domingo, 6 de junho de 2010

Direito ao ócio


Estava na casa de uma amiga e vi um livro chamado “Direito ao Ócio” de um jornalista socialista francês, Paul Lafargue. Não o li, mas muito me interessou o tema, porque nós, trabalhadores, estudantes, donas de casa também deveríamos ter garantido o nosso direito ao ócio. Isso mesmo: não fazer absolutamente nada se quiser; Liberdade para escolher qualquer ação, mesmo que signifique também não-ação.

Eu, particularmente, prefiro o ócio criativo. Fazer nada pirando, criando alguma coisa, mesmo que não tenha nenhuma utilidade ou finalidade prática. Mas as pessoas de um modo geral não se permitem mais “fazer nada”, porque o tempo corre depressa e a agenda está cheia. Esta é a característica do homem moderno ou contemporâneo, que privilegia o trabalho e os compromissos em detrimento de saborear sua existência. Não acho que deveríamos parar de trabalhar e ficar coçando dentro de casa, mas acho imprescindível que as pessoas retomem alguns esquecidos valores. A professora da USP, Scarlet Marton disse:“A atual compulsão por trabalho criou pessoas sem consciência da própria existência. E isso não é saudável, nem no ambiente corporativo, nem no lar, de maneira geral. Isso atrapalha o trabalho em si”.

O que vejo é uma massa cada vez mais alienada, e não digo “massa” no sentindo de uma maioria pobre, marginalizada. Digo das pessoas que têm todas as condições de ser esclarecidas, mas ficam tão preocupadas com questões tão inconsistentes como beleza, dinheiro e trabalho, que acabam atrofiando seu cérebro com bobagens do mundo moderno. Não preciso nem citar exemplos, é muito óbvio.

Privilegia-se a informação em detrimento do conhecimento, a beleza em detrimento da saúde e assim vai. Desperdiçam vidas, anos de vida, com bobagens tão efêmeras quanto sua própria passagem na Terra. Pessoas que vão sair do planeta da mesma forma que entraram e não deixarão nada de valoroso para a posteridade.

DESLIGUE O COMPUTADOR E VAI LER UM LIVRO!!!!!!!!!

16 comentários:

Ester disse...

Flor,
tem uma frase, acho de Shakespeare, que diz:
"eu aprendi qto menos tempo tenho, mas coisas consigo fazer".
E é a pura verdade, não acha? se não é, pelo menos é uma forma positiva de pensar sobre o pouco tempo que a gente tem.
Livro hoje em dia eu só leio no carro, esperando minha filha sair da escola, ou qualquer outro momento de espera (medico, correio, etc).
Gostei mto do tema!!
Sim, eu moro em Roma na Italia.
beijinhos, tou te seguindo, e vamos continuar nos falando.

disse...

"saborear a existência"...um termo, simplesmente perfeito e recheado de muito pano para manga. Amei!!!!Muito bom o seu post, como sempre! Bjos e uma semana da forma que você sinta melhor em ter. Bjos

Sil.. disse...

Minha querida, vim agradecer seu carinho no meu blog e ameiii aqui.
E esse texto é mesmo uma grande verdade.
Eu tbm aprendi que qto menos tempo eu tenho, mais coisas eu consigo fazer.
Shakespeare estava certo rs.

Um abraço!!!!!!!!

bondearte disse...

Ola,Flor`Belissimo texto!!!
Como sempre a escolha do tema é perfeita.
As pessoas cada vez menos vivem o "aqui e o Agora",sempre estamos sofrendo pelo passado ou preucupados com o futuro,desta forma realmente não sobra tempo
para mais nada:)))
Beijos,
Bom inicio de semana.
Paulo

Adriana Borghi disse...

Oi gatona! Pode deixar que da próxima vez você entra pra lista dos casais mais lindos. rs
Seu blog foi pra minha listinha, pra eu poder sempre vir aqui te visitar.

Um beijo enorme.

Entre o Real e o Virtual disse...

Oi Flor,

Eu já tive muitos momentos de ócio, não porque tinha preguiça ou por não gostar de trabalhar, mas não querer fazer nada é um sintoma de depressão.
E acredito, de verdade, que precisava desses momentos só para mim, só para não fazer nada mesmo!

Boa semana para você.
Beijos.
Gi.

Valéria Sorohan disse...

A preguiça, o lazer, o dolce far niente, o ócio. De vez em quando não faz mal a ninguém. E que mal pode haver nisso, se na aceleração cotidiana pouco se consegue tempo para a leitura de um livro ou um cochilo após a refeição.

BeijooO'

Sharla disse...

Pois então, eu sou assumida e preocupadamente viciado em internet. Consigo desperdiçar um dia no ócio INUTIL apenas atualizando a pagina do twitter. Mas graças, ultimamente estou mudando. Comprei livros na obrigação de ler, consegui filmes nas obrigação de ver, e fico mais atento a meus devaneios, não na obrigação, mas para poder escrever.

A dias para o ócio inutil. Temos esse direito, afinal a vida dura muito tempo. Mas se acomodar apenas nesse ócio, é uma ignorancia. O tempo, em sua maioria, já é gasto demais com sono [não "gasto" pois gosto desses momemtos, mas enfim..], mais dele precisa ser ocupado utilmente. Farei um esforço por mim. :)

Anônimo disse...

Odeio internet, odeio tudo isso.
Tudo sem valor, sem juízo. NVocês falam demais.

Anônimo disse...

Odeio internet, odeio tudo isso.
Tudo sem valor, sem juízo. NVocês falam demais.

The human who sold the world disse...

Lutemos pelo ócio de deixar o pé parado no ar por duas horas. Só com o vento percorrendo os dedos... Melhor ainda se for em Trindade.

Hana disse...

Olá, vim agradecer seu carinho em meu cantinho da harmonia, e aqui encontro um lindo lugar, aki fico, aki te leio, aki te sigo! Eu vi uma figura de um quadro de Monet, ao qual amo, e lembrei do tempo da minha faculdade de belas artes,me tranportei, neste seu mundo viajei enaqunto vasculhava sua casa e em cada cantinho encontrei coisas lindas, adorei!!
com carinho
Hana

Daniela Filipini disse...

Sem essa de "Desligue o computador e vá ler um livro" pra cima de mim, rs.

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Adorei!

Isabela Farias disse...

Concordo com o que a professor falou sobre a relação do homem com o trabalho. A atividade humana, seja ela física ou mental, pra mim, deve ser posta em uma balança do tempo de cada um...enfim, correr, não dormir, estresse....tudo isso faz parte de nós , meu bem...

Mayara F. disse...

Também tenho muitas reflexões sobre este post. E isso me consome...rs