quarta-feira, 30 de junho de 2010

O deus dos sonhos





Estou tentando forçosamente restabelecer meus laços com a espiritualidade. De alguns anos para cá, talvez dois, me tornei muito cética, muito descrente, muito materialista. (não digo no sentido de consumismo). Confesso que o mundo era muito mais colorido quando infinitos deuses e energias habitavam a minha vida. Tudo era mágico e de tão mágico virou ilusão. Não quero que o estudo me torne uma escrava do funcional e me obrigue a viver tons pastéis. Mas cansei de não acreditar em nada – de dois anos para cá fiquei calada, por não ter nada a dizer, ninguém a convencer. Agora vejo com desconfiança qualquer rastro de certeza e fanatismo. E geralmente os fanáticos é que não tem a humildade de respeitar as crenças alheias e fazer um esforço, mesmo que seja mínimo, para compreender o outro.

Aos poucos, vou tentando buscar as respostas que preciso para manter minha fé, que até agora não sei propriamente em que ela se sustenta. As histórias espirituais me interessam mais no sentindo mítico do que misticamente. As religiões panteístas são as mais bonitas, mas não consigo crer em nada que limite as ações do homem. Não acredito em pecados, em condutas corretas e não permito que alguém, em nome de um deus, me diga a forma que devo me comportar, pensar e vestir. Tenho simpatia por alguns líderes espirituais, mas fico muito desacreditada quando vejo multidões se estapeando por eles. O grande problema das religiões é que elas impõem demais e arrancam o que o individuo tem de mais humano. Sejamos homens na terra, com nossos vícios, imperfeições e temperamentos - Porque divinizar uma matéria tão grossa como a nossa seria, no mínimo, desatino.

Ainda não inventaram uma religião nos moldes das coisas que eu acredito, e enquanto isso vou caminhando sozinha mesmo e talvez com meus deuses, energias, cores, estações do ano e toda alegoria que faz parte da minha festa devocional.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O sol da natureza

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O que acontece com a natureza que nunca vi (interrogação) Como um baobá pode existir se eu nunca o toquei (interrogação) Queria concentrar toda a natureza no seu aspecto mais sublime dentro de um instante que me pertencesse na esfera real.
Na minha cidade existe apenas um Jacarandá da Bahia, e eu nunca o toquei. Não senti seu tronco áspero e nem vi sua copa alta. Pude ver muitos animais no zoológico e nos documentários do mundo animal, mas daria tudo para ser um olho invisível na floresta.
O natural parece não me pertencer – falo das belezas, das florestas como algo impossível. Uma linha quase intransponível nos separa, mas eu insisto em ir para o lado de lá. O lado em que me tiraram a força. Em outra vida eu era uma harpia marrom e voar em direção ao sol era o meu papel, meu descanso.
O sol me dá cores. Azul sem o sol não pode ser cor alguma. E o mesmo verde pode ter dezenas, centenas de tonalidades no mesmo dia sob o efeito de sua luz. O planeta seria um acidente sem graça se não houvesse o sol. Hórus!!! Apenas algumas amebas cinzas e desnecessárias.
O sol é como um deus onipresente, como um impulso, criador e criatura de todas as formas e evoluções. Mas o rei, como todos os deuses, também se irrita e nos castiga com quarenta e poucos graus. A terra seca, os grãos morrem, os bois sofrem, minha pele sua. Coloco um pouco de manteiga pura no batente da janela para que o sol beba e amoleça.
Assim, o dia termina – chega a noite sem pressa de terminar e me tira do castigo. Pela janela uma brisa sabor hortelã invade a casa e faz a curva. Durmo em paz.
P.S - Como vocês perceberam estou sem alguns acentos aqui no computador.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Belezas da Índia


Amigos, visitei um blog super gracioso, que se chama Tudo de Om.

Vi umas imagens belissímas e entrei no site do seu autor, que se chama Índia Summer

Visitem o site e depois me digam o que acharam!!!

Uma prévia:



terça-feira, 15 de junho de 2010

Série Bollywood: Saawariya

Todos sabem como é difícil um filme bollywoodiano chegar ás locadores brasileiras. Pouquíssimas obras estão disponíveis em português e só quem arrisca inglês consegue ao menos compreender o filme.
Apesar de Saawariya ter sido lançado em 2007, só dia 12 de Junho de 2010 é que eu assisti ao filme. Tudo bem! Até hoje não vi “O Vento levou”. Um romance cheio de dancinhas e sem um final feliz, típico das histórias indianas. O que mais me impressionou foram os cenários, as cores e a fotografia do filme.

Não poderia deixar de falar da beleza de Rani Mukherjee (Gulabji), que desperdiçadamente é a coadjuvante e faz o papel de uma luxuosa prostituta que se apaixona pelo mocinho, nem tão bonito assim. Rani é mais conhecida aqui no Brasil pelo clipe que fez da música Main Vari Vari, da Kavita Krishnamurty, que inclusive fez parte da trilha sonora da novela Caminho das Índias. Nunca vi uma atriz indiana que dance tanto quanto ela, nem mesmo a maravilhosa Aishwarya Rai consegue superá-la.

Há algum tempo que eu faço dança indiana, especificamente Bollywood e acabo ouvindo muitas músicas do cinema indiano. Na maioria das vezes, quando não encontro a tradução das letras, acabo sem entender qual era a mensagem, mas pouco me importo com isso. Sempre que olho para o céu e vejo a infinitude e beleza do universo lembro que da mesma forma que acho bonito não entendo nada do que passa por ali.
Algumas vezes é preciso que se sinta. Sempre vamos nos cruzar com coisas que nunca iremos compreender.

Enfim, o post é para falar sobre o filme! É uma gracinha, com danças, trajes belíssimos e uma linda história de amor que nem sempre deve ser vivida.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Maya de Gaarder


Terminei de ler um livro chamado Maya, de Jostein Gaarder, muito esquisito e interessante. Na verdade não sei porque achei tão interessante se não entendi o que aconteceu. Pesquisei algumas coisas na internet, na esperança de encontrar uma análise sobre o livro, mas nada! Nada que pudesse me esclarecer como Ana Maria Maya estava no quadro de Goya e como ela morre e ressuscita com um filho. Quem era aquele Geco?
Quem escreveu aquela história foi o Jonh, o inglês escritor de Best-seller?
Só tornei isso um post na esperança de alguém que tenha lido e possa tirar minhas dúvidas...

domingo, 6 de junho de 2010

Direito ao ócio


Estava na casa de uma amiga e vi um livro chamado “Direito ao Ócio” de um jornalista socialista francês, Paul Lafargue. Não o li, mas muito me interessou o tema, porque nós, trabalhadores, estudantes, donas de casa também deveríamos ter garantido o nosso direito ao ócio. Isso mesmo: não fazer absolutamente nada se quiser; Liberdade para escolher qualquer ação, mesmo que signifique também não-ação.

Eu, particularmente, prefiro o ócio criativo. Fazer nada pirando, criando alguma coisa, mesmo que não tenha nenhuma utilidade ou finalidade prática. Mas as pessoas de um modo geral não se permitem mais “fazer nada”, porque o tempo corre depressa e a agenda está cheia. Esta é a característica do homem moderno ou contemporâneo, que privilegia o trabalho e os compromissos em detrimento de saborear sua existência. Não acho que deveríamos parar de trabalhar e ficar coçando dentro de casa, mas acho imprescindível que as pessoas retomem alguns esquecidos valores. A professora da USP, Scarlet Marton disse:“A atual compulsão por trabalho criou pessoas sem consciência da própria existência. E isso não é saudável, nem no ambiente corporativo, nem no lar, de maneira geral. Isso atrapalha o trabalho em si”.

O que vejo é uma massa cada vez mais alienada, e não digo “massa” no sentindo de uma maioria pobre, marginalizada. Digo das pessoas que têm todas as condições de ser esclarecidas, mas ficam tão preocupadas com questões tão inconsistentes como beleza, dinheiro e trabalho, que acabam atrofiando seu cérebro com bobagens do mundo moderno. Não preciso nem citar exemplos, é muito óbvio.

Privilegia-se a informação em detrimento do conhecimento, a beleza em detrimento da saúde e assim vai. Desperdiçam vidas, anos de vida, com bobagens tão efêmeras quanto sua própria passagem na Terra. Pessoas que vão sair do planeta da mesma forma que entraram e não deixarão nada de valoroso para a posteridade.

DESLIGUE O COMPUTADOR E VAI LER UM LIVRO!!!!!!!!!