terça-feira, 27 de julho de 2010

O que é Páprica Doce?


Percebi que muitas pessoas caem neste blog por acidente porque estão pesquisando o que é páprica. Pensando neles resolvi escrever este post.



A páprica doce é um tempero húngaro, mas muito utilizado na culinária indiana. Com um sabor adocicado, ele é usado tanto para os pratos salgados como para doces, sendo muito comum o seu uso no preparo de boi e aves. Eu, como sou vegetariana utilizo a páprica doce para preparar legumes e purês, e dá muito certo!


Os benefícios apresentados pelo uso da páprica são imensos: reduz dores cardiovasculares, é antiinflamatória, estimuladora da circulação sanguinea e muito boa para o sistema imunológico. Porém, em excesso ela pode agravar úlceras gástricas.
Restaurante de comida viva não sei onde tem mais. Até onde sei, o famoso restaurante do Zé, aqui na Lapa fechou. Passando em frente eu parei e perguntei para o rapaz: - Aí continua funcionando o restaurante de comida viva? E ele respondeu: - Não, senhora! Aqui nós matamos para comer!




Espero que tenha ajudado aos leitores paraquedistas.


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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Milagre azul


Os obstáculos são apenas pequenos pontinhos invisíveis que nos ajudam a chegar até o objetivo final. No fundo, eles nos servem de apoio. É como se um individuo escalasse uma montanha e nela encontrasse uma pequena cavidade que, a principio, poderia comprometer a segurança, mas bem observada serviria como um apoio para os pés – um impulso a mais.

Para alcançar o milagre azul é preciso esvaziar o pensamento, ignorar o barulho exterior, olhar com compaixão para os obstáculos e fechar os olhos. O homem desaprendeu a viver em silêncio e usufruir de sua própria companhia. Às vezes a espiritualidade é um pouco egoísta e exige que fiquemos sozinhos por um tempo, para enfim compartilhar e trocar com os outros.

Não sou a favor de um conhecimento escondido, oculto e que não circula pelas pessoas. As experiências devem ser compartilhadas sempre, mas falta a capacidade de ouvir com atenção e o desapego. Infelizmente as tecnologias fizeram com que nós mesmos nos interrompêssemos a cada três minutos e a concentração tornou-se um dom camuflado.

Queria neste momento viver uma experiência transcendental com todos os meus amigos, aqueles que dividem o dia comigo e vocês que fazem parte da minha vida virtual. Quero que vocês participem do milagre azul. Vamos dar as mãos em roda e girar lentamente até os nossos corpos comecem a voar.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Danças Indianas: Kathak


Originada no norte da Índia, o termo Kathak vêm da palavra em sânscrito Katha, que significa história. O dançarino é um contador de histórias. Passos fortes com os pés e rápidas piruetas caracterizam este estilo de dança clássica indiana. Sem dúvidas, é um dos mais bonitos. As mudras são utilizadas para contar a história e dão leveza e suavidade a dança, apesar dos movimentos mais bruscos com os pés. O dançarino utiliza guizos nos tornozelos, que se chamam Ghunghru e ajudam a marcar o tempo.

O traje feminino mais utilizado no Kathak é um vestido, mas também vi alguns vídeos que as dançarinas usavam o famoso lehenga-choli. Ouvi dizer, mas as fontes não eram tão confiáveis, que o Kathak é uma fusão entre a cultura indiana e muçulmana. No século XV (não sei a data ai certo) mulheres persas foram trazidas para Índia e a dança sofreu essa influência, caracterizando o que atualmente conhecemos como Kathak.

Hoje, a dançarina mais famosa e renomada de Kathak, na Índia, é a Palichandra. No you tube é possível ver alguns vídeos dela. No Brasil temos a Suzane Travassos, que dança belissimamente e parece uma indiana mesmo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Série Bollywood: Bollywood em números

Em números, Bollywood tem mais espectadores que Hollywood. Na Índia o ingresso do cinema chega apenas a R$1. Com certeza, os filmes bollywoodianos são tão vistos pelo valor do bilhete e por retratar a sua cultura (com toques apimentados de ocidente) e os dilemas que o cercam. No Brasil tudo é muito caro, inclusive o cinema, por isso a maioria recorre à pirataria para assistir um filme.

Na Índia, cerca de mil filmes são produzidos anualmente, contra 650 dos EUA. Claro que as obras indianas não tem o mesmo orçamento de um filme hollywoodiano. A segunda obra mais cara de Bollywood foi o filme Devdas, com US$ 13 milhões. Esse filme foi dirigido por Sanjay Leela Bhansali, estrelado pelos queridinhos de Bollywood Shahrukh Khan, Aishwarya Rai e Madhuri Dixit. A primeira obra mais cara foi o Dhoom2, com US$ 20 milhões que usou até mesmo o Rio de Janeiro como set de gravação.

O cinema, sem dúvidas, ajudou a Índia a criar uma identidade cultural. A miscelânea de línguas, religiões e costumes contribuiu para o desenvolvimento das artes e conseguiu atrair não só a população indiana, mais também os seus vizinhos. O Paquistão é o segundo país a exportar cinema indiano, graças ao grande número de imigrantes. Agora, o resto do mundo começa a olhar com mais curiosidade para as produções de Bollywood. É uma pena que tão pouco seja trazido para o Brasil, mas acredito que em pouco tempo os cenários das locadoras serão outros.

Fonte: Revista Superinteressante

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Série Bollywood: Tere Bin Laden



Deu no Jornal O Globo e estreou ontem na Índia.
Uma comédia com um falso Osama bin Laden como protagonista estreia nesta sexta-feira na Índia, apesar de a produtora do longa metragem ter sido ameaçada através de uma carta anônima. A nova produção de Bollywood, como é conhecido o cinema em Bombaim, conta a história de um criador de galinhas que simula ser o terrorista mais buscado no mundo devido à semelhança física.
O filme foi proibido no Paquistão, onde a história acontece. O comitê de censura paquistanês decidiu na última terça-feira vetar a estreia por temor de ataques terroristas. O longa chegará aos países com grande número de imigrantes indianos, como o Reino Unido e a Austrália, mas neste momento não chegará aos Estados Unidos - os executivos vão analisar a resposta do público nesses países.
"Tere Bin Laden" (Sem você, Bin Laden), protagonizado por Alí Zafar, um famoso cantor paquistanês, trata de um jornalista que tenta vender uma entrevista exclusiva com o falso Bin Laden para poder viver nos EUA, após várias tentativas fracassadas de conseguir um visto. A história se complica quando a Casa Branca envia um agente secreto para seguir os seus passos.
- Não é uma biografia, e sim uma sátira - afirmou o diretor, Abhishek Sharma, que explica que queria "mostrar o mundo após o 11 de setembro, mas pela perspectiva das pessoas normais", utilizando um símbolo do terror.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Contos de fada indianos

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Com o tempo que sobra tenho vontade de dormir, infelizmente. Queria aproveitar as férias para ler, passear, dançar, mas de repente um sono profundo chega e não dá tempo nem de pensar. Quando vejo perdi o dia. Talvez isso seja anemia, porque ando dormindo além do normal e enquanto isso os livros vão chegando via sedex sem que eu possa ao menos retirá-los da embalagem de papelão.

Seguindo o conselho da amiga Potira, comprei o livro Contos de fadas indianos, reunidos pelo folclorista australiano, Joseph Jacobs. O livro tem 29 contos, e a maioria tem animais que oferecem todo tipo de ajuda ao seu salvador, muito engraçado. Além de sempre haver um faquir rondando os castelos e os príncipes. Para quem não sabe, faquir é uma palavra persa que significa pobre, mas seu uso se estendeu também aos ascetas hinduístas.

A literatura tem uma vantagem maravilhosa, a de podermos imaginar e criar formas a partir das palavras. Os contos têm cenários belíssimos, florestas densas, lindos castelos de arquitetura oriental e lagos cristalinos. Os dramas, como em qualquer parte do mundo, são parecidos: princesas em busca dos seus amores, príncipes que desafiam os muros do castelo, homens oportunistas, bruxas cruéis, etc.

Ainda não terminei o livro devido aos problemas relatados acima, porém os contos que mais gostei foram: O tigre, o Bhraman e o chacal; O filho das sete rainhas e a Magnífica Laili.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quem foi Arthur Cravan?


Fui num festival de Filme Catalão e tive a imensa oportunidade de ver um documentário sobre uma pessoa que eu nunca tinha ouvido falar: Arthur Cravan. Poeta, lutador de boxe, extravagante e muitas qualidades díspares que você não acreditaria existir em uma única pessoa. Não é à toa que ele foi um artista dadaísta.

Sua história é um pouco maluca e eu adoro esses fatos sem sentido. O primeiro que me soa demais apelativo é um lutador de boxe e poeta! O último dom que eu esperaria encontrar num boxeador é a poesia. Até porque as poucas pessoas que eu conheço que lutam boxe (pode ser uma coincidência) são muito esquisitas para não dizer algo mais preconceituoso. Acho que essas discrepâncias mais distraem do que atraem. Enfim, ele costumava dizer que era campeão nacional, mas na verdade ele era campeão estadual. Além do mais costuma fugir das lutas. Quando percebia que o oponente era mais forte, se escondia em algum bar e enchia a cara de álcool.

Além de lutador de boxe, Cravan era anarquista, acredite! Sobrinho de Oscar Wilde (pelo menos ele dizia). Só que desapareceu no Golfo do México em 1918. Ele estava indo com a mulher e a filha para a Argentina em busca de uma vida melhor, pois estavam passando fome e sozinhos. Então ele comprou um barquinho. Os dois foram de trem e Cravan de barco. Só que Cravan nunca chegou e ninguém sabe o que, de fato, aconteceu. Algumas pessoas afirmam ter o visto em Paris. Ou seja, uma história cheia de mistérios e incertezas. Numa entrevista, sua mulher, Mary Lloyd foi perguntada por um jornalista qual foi o melhor dia de sua vida, e ela respondeu: - Todos os que eu estive ao lado de Cravan. Aproveitando a deixa, o jornalista perguntou quais foram os piores momentos e ela respondeu: - Todo o resto.

Olha só o trecho que eu li na Wikilinque: “Em certa ocasião anunciou que iria se suicidar em público, o qual concentrou um grande número de curiosos aos que, após os acusar de voyeuristas, ofereceu uma conferência excepcionalmente detalhada sobre a entropía”.

Ou seja, Cravan é um ótimo personagem. Comecei uma brincadeira de todo dia inventar uma história absurda para ele. Caso alguém tenha uma nova história: Diga-me!!!!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Deepak Chopra - O Buda



Terminei de ler esta semana um livro chamado Buda do médico indiano Deepak Chopra. A narrativa conta a história romanceada do maior líder espiritual de todos os tempos, Sidarta Gautama. Foi muito bom conhecer um pouco sobre a trajetória do Buda. Confesso que algumas vezes ficava um pouco angustiada com os momentos de solidão, tempestades e fome que o mestre passava nas florestas.

Vagar pelo mundo, sem destino determinado não é uma aventura para qualquer um. O mais importante que aprendi nesta leitura são as tentativas que precisamos fazer para transcender essa realidade coberta pelo véu de Maya.

Impossível não perceber que o filósofo alemão Schopenhauer se baseou no budismo para escrever suas obras e conduzir sua vida. Negar os desejos, o tédio da satisfação e o ciclo infinito de quereres têm sua origem bem anterior a descoberta do ocidente.

Enfim, para quem não conhece nada sobre Buda, vale a pena ler o livro.