segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sonho Macalé


Jards Macalé me disse sobre o mal secreto e continua dizendo o tempo inteiro: minha alma chora. Vejo o Rio de Janeiro. O problema não foi o objeto em si com suas formas subjetivas e desalinhadas, mas todas as sensações que qualquer obra de arte provoca, principalmente aquelas que oscilam entre o contemporâneo e o antigo. Desde a primeira vez que vi a obra percebi, com toda a modéstia, que faltava apenas o meu toque final. Quem consegue apenas ficar olhando o belo? Eu quero encostar, sentir o perfume, apertar, jogar sabão e semente de girassol na obra!!!! Quero pendurar na minha parede, mostrar para os amigos, dar banho, comida e cerveja. Quero dizer para aquela forma que ainda falta uma coisa só, mas a obra em si é muda, tem medo e não responde. Sinal ocupado. Jard Macalé disse: Mas quando você vai embora movo meu rosto do espelho. E tudo muda.

4 comentários:

Alexandra Deitos disse...

Que lindo isso!!!!

Adorei!!

Franck disse...

Belo texto, não sei se vc cita Macalé chorando com o Rio ou o choro é seu, ou dois choram... poético e sensével, deverias escrever mais desses e nos presentear!

The human who sold the world disse...

Será que tudo muda ou as coisas se adaptam?

Marcelly disse...

Jards Macalé é um achado... E fico feliz em saber que apenas os dignos o entendem e o sentem...
Bravo!
Beijos!