terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cinema Indiano Contemporâneo


Para a aminha alegria, a Mostra de Cinema Indiano Contemporâneo está no Rio de Janeiro, na Caixa Cultural. Assisti o Sr. e Sra. Iyer, de Aparna Sem, Bombay, de Mani Ratman e Tare Zameen Par, de Aamir Khan.

Sr. e Sra. Iyer e Bombay tem como pano de fundo as desavenças entre hindus e muçulmanos. A obra de Mani Ratman me tocou mais, apesar de ambos serem filmes bastante reflexivos. Surpreendeu-me a linda atuação das crianças nos filmes Bombain e Tare Zameen Par, neste o pequeno Ishaan é um menino que sofre dislexia e é ajudado pelo novo professor de artes da escola. No final do filme estavam todos chorando, sem exceção. No site http://www.cinemaindiano.com.br/ você pode conferir a programação completa que vai até o dia 22 de agosto.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Por que os deuses são azuis?

O menino perguntou para a professora:
- Por que os deuses são azuis?
- Fácil! Eles estão perto do céu
!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Anoushka

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Era uma estrada de terra longa e quase infinita. O sol insistia em ir embora e me deixar sozinha. Algumas aves voavam desesperadamente pelo céu que começava, segundo a segundo, ficar cada vez mais escuro. Eu continuei caminhando. Um trovão ali, gotas grossas e frias despencavam do alto. Hoje tinha festa no céu e eu não fui convidada.

A chuva era perfeita e trazia calma. Já não havia nenhuma luz, somente a que eu carregava dentro de mim, mas era suficiente para iluminar o que os meus olhos queriam ver. Olhei pro céu e os deuses dançavam, e seu suor caia na terra seca fertilizando as sementes, brotando luz. Eu fui convidada para a festa. Obrigada Anoushka.

Para o Projeto Escuridão

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sonho Macalé


Jards Macalé me disse sobre o mal secreto e continua dizendo o tempo inteiro: minha alma chora. Vejo o Rio de Janeiro. O problema não foi o objeto em si com suas formas subjetivas e desalinhadas, mas todas as sensações que qualquer obra de arte provoca, principalmente aquelas que oscilam entre o contemporâneo e o antigo. Desde a primeira vez que vi a obra percebi, com toda a modéstia, que faltava apenas o meu toque final. Quem consegue apenas ficar olhando o belo? Eu quero encostar, sentir o perfume, apertar, jogar sabão e semente de girassol na obra!!!! Quero pendurar na minha parede, mostrar para os amigos, dar banho, comida e cerveja. Quero dizer para aquela forma que ainda falta uma coisa só, mas a obra em si é muda, tem medo e não responde. Sinal ocupado. Jard Macalé disse: Mas quando você vai embora movo meu rosto do espelho. E tudo muda.