.
Mas se perdeu o foco. Não há mais o interesse de mexer com o imaginário, o censo crítico, a discussão, o deslumbramento do público comum.

E quanto a opinião da professora...Descordo. Hoje é bem provável que é a tecnologia que cria pro homem. Uma coisa meio que automática. vai saber...

Cheiro

Flor Baez disse...

Eu concordo com a Naná, acho que estas novas tecnologias mais sufoca a criatividade do que amplia...

Raphael Gaoura disse...

que coincidencia fantastica! adoro pifanos de caruaru! e nunca conheci ninguem que conhecesse!

~ Camila V. disse...

Gosto muito das discussões sobre arte em torno de Platão-Aristóteles-Baugartem... Sobre o obsoleto, o saber julgar e o que te toca. Sobre anestesia e estética do belo...

Gostei do seu comentário no meu blog, vim dizer que seja bem-vinda e que volte sempre.

Maravilhoso ver Nietzsche e Magritte por aqui.

(:

Callicebus disse...

Seu blog é muito bom!

Homem da Terra, disse...

Na verdade, meus conhecimentos sobre artes são bem escassos, mas adorei seu comentário no meu blog e resolvi dar uma conferida no seu, q por sinal está muito bom!!Parabéns!

Não acho q as novas tecnologias estão sufocando nossa criatividade. Tudo é fruto de seu tempo, inclusive as artes. Talvez a tendência artística esteja sendo norteada pela constante busca pela modernidade, aonde as coisas impressionem mais pela espetacularidade e superficialidade do que pelo conteúdo, pela tentativa de realmente tocar na alma do próximo.

Pelo menos é isso o q eu vejo na múscia, a forma de arte q mais tenho contato, além do cinema...se é q ele pode ser considerado arte por quem entende de arte.

Bel disse...

acredito que esses avanços são assim mesmo... o tempo vai passando, as coisas se modificando e fragmentando cada vez mais, é uma história sem saída e talvez esta arte já tenha mesmo morrido

Paula Orlei disse...

As vezes acho você um pouco radical, mas de qualquer forma admiro pessoas que expoem exatamente aquilo que pensam. Seus textos são bem escritos e isso é fundamental.

Bob Marinho disse...

Eu não digo que sim, nem que não. Muito pelo contrário.

=oP

olha isso...ela toca nesse tema, mas bem mais especificamente
=o)

http://www.youtube.com/watch?v=oEXklTvm3aU