sábado, 25 de setembro de 2010

La Belle Verte e Camelos também choram


Neste último mês vi alguns filmes maravilhos. O primeiro se chama La Belle Verte, indicado pela Pat. É um filme francês que conta a história de seres que evoluiram espiritualmente e habitam outra dimensão em plena harmonia com a natureza. E para ajudar no processo de evolução da Terra, uma mulher chega ao nosso planeta e vê horrorizada o comportamento humano. Não vou contar a história toda para não perder a graça, mas o filme ressalta os nossos costumes do ponto de vista que não costumamos observar, ou pelo menos grande parte da nossa população que ainda insiste em manter certos padrões de vida ignorando todas as outras.



Outro filme indicado pelo amigo Mazé foi "Camelos também choram". Não me recordo quem dirigiu, mas sei que é uma produção alemã. Um camelo fêmea - que costumo chamar vulgarmente de camela - dá a luz a um camelo albino. O parto é dificultoso o que resulta na rejeição do filhote. Como o bichinho sofre!!! Mas no fim tudo dá certo! Um ritual é preparado para fazer com que os dois, mãe e filho, se harmonizem. A história se passa no deserto da Mongólia, ou seja é um cenário lindo de viver!

Outro filme que acabei vendo por uma indicação "acidental" do amigo Willyan foi o "Quem somos nós". Não tenho nem palavras! A física quântica não é para uma minoria!!! O pensamento realmente é transformador! Outro despertar!

Fico fascinada por filmes e leituras que exigem de nossa mente uma profunda reflexão! Parece que algo novo sempre nasce na nossa consciência. O conhecimento é uma luz que irradia e frutifica.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O poder do bom pensamento


É muito fácil delegar a natureza um papel secundário em prol do progresso tecnológico. Mas o que vemos, resultado de todo esse “avanço” é que as tecnologias e tudo aquilo que acreditamos nos trazer uma vida mais confortável está muito longe de resolver as reais mazelas sociais. O que percebo são pessoas desumanas e distantes uma das outras, todas insatisfeitas com tanta correria e compromissos, mas não fazem absolutamente nada para mudar. Percebemos o tempo passar rápido porque fazemos tudo com pressa e não temos paciência para esperar.

Vi no telejornal uma pesquisa do IBGE que afirma que cerca de 70% da população no Brasil tem celular, e os jornalistas que davam a notícia estavam bem entusiasmados enfatizando como o progresso conseguiu atingir grande parte da população. Em minha humilde opinião esta é mais uma forma de vigiar e tornar a sociedade ainda mais prisioneira. Do que adianta uma pessoa ter um celular e morar no meio do lixo, sem acesso a educação e saúde? São soluções de baixo impacto para problemas universais – o famoso pão e circo.


As pessoas não mudam porque ainda acreditam que tem alguém que possa fazer isso por elas e não percebem que o trabalho é de dentro para fora e não ao contrário. As mudanças, em qualquer âmbito que ela aconteça, exigem abrir mão de velhos hábitos e ninguém parece muito disposto a fazer sacrifícios. Não tenho a pretensão de mudar as pessoas e convencê-las do que eu considero verdadeiro, mas acredito que através nosso comportamento e escolhas que o questionamento começa. Os pensamentos contagiam.

As pessoas rejeitam a antiga idéia de natureza como divindade porque isso os impediria de dominar a natureza. Como é possível derrubar árvores, rasgar a terra e desviar os cursos do rio sem matar Deus? Joseph Campbell

É hora de resgatar velhos hábitos para nascer um novo homem. Toda mudança implica na morte e renascimento.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Transformação


Algum tempo não atualizo este blog que tanto gosto. Sempre correndo de um lado para o outro cumprindo os compromissos que firmei. Posso dizer que pouquíssimas coisas me dão prazer e me acrescenta como ser humano, as demais são apenas obrigações diárias imposta por um sistema invisível e insensível. Prefiro atividades que me estimulam a reflexão, pois as mecânicas qualquer um pode fazer por mim.

Ouvir a palestra do Profº Evandro Ouriques foi o primeiro fato que aconteceu e que me fez perceber o quanto eu me sufoquei e deixei meus sonhos e vocação de lado para fazer apenas o útil. De repente, naquela tarde, percebi que estava me sabotando. Não quero ser apenas uma jornalista, apenas uma acadêmica, apenas uma dançarina, eu quero transformar. O trabalho por sua utilidade qualquer um faz. Nesse dia resgatei uma essência que estava diluída dentro de mim, foi um tapa na cara que me despertou de um sono muito profundo.

Paralelamente as coisas boas foram acontecendo e chegando até a mim, por exemplo, o convite privilegiado do professor Rubens Turci para participar do grupo de estudo do Sânscrito. Não é só o sânscrito, é a vida que pulsa as sextas-feiras.

Outra ferramenta me veio à mão: O que é civilização, de Ananda Coomaraswamy. E já no primeiro capitulo, percebi que uma espécie de mágica está acontecendo, até agora.
Uma energia de transformação, mudança e coragem está invadindo a minha vida e trazendo pessoas, livros e questionamentos. O que estou fazendo com a minha preciosa vida? Onde estou depositando minha força e todas as coisas que eu aprendi? É uma transgressão ao ser realizar qualquer tipo de tarefa apenas pela sua funcionalidade e não desenvolver suas capacidades plenas de acordo com a sua vocação.


Só para encerrar, ontem eu li esta passagem no livro do Coomaraswamy:

“O homem que muda de emprego muitas vezes com facilidade e despreocupação desde que o pagamento seja bom, não tem respeito profundo por si mesmo.”