sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As extremidades do pensamento


O livro ponto de mutação, de Fritjof Capra, me fez refletir sobre diversos conceitos e estados de consciência que abrangem nossa sociedade. A sensação que tive quando terminei a última página foi de ter despertado de um sono muito pesado. Obviamente que eu gostaria que as pessoas que eu amo fossem tocadas da forma que eu fui, mas certamente cada um tem o seu tempo para despertar, e o mais importante: de formas distintas.

As condutas radicais, que ainda infestam os seres humanos, estão em decadência. Pois todo radicalismo tende a dissipar-se pelo grande peso que carrega nas extremidades. Vejo o equilíbrio como a única conduta que se mantém estável ao longo dos anos.

Pessoas muito radicais não conseguem sustentar por muito tempo os hábitos que acreditam. E além de tudo, tem uma forte propensão a ser intolerante com as diferenças. Alimentar tantas convicções é cansativo e desgastante. A vida me trouxe uma pessoa desequilibrada para me ensinar o valor do equilíbrio e a sua importância para o convívio social.

O desenvolvimento, seja ele na esfera espiritual, social e ambiental só é conquistado através do equilíbrio entre as forças dominantes. A transformação só acontece quando o individuo está em sintonia com todos os âmbitos da vida humana, o que exige grande esforço e concentração. As mudanças não são fáceis, mas são inerentes aos seres humanos. O equilíbrio é um exercício que deve ser praticado por toda a vida.

Moral da história – Ninguém agüenta uma pessoa que fica a todo tempo tentando convencer os outros de que seu modo de vida é o melhor. A tendência é nos afastarmos de pessoas assim. Alguém que não seja capaz de ouvir e mudar opinião está coberto pelo véu da ignorância.

5 comentários:

disse...

Olá Flor, gosto muito daqui. Seus posts são sempre serenos. Acredito que quando somos exemplos de felicidades, tranquilidade não precisamos convencer ninguém. Fica bem visível, além de forçar uma barra do outro. Como você falou é aguardar ser "tocado" e muitos não entendem isso, talvez porque desejam que outros queridos para nós sintam o que estamos vivenciando de bom, mas tudo tem sua hora. Bjos

FlorAlpina disse...

É dificil fazer ouvir a nossa versão a quem não sabe ouvir...

Bjs dos Alpes

Alexandra Deitos disse...

Quando estamos obcecados não enxergamos... já diziam.

Géssica Cerqueira disse...

Muito show o seu blog. Traz muitas informações interessantes.Adorei!
Beijos

Flor Baez disse...

Olá Rê, exatamente assim que vejo agora: cada um tem o seu momento e tempo pessoal. E a insistência pode ser um feitiço contrário. Obrigada pela vista, Rê! Bjs

Flor, Alexandra e Géssica: Obrigada pela visita e participação de vocês! É sempre muito proveitoso ver como as pessoas enxergam aquilo que nós escrevemos, pensamos, etc.
Bjs