terça-feira, 13 de julho de 2010

Quem foi Arthur Cravan?


Fui num festival de Filme Catalão e tive a imensa oportunidade de ver um documentário sobre uma pessoa que eu nunca tinha ouvido falar: Arthur Cravan. Poeta, lutador de boxe, extravagante e muitas qualidades díspares que você não acreditaria existir em uma única pessoa. Não é à toa que ele foi um artista dadaísta.

Sua história é um pouco maluca e eu adoro esses fatos sem sentido. O primeiro que me soa demais apelativo é um lutador de boxe e poeta! O último dom que eu esperaria encontrar num boxeador é a poesia. Até porque as poucas pessoas que eu conheço que lutam boxe (pode ser uma coincidência) são muito esquisitas para não dizer algo mais preconceituoso. Acho que essas discrepâncias mais distraem do que atraem. Enfim, ele costumava dizer que era campeão nacional, mas na verdade ele era campeão estadual. Além do mais costuma fugir das lutas. Quando percebia que o oponente era mais forte, se escondia em algum bar e enchia a cara de álcool.

Além de lutador de boxe, Cravan era anarquista, acredite! Sobrinho de Oscar Wilde (pelo menos ele dizia). Só que desapareceu no Golfo do México em 1918. Ele estava indo com a mulher e a filha para a Argentina em busca de uma vida melhor, pois estavam passando fome e sozinhos. Então ele comprou um barquinho. Os dois foram de trem e Cravan de barco. Só que Cravan nunca chegou e ninguém sabe o que, de fato, aconteceu. Algumas pessoas afirmam ter o visto em Paris. Ou seja, uma história cheia de mistérios e incertezas. Numa entrevista, sua mulher, Mary Lloyd foi perguntada por um jornalista qual foi o melhor dia de sua vida, e ela respondeu: - Todos os que eu estive ao lado de Cravan. Aproveitando a deixa, o jornalista perguntou quais foram os piores momentos e ela respondeu: - Todo o resto.

Olha só o trecho que eu li na Wikilinque: “Em certa ocasião anunciou que iria se suicidar em público, o qual concentrou um grande número de curiosos aos que, após os acusar de voyeuristas, ofereceu uma conferência excepcionalmente detalhada sobre a entropía”.

Ou seja, Cravan é um ótimo personagem. Comecei uma brincadeira de todo dia inventar uma história absurda para ele. Caso alguém tenha uma nova história: Diga-me!!!!!!

5 comentários:

Brunno Lopez disse...

Talvez Cravan tenha aproveitado o seu talento para a poesia e sua força de lutador para ser um baterista de uma banda local.

Ele abandonou sua família para se dedicar a essa nova empreitada mas não fez sucesso. Sempre desistia de tocar quando via um músico melhor do que ele. E claro, se embriagava nos bares por isso.

Não é uma história fabulosa mas achei interessante seguir o desafio que propôs.

Boa tarde, eu sempre sigo aqui.

Franck disse...

Será que Cravan realmente morreu? Não está em alguma Ilha? Muito interessante o cara, um multimidia, direi! E é verdade ou mentira o post sobre ele? (rsrsrsrs)
Uma boa semana!

Adriana Borghi disse...

Verdade ou mentira? rss
Também quero saber!

Beijo florzinha.

The human who sold the world disse...

A gente podia fazer uma histrória absurda em conjunto...

Flor Baez disse...

Oi Brunno,
Eu acho a história dele muito interessante exatamente por ele ter esse jeito tão humano, tão exagerado. Obrigada por seguir o blog e sempre participar das conversas! Fico muito contente com a sua visita!!!
Bjs

Oi Franck,
O post é de verdade!!!! rs
Também fico com uma pulga atrás da orelha e acho que ele não morreu. Algumas pessoas alegam o ter visto depois disso... vai saber!
Obrigada pela visita!!! Bjs

Oi Drica!!!
Este post é verdadeiro, mas se ele morreu ou não no Golfo do México, já não coloco minha mão no fogo...rs]
Bjs

Hanny,
Esta idéia é genial! Como você é a escritora, nos diga como começar!!!!
Bjs