sábado, 29 de maio de 2010

Aluga-se um marido indiano


Acompanho um blog muito interessante sobre a Índia, chamado
Indiagestão, alguns de vocês até devem conhecer, tem uns post super bacanas sobre os costumes. Mas hoje tirei o dia para visitar outros blogs e fui no Índiagestão. Me surpreendi com uma postagem em que ela oferece um amigo indiano que gostaria de casar com uma brasileira. Mas ele é um pouquinho exigente (rs): quer conhecer uma moca bem educada, estudada (com nivel superior completo) e que fale inglês. Moças podem mandar o currículo com foto para o e-mail indiagestao@yahoo.com.

Eu, se fosse ele, completaria: que saiba resolver questões aritméticas, saiba cozinhar, higiênica e que fale aramaico e hindi. Longe de mim disseminar a discórdia, mas a que ponto chegamos!
Será que precisamos pagar um dote para este marido::: (interrogação)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Instante Abstrato e não estéril

Magritte

Comecei a ler um livro chamado “Filosofia e Ciência do Tempo”, do Bernard Piettre, que esboça as diversas e infinitas teorias sobre a existência do tempo a partir da ótica de filósofos e cientistas. Como tudo na vida tem um começo, exceto o tempo, no primeiro capitulo do livro está assim: “Não, o instante é uma abstração. Exatamente como o ponto de uma linha. Podemos dividir o tempo em tantos instantes e uma linha em tantos pontos quanto quisermos: o instante, como o ponto ou a linha têm uma existência matemática, mas não real”.

Eu, que sempre tentei capturar o instante e tentar respirá-lo com força para aprisioná-lo dentro de mim... Fiquei assustada e feliz ao mesmo tempo. Talvez tudo seja mentira; talvez não exista real ou imaginário – ou tudo é a mesma coisa. O tempo é engraçado porque sabemos o que é, mas não conseguimos explicá-lo para o outro. Apenas sentimos quando ele passa quando é semana que vem e nos deparamos como a vida é rápida. Ontem eu tinha 15 anos. Ontem eu caí do berço. Assim como o instante não existe, é algo abstrato, o tempo também deve ser apenas uma referência criada pelo homem para se situar no espaço em que vive.

Então, se o tempo não existe hoje vou lá no ontem dormir mais um pouquinho....
E quando acordar vou daqui há dez anos ver os efeitos da vacina H1N1. Vou passear nas esferas mais contemplativas do tempo – vou andando bem devagar.

Diário da Índia


Há alguns anos atrás conheci um amigo na internet, seu nome é Bruno Radesca, um artista e a pessoa mais iluminada que eu conheci. A sensação é que nos conhecemos pessoalmente, tamanho o carinho que sinto por este amigo. Bruno está na Índia e manda aleatoriamente seu diário de viagem, contando sobre as cidades que passou, os lugares que visitou, as pessoas que conheceu e etc. Fico aguardando ansiosamente cada e-mail dele, que vem recheado de fotos lindas que cheira sândalo.

Os seus relatos são muito simples, mas muito profundos. Fico imaginando se pudesse estar na Índia e meditando dentro da gruta. Ele me mandou algumas fotografias, todas belíssimas! Passei muito tempo olhando para esta que está ilustrando o post e tentei imaginar a sensação do sol com neve; tentei imaginar a temperatura do vento que corria a cidade.

Gostaria de compartilhar aqui o diário do Bruno, mas não posso... Seria falta de privacidade...Enfim.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tela vazia


Se eu fosse pintora e tivesse que escolher uma única escola, seria impressionista. Colocaria meu banco de madeira no jardim e ficaria observando os efeitos da luz do sol nos objetos. Minhas formas seriam apenas uma impressão, uma sugestão do que poderia ser tal coisa. Escolheria o roxo, lilás e amarelo.
Mas deve ser muito chato ter que escolher uma única forma de pintar, e exatamente por isso que atualmente não existem correntes da arte. Acabou o expressionismo, o neorealismo, o rococó, o surrealismo. A pintura contemporânea não se sujeita a uma tendência. Talvez por isso seja tão difícil compreender a pintura moderna e aceitá-la como uma expressão de artística.
Uma vez fui numa exposição no Centro Cultural do Banco do Brasil e no salão principal havia uma tela em branco, sem um único borrão de tinta e o nome da obra era: “O vácuo”. Não agüentei e comecei a rir da minha ignorância e da preguiça do artista. Se eu soubesse pintar jamais me daria ao luxo de desperdiçar uma grande tela – usaria todas as cores possíveis de uma aquarela e abusaria de todas as formas geométricas. Duchamp e ready made em 1913, obviamente, era um máximo porque quebrava paradigmas da arte. Mas em pleno século XXI, um artista dono de uma tela em branco é no mínimo redundante.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Instante estéril


Duros momentos - A vida aqui parece algo estéril, geométrico e cheia de sentidos práticos. Na hora que entro dentro desta sala todas minhas abstrações e conflitos se dissipam e fogem de mim como um gato corre da água.
Gostaria de perguntá-lo: qual é a cor da última flor que você viu (interrogação).
Aqui todos os seres elementares e mágicos desaparecem e as questões míticas e místicas se tornam ridículas pelo seu caráter abstrato.
Poucas horas atrás Rama me pediu ajuda para resgatar Sita, mas não pude acompanhá-lo para cumprir este dever moral que parece sugar uma boa parte da minha vida. Sinto minha orelha quente: Rama e Hanuman conspiram contra mim agora! Não posso falar sobre o Ramayana, nem sobre o impressionismo, muito menos comentar sobre o portal 11:11 que me atormenta todas as manhãs. Tudo que martela meus pensamentos precisam fugir neste instante, para que eu pura possa me concentrar neste dever.
Peço aos barões: - Dai-me a carta de alforria! Liberte meu corpo para que meu espírito possa voar pelos planetas e cumprir sua sua missão. Na era de aquário vou me alinhar as estrelas.
Penso com imagen e cheiros fortes - sinto agora a assa-fétida tomando o ambiente. Vejo a terra subir. Sinto cheiro de fumo de rolo. Vejo a água evaporar violentamente. Ahh... minha era de aquário!

O selo de presente




Não entendo muito como funciona esses selos, mas fiquei lisonjeada por ganhar um!
Bia Carvalho, do blog Sobre músicas e Flores (http://sobremusicaseflores.blogspot.com/) foi quem me deu este lindo selo.
Existe uma regrinha, que copiei do blog dela para ficar mais fácil:

- Tenho que postá-lo em meu blog;
- Dizer 2 coisas que me fazem sorrir;
- Dizer 1 coisa que me faz sorrir sobre o blog do qual recebi o selo;
- Indicar o selo para 5 a 20 blogs e avisá-los.

Duas coisas que me fazem sorrir: Dormir com barulho de chuva e quando meus gatos fazem gracinhas.

Uma coisa que me fez sorrir sobre o blog que recebi o selo: A simplicidade como a Bia escreve e como ela consegue ser profunda nos seus contos.
Aqui vai a penúltima postagem da Bia: Flávio as vezes ouvia vozes. Ana falava demais.
Um dia Flávio viu Ana conversando com amigos, e a voz dela não saiu de sua cabeça nunca mais.

Vou escolher cinco blogs para dar este selo:



segunda-feira, 17 de maio de 2010

O belo da natureza


Todo o domingo, como é de costume, dou uma volta no Lago de Javari para ver as capivaras. São muitas! Uns quatro filhotinhos, duas fêmeas e um grande macho. Não é necessariamente as lindas capivaras que me tiram de casa, mas todo o conjunto: as árvores grandes, os pássaros, as borboletas, o sol tímido, o vento que corta bem fininho e o lago, que apesar de poluído, é bonito por natureza.

Sempre me questiono o que é o belo e o que provoca algumas sensações e sentimentos, mas sempre de forma individual porque não posso conseguir chegar ao ideal de beleza na sua forma universal. Então, humildemente tento compreender qual é a beleza que alegra os meus olhos e me causa emoção. Talvez seja transcendental demais para escrever, mas sinto um prazer enorme quando vejo o sol indo embora quando o clima está fresquinho. Um prazer maior ainda quando vejo o céu lilás e a lua ameaça a surgir. E as capivaras aparecem para dar autenticidade a perfeição da natureza. Amo as obras de arte, as cores de Van Gogh, as flores de Monet, as formas de Miró, o onírico de Magritte, ufa!!! São tantos! Mas não há nada mais bonito do que as formas da natureza! Elas são tão perfeitas e exalam vida. Como se cada pedra, cada gota d’água, cada árvore conseguisse dizer que estão vivas, vivas, vivas! Não apenas coisas imóveis e insensíveis.

Uma vez, indo para a faculdade fiquei pensando nas árvores e quanto tempo elas estavam ali. Elas são as donas de cada pedaço de terra. Apesar de ficaram com as raízes imóveis, elas se movimentam através dos seus galhos. De repente, comecei a chorar e me senti injusta com a natureza, com aquelas árvores que estavam ali. Precisava urgentemente dar um abraço naquela árvore, mas o meu instinto social me fez sentir vergonha. Não podia parar na Marques de Abrantes e abraçar uma árvore, simplesmente. Ignorei. Ignorei até me sentir mais injusta ainda, me sentir um ser humano qualquer. Resolvi mudar, dei meia volta e abracei aquela árvore que de alguma forma me chamava. Abracei, chorei, abracei e não me importei se tinha alguém me observando naquele gesto quase vulgar. Fui feliz.

Meu critério de beleza está estritamente ligado ao natural. Valorizo as formas criadas pelo homem, mas sei que ele jamais teria a sensibilidade de criar uma linda estrela. Não é uma questão acadêmica de estética, é apenas um juízo de gosto.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Hinduísmo e pirâmide das varnas

A filosofia hindu ortodoxa, que hoje conhecemos como hinduísmo, surgiu da antiga religião ária dos vedas. Um panteão de deuses dotados de super poderes, e comportamentalmente muito parecido com os homens, faziam parte da adoração religiosa. Na mesma época em que os deuses gregos caíram em declínio por conta da filosofia e do pensamento racional, na Índia foi preciso reinventar os deuses de acordo com a nova estrutura do pensamento. O Bramanismo surgiu com uma hierarquia espiritual, onde as demais divindades passaram a exercer outro papel e uno divino é Bhrama. Os deuses são apenas fios condutores para chegar ao uno primordial, e cada ser humano passa a ser dotado da centelha divina – os deuses passam a ser encarados apenas como os primeiros descendentes da força cósmica. No Egito e na Grécia os deuses foram ridicularizados por suas características demasiadamente humanas, incompatíveis com o sentido posterior de divindade. Mas a Índia nunca exonerou e renegou seu panteão, apenas deu a eles novos papéis. Reinventar a religião é primordial para adequar a realidade com a praxis religiosa. O indólogo Heinrich Zimmer disse: “A Índia conservou suas personificações antropomórficas das forças cósmicas como máscara de grande vigor expressivo, como magníficas personae celestiais, que podiam servir como opção para auxiliar a mente em sua tentativa de compreender o que considerava manifesto por meio delas”. Indra, Varuna e Agni diminuíram de importância dando ascendência aos deuses mais jovens.
Os grandes rituais, praticados somente por sacerdotes cederam lugar a uma adoração mais íntima com Bhrama. Os sacrifícios animais foram substituídos por oferendas como manteiga, iogurte e flores. E a principal motivação é buscar a unidade básica que dá origem a multiplicidade. Os nomes e formas são encarados como acidentais e efêmeras, a realidade é distorcida pelos sentidos. Daí o sentido de Maya – ilusão. Todas as formas ultrapassam as formas e descobrir isso passou a ter um caráter emergencial. O hinduísmo é caracterizado pelo não-dualismo, onde os pares de opostos são apenas uma maneira de como a mente humana percebe as coisas. Daí a importância de transcender a realidade para compreender a verdade.
O Hinduísmo se apropriou de diversas correntes anteriores a invasão ariana, como o Jainismo, Samkhya e Yoga, que, de acordo com o Heinrich Zimmer são as religiões mais antigas. Assim como o cristianismo se apropriou de elementos pagãos para trazê-los a doutrina cristã, o hinduísmo também buscou, depois de muita resistência e inflexibilidade, trazer as centralidades da antiga região indiana para dentro do corpo bramânico.
Com a invasão dos árias na Índia, eles criaram a da pirâmide das varnas (castas) e reduziu a população nativa a papéis sociais inferiores (sudras), dando-lhe tarefas consideradas impuras e desta forma expandiram seu domínio. No antigo livro Dharna-Sastra é possível ler que, se um sudra ouvisse acidentalmente a recitação de um hino védico, este deveria ser punido enchendo suas orelhas com chumbo derretido. Todas as tradições não-védicas rejeitam o sistema de castas. Muitos indianos migraram para outras religiões em busca de igualdade. Exemplo disso foi a aceitação em massa do budismo, que rejeitava a pirâmide das varnas e tratava a todos por igual independente de sua origem.

Fonte: Filosofias da Índia – Heinrich Zimmer

terça-feira, 11 de maio de 2010

Outono de mentira



O Outono é sempre refrescante. Consigo me transportar facilmente para casas semi-abandonadas dentro das florestas; Pinto quadros belíssimos no entardecer e coloco os pincéis sujos numa vasilha transparente com água. No outono a casa já está arrumada, então acordo, tomo café na varanda vendo ninguém passar. À noite faço uma fogueira de canela, coloco meu manto e espero pacientemente o sono chegar. Se der tempo, neste outono vou para Carranca, que fica pertinho de São João Del Rey, em Minas Gerais. Ficarei numa pousadinha de pedra no alto da montanha.

Cada estação é uma história. Cada corpo um gosto – o meu pelo outono; uma vida por um outono em silêncio, em paz.

Um outono no Brasil, um inverno em Benares, uma primavera na China e um verão em Jacarta.

Para cada bicho uma estação: No outono: pássaros; no inverno: gatos; na primavera: borboletas; no verão: peixes.

Para cada gosto uma estação: No outono: amargo; no inverno: salgado; na primavera: doce; no verão: cítrico.

Para cada atividade uma estação: No outono: pintar; no inverno: ler; na primavera: caminhar; no verão: nadar na curva de rio.

Queria que ninguém roubasse meu outono, só para poder desfrutá-lo sozinha com o meu gosto e egoísmo. Uma estação inteira para me conhecer, enjoar e vomitar.

Coisas para banir no outono: televisão, telefone, internet e pessoas! Pena que nada é real. Tudo é contemplativo demais, sonho demais, vontade demais, onírico demais para ser verdade.


p.s = não me importo em repetir tantas vezes a palavra outono. Fique em frente do espelho sem piscar por quanto tempo conseguir!


Crédito da foto: Flor Baez
Esta é uma curva de rio real em Trindade e os peixes beliscam os pés.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pedaço de papel

Adoro papéis! O penúltimo que encontrei foi no trem, dentro de um envolope branco e me ferrei! Era uma corrente de Jesus Cristo! Obviamente, quebrei! Não tenho saco para isso. Este é o último papel que encontrei, dentro da sala de aula, na FACHA, quando eu ainda estudava de manhã. Longe de ser fofoqueira, mas não tinha nome e nenhuma identificação, então transcrevi. Interessante... Já imagino quem seja a professora, porque só tenho duas. O estranho é me ver incluida no pacote. Enfim...

“Ela já tinha me contado isso. Ela conta as mesmas histórias, acho que ela já não tem mais nada para me contar, por isso repete os mesmos vocábulos, as mesmas histórias. Não me interessa resolver os problemas do mundo, pois nunca irei conseguir. Prefiro resolver meus problemas que são ralos, densos e pertencem exclusivamente a mim. Esta professora lê lentamente, acho que ela deseja o meu sono e os ruídos do meu bocejo. Eu já avancei neste assunto do qual ela trata – zero ruído no meu entendimento. Leio o suficiente para essa turma toda.
Só tem liberdade quem é rico, pobre não pode fazer escolhas e quando pensa que faz oscila entre o zero e o nada. Quem inventou um zero foi um indiano, tenho quase certeza disso. Ahhhh! Soubera isso há 10 anos e teria me empenhado nos cálculos.
A ignorância não tem limite e nem classe social. Sei da minha ignorância quando converso com um individuo sem as mesmas limitações intelectuais. Meus amigos são burros e não sabem que existem. Se soubessem não teriam tanta certeza das coisas. Eu não queria ser ninguém nesta sala. O cinismo deles fedem. Eles pensam que existem, mas nunca sentiram o seu corpo preso na cabeça; Nunca perceberam o peso que é carregar o seu corpo o dia inteiro.
Ela acha que sabe de todas as verdades, mas a única coisa que ela sabe são palavras eruditas que impressionam apenas os aspirantes acadêmicos e esta turma. Sinto que todos aqui parecem extasiados com o que ela diz. São tão imbecis! Precisam de um arauto para ensinar aquilo que é óbvio. Ela fala da contemporaneidade, pós-modernismo como se fosse um mistério! Não, não é um mistério. Eu conheci o Bauman.Ela repete miseravelmente o discurso de Bauman. Nós somos a cultura de massa! Mas essa turma inteira é uma massa homogênea e prova como as pessoas são capazes de se anular frente à existência. Eles se preocupam com o tênis colocam nos pés, com as marcas que consomem e eu os odeio por isso. Passaria a não odiá-los se pudesse ficar distante deles – ai sentiria apenas piedade. Mas conviver, ouvir suas vozes, seus gostos, seus cheiros me causam uma profunda náusea.
Ela fala do capitalismo selvagem como se não participasse dele. A verdade é que todos criticam o atual sistema econômico, mas todos gostam da vida que levam! Amam o conforto. Amam a eletricidade e sua chapinha de cabelo.
Isso tudo me cansa.”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A preguiça tecnológica


Quando penso no luxuoso papel da tecnologia e como repentinamente ela transformou a rotina do ser humano, sinto vontade de rir das contradições do homem, e isso me inclui no pacote. Exaltamos as ferramentas tecnológicas como algo facilitador das obrigações diárias que supostamente nos poupariam tempo. Mas, infelizmente acabamos por acumular mais trabalho e gastos. Sem saber, trabalhamos para diversas empresas, por exemplo: banco, restaurantes, supermercados. O caixa eletrônico, além de ter tirado o emprego de alguém, faz com que executemos serviços que estão longe de fazer parte das nossas obrigações. Vamos ao Spoleto e quando terminamos de comer, por bom senso, jogamos os resíduos na lixeira. Vamos ao supermercado e além de gastar uma fortuna somos obrigados a ensacar toda a compra!!!!!!!!! Hoje eu trabalho para a Firjan, pro Vianense, pro Spoleto e Banco do Brasil, quando na verdade a única instituição que me remunera é a Firjan! Não é uma questão de preguiça ou falta de bom senso, mas cada um cumpra seu papel, seja ele civil ou institucional.
O que me choca é a capacidade que as pessoas têm de não agir; a passividade perante múltiplas injustiças que são cometidas. Por pouco não viramos frentistas, pois se especulava a possibilidade do próprio motorista colocar gasolina no seu carro. Pelo amor de Deus! Tempo bom era quando se andava de charrete: nada de IPVA, seguro, multas, DETRAN e infinitas chatices que desestimulam qualquer motorista. Sou um pouco resistente e desconfiada com as inovações tecnológicas, pois acredito que no fundo não precisamos dela. Vivi uma vida inteira sem MSN, sem secador de cabelo, sem IPOD e outras coisas tão novas que eu nem sei o nome. Não consigo conversar no telefone, quanto mais no MSN. O que me interessa nas pessoas é o tête-à-tête: o olhar seus olhos e ver como movimenta as mãos. Conversar pessoalmente é uma moda antiga. Daqui a pouco vamos tomar um chopp e pedir uma mesa no skype.
Este texto não é uma fábula, mas a moral da história é: a tecnologia nos fez pessoas passivas, preguiçosas e cada vez anti-humanas.

OBS = Depois eu coloco uma foto mais adequada.