segunda-feira, 3 de maio de 2010

A preguiça tecnológica


Quando penso no luxuoso papel da tecnologia e como repentinamente ela transformou a rotina do ser humano, sinto vontade de rir das contradições do homem, e isso me inclui no pacote. Exaltamos as ferramentas tecnológicas como algo facilitador das obrigações diárias que supostamente nos poupariam tempo. Mas, infelizmente acabamos por acumular mais trabalho e gastos. Sem saber, trabalhamos para diversas empresas, por exemplo: banco, restaurantes, supermercados. O caixa eletrônico, além de ter tirado o emprego de alguém, faz com que executemos serviços que estão longe de fazer parte das nossas obrigações. Vamos ao Spoleto e quando terminamos de comer, por bom senso, jogamos os resíduos na lixeira. Vamos ao supermercado e além de gastar uma fortuna somos obrigados a ensacar toda a compra!!!!!!!!! Hoje eu trabalho para a Firjan, pro Vianense, pro Spoleto e Banco do Brasil, quando na verdade a única instituição que me remunera é a Firjan! Não é uma questão de preguiça ou falta de bom senso, mas cada um cumpra seu papel, seja ele civil ou institucional.
O que me choca é a capacidade que as pessoas têm de não agir; a passividade perante múltiplas injustiças que são cometidas. Por pouco não viramos frentistas, pois se especulava a possibilidade do próprio motorista colocar gasolina no seu carro. Pelo amor de Deus! Tempo bom era quando se andava de charrete: nada de IPVA, seguro, multas, DETRAN e infinitas chatices que desestimulam qualquer motorista. Sou um pouco resistente e desconfiada com as inovações tecnológicas, pois acredito que no fundo não precisamos dela. Vivi uma vida inteira sem MSN, sem secador de cabelo, sem IPOD e outras coisas tão novas que eu nem sei o nome. Não consigo conversar no telefone, quanto mais no MSN. O que me interessa nas pessoas é o tête-à-tête: o olhar seus olhos e ver como movimenta as mãos. Conversar pessoalmente é uma moda antiga. Daqui a pouco vamos tomar um chopp e pedir uma mesa no skype.
Este texto não é uma fábula, mas a moral da história é: a tecnologia nos fez pessoas passivas, preguiçosas e cada vez anti-humanas.

OBS = Depois eu coloco uma foto mais adequada.

5 comentários:

O Jornal Tresler e a Espiral do Silêncio disse...

Oi,
Você escreveu um comentário em meu blog e o assunto era literatura.

Venho aqui retribuir a espiada e tenho outra sugestão literária para a moça: "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley.

É um livro difícil, tentei ler várias vezes e só consegui há uns 3 anos. Um autêntico soco no estômago.
Mas para quem é crítico a respeito da tecnologia é uma obra básica.

Abraços e tudo de bom pra ti.
= )

Obs: gostei muito do penúltimo parágrafo do seu texto.

۞ Potira ۞ disse...

Flor

vim aqui só pra te trazer flores...

✿...✿...✿...✿...✿


Ah, Potira (meu nome) tirado de um poema do Machado de Assis também significa flor...

=)

Gabrielle disse...

Eu amo tecnologia, sou hitech total! Acho que a tecnologia veio para nos ajudar a renovar o mundo mesmo. Precisamos nos adaptar sempre!

Sarita disse...

Adoro seu blog! Entra no meu quando puder!

Flor Baez disse...

O Jornal Tresler e a Espiral do Silêncio = Você acredita que encontrei neste sábado este livro no sebo por R$5??? Acabei comprando! Vou começá-lo assim que terminar o atual!

Potira, seu nome é indígena não é??? Não sabia que significava Flor!!! Qual poema do Machado???

Gabrielle = as diferenças são bem-vindas!

Sarita = vou entrar sim!