terça-feira, 16 de junho de 2009

Decodificando humildade

Quando paramos para investigar alguns conceitos que, certamente, já se encontram com significados cristalizados, nos deparamos com algumas convergências. No caso, analisaremos a humildade e o valor que ela tem dentro da nossa sociedade e que tipo de indivíduos ela produz. Determinados adjetivos, quiçá todos, são carregados de valor polissêmico e podem significar muitas coisas de acordo com o repertório que carregamos.
A humildade sempre esteve qualificada como virtude, mas, Baruch de Espinosa, nos propôs outra leitura sobre humildade, que seria no caso o poder de nos ocultar diante de nossas potências, de esconder e disfarçar nossas qualidades e realizações. Hoje entendemos como humilde àquela pessoa que fica sem graça ao ser elogiado por um atributo que lhe é merecedor, como se não fosse digno de um elogio. Espinosa diz que esse comportamento é autodepreciativo e rebaixador e que não devemos esconder nossas habilidades, e de nenhuma maneira isso seria um sinal de soberba. O individuo soberbo é aquele que necessita de elogios e considerações quando realiza um feito. Ter plena consciência de nossas capacidades não nos reduz a indivíduos egoístas e arrogantes, pelo contrário, nos faz conhecedor de nossas limitações.
Quando nos conhecemos temos a capacidade de identificar quais são nossas maiores disposições para a feitura de um bom trabalho e, desta forma, acabamos por reconhecer, até mesmo de forma maniqueísta, o que não sabemos e temos dificuldade de aprender. Os limites entre humildade e soberba são tênues, mas facilmente apreendidos quando admitimos quais são nossas limitações.

6 comentários:

eDu Almeida disse...

Menina que bom te ter em meu blog, tomei um susto qnd eu vi. Não vou poder dar-te muita atenção agora, pois estou na faculdade e tenho prova. Mas espero poder ver seu blog por inteiro.
Bem vinda e obg.

Bob Marinho disse...

como anda a senhorita?
estou passando aki novamente pra reforçar a fuçada

=oD

legal

bjão

Alexandre Sobral R. Horta disse...

Identificar nossas limitações são sinais de humildade, reconhecendo a própria identidade...a fim de nos orgulhar do que produzimos?

Paulo Maciel disse...

Filosofia é exatamente isso. Nós mostramos nossas prospostas para serem refutadas ou aderidas! O texto está explicativo e muito lúcido. Não existe nenhuma possibilidade de ruído ou dúvida. Apenas os mais desatentos conseguem duvidar das suas palavras! Ganhou um novo leitor!

Alex Freire disse...

Acho que a dúvida que o alexandre colocou só pode ser respondida pelos livros de espinosa.

Lucia disse...

Nem sei quem é o Espinosa, mas o que vc escreve é muito bom