quinta-feira, 7 de maio de 2009

A náusea


Se alguém me perguntar do que se trata o livro “A náusea”, de Jean-Paul Sartre, certamente não saberia responder. Acredito que determinadas histórias e sensações são praticamente impossíveis de se descrever. Antoine Roquentin, o personagem principal do livro, faz comentários valiosos sobre algumas coisas da nossa existência, que na maioria das vezes passam por nós despercebidos; Às vezes não notamos que existimos, pois caso notássemos, sentiríamos o fardo peso que carregamos dentro de nós. Penso que vamos “levando” nossa vida quase que mecanicamente. Só compreendemos que existimos quando transborda nossas inquietações e elas se esparramam no chão. Pensamos que temos hábitos e manias e esquecemos que são os hábitos que nos fazem escravos do funcional e não ao contrário.
Devemos escolher o que queremos pra nossa vida: narrá-la ou vivê-la. Roquentin diz que o homem é sempre um narrador de histórias, das suas e a dos outros; Não sei qual das duas opções é a mais difícil, talvez viver exija mais esforço. Mas certamente não é possível ser tão maniqueísta a ponto de escolher apenas uma alternativa, é por isso que somos surpreendidos pela tal náusea; Vivemos em espiral sem perceber que nós somos a própria náusea e se pudéssemos, vomitaríamos nossa existência.
No livro “Idade da Razão”, Sartre diz que existir é beber a si mesmo sem sede.

13 comentários:

Mirtha disse...

Me falta coragem para ler Sartre! Mas um dia eu consigo! Boa divulgação que está fazendo!

Lucia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabela disse...

Amie,

Nossa, muito boa esta sua reflexões. Digo que, com base na Psicanálise, que é preciso que nossas vidas sejam guiadas pelas fantasias do nosso inconsciente, pois sem este estímulo estaríamos fadados ao desaparecomento pelo forte "sofrimento" que é viver.
Mas não podemos nos ludibriar com as linhas tortuosas da vida e a cada pensamento que invada nosso equilíbrio, temos que dizer para nós mesmos: "Vim com uma missão para este mundo e vou cumprí-la".

OBS: Estou lendo a Idade da Razão. haha!
beijocas

Michelle disse...

adivinha qual a frase q tinha anotado da "idade da razão"??? ehheheheheheheh

Luana disse...

Forte isso, não?

Flor, vc fala tão bem sobre existência, sobre a vida... como não entende de cinema?
Talvez vc não entenda de técnica, o que é bem diferente...

Saudade já!

Bjo.

Lucas Alvares disse...

Não perca o seu tempo lendo Sartre. A vida é muito mais o que parece ser do que ele imaginava. Parabéns pela reflexão.

Lucas

Cristal - a louca. disse...

Acontece que nad parece ser o que é, vc pode ter uma vida plena, mas nunca se satisfará com isso, independe de ser narradora de suas ou de histórias alheias, eu acho que o bacana é participar rsrsrs.

Beijundas ^^

Paula Orlei disse...

Tudo a ver o quadro com o texto e o livro!

Rosangela Florêncio disse...

Adorei o blog!! Ótimas as reflexões!
...e valeu pela visita! Volte sempre!
abraço.

, larinhafarias disse...

ameei seu texto cara, e eu quero viver a minha vida, não narra-la . beijs :*

Jéssica disse...

Caramba, que forte, me deixou com náuseas (hahaha)

Gostei :)

;*

slowdabf disse...

http://tododiaumtextonovo.blogspot.com
blog louco do slow e www.myspace.com/slowdabf
musicas mais loucas do slouco..veja e ouça nun dia desses