terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ecos de Sati


Na Índia, quando o marido falecia a mulher também era queimada na pira funerária como sinal de respeito e honra ao marido. Atualmente esse ritual é proibido no território indiano, porém ainda há registros de mulheres que se matam no fogo. A prática foi comum até meados do século XIX e era visto como sinônimo de honestidade.

O ato de se deixar queimar no fogo com o marido deveria ser voluntário, porém a família pressionava as mulheres com o intuito de que a herança não ficasse com elas. Existe também o Sati simbólico, que não exige necessariamente que a esposa morra fisicamente, mas que ela adormeça para as cores do mundo.

A Índia é conhecida por ser um país bastante tradicional, que respeita e vive profundamente os cânones da sua fé. Costumes como esse são difíceis de apagar completamente da cultura.
O termo Sati se originou na história de Shiva, quando sua esposa, Sati, se matou após a morte do marido.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Padaria Deli da Juju

Não costumo publicar postagens de reclamação, mas diante do silêncio da minha exigência resolvi utilizar o meu blog para divulgar minha insatisfação com a nova padaria Deli da Juju, situada no centro de Nova Iguaçu.

No inicio fiquei empolgada com a novidade de uma nova padaria na região. Minha mãe e eu éramos frequentadoras assíduas da padaria, até perceber que quando eu pedia o famoso pão com manteiga, eles colocavam MARGARINA!

Pedi humildemente s que colocassem manteiga, e eles trocaram duas vezes. Só que na semana passada, a dona da padaria disse que não ia colocar mais manteiga e que se eu quisesse comer o pão, que fosse com margarina. Pasmem! Onde já se viu uma padaria que não tem manteiga???? Além de tudo ela foi grosseira.

Enfim, desabafei!!!!!!
Além de tudo, eles colocam todos os produtos embalados no isopor e plástico. Eles poderiam utilizar sacos de papéis e ajudar o meio ambiente.

Hoje, os empresários devem ficar atentos que os consumidores estão mais exigentes.


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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Literatura do eu

Hoje meus pensamentos descansam em algo infinito. As palavras e imagens parecem se movimentar pendularmente por esse universo. Hoje eu amanheci breu, justamente para ficar mais fácil me jogar em alguma galáxia. Depois de um bom ano sem pensar em pontos finais, hoje me chega de surpresa uma aurora boreal de infinitos sinais.

Peguei minha xícara de café e acabei me perdendo dentro dela, quando dei conta estava quente, o dia já estava nu brilhando no céu. Poderia ter saído com pressa, mas andei com passos lentos, observando cada detalhe que faz a rua uma cor cinza. Entrei dentro do ônibus, mas no meio do caminho mudei de idéia – só não sabia para onde voltar. Queria ir para o útero do universo, de onde vim. Mas como não me restava alternativa fiquei vagando pela rua, esperando que uma floresta úmida me engolisse.


Estou esperando até agora...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tratado místico sobre as cores

Breves sensações de uma manhã chuvosa
Hoje quando acordei para meditar, assim que fechei os olhos veio uma cor amarela no meu rosto e ficou pulsando na minha mente durante um tempo. Não entendia o porquê, já que sempre é o roxo que aparece no meu chakra frontal. Mesmo que eu não domine isso, sei que as cores exercem vários tipos de influências na mente e no comportamento humano.  

Percebi que tinha me esquecido da cor amarela, logo ela que lembra luz, sol e alegria. Estou muito presa a “cosmicidade” do azul e roxo, parece que elas me levam para uma viagem astral. Ainda assim, a maioria dos sábios é retratada nas obras de arte com uma áurea amarela em volta da cabeça indicando sabedoria, desde Buda a Jesus. O amarelo indica que a pessoa já alcançou o estado de iluminação cósmica. Obviamente que não é no meu caso e sim dos mestres ascencionados.

A cor amarela sugere intensidade. No caso dos grandes sábios é uma magnitude de sabedoria e iluminação que irradia para fora do seu ser. Amarelo me lembra flores, primavera, calor, pão francês, suco de melão, livro, cadeira de madeira, etc, etc, etc.

Eu tenho uma relação muito intensa com as sensações. Cores, cheiros e paisagens sempre me remetem alguma coisa inexplicável. Essa cor amarela me trouxe uma vontade de ser uma tarde fresca, e ficar inerte durante algumas horas. É uma pena que o tempo seja tão disciplinado e pontual: tive que me levantar e cumprir minhas obrigações mundanas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Especialistas e Generalistas


Especialistas se debruçam numa pequena parte do todo enquanto generalistas olham o todo para compreender as partes. As diferenças entre o modo de pensar são bastante pontuais. Não há melhor e pior, ambas as visões contribuem para o avanço social, apesar de a completude acompanhar as visões generalistas.  Não sei se o termo apropriado deve ser esse, mas foi o único que veio a minha cabeça.

A especialidade é uma característica de nós, ocidentais, que temos a forçosa mania de fragmentar toda a realidade e reduzir o comportamento humano a um cartesianismo maluco sem fim. Dividimos nosso ser para cada papel social, somos mãe, trabalhadora, estudante, esposa, filha, etc. E nos comportamos distintamente como manda a etiqueta social do ambiente. No oriente, antes de ser todos esses papéis, você é – simplesmente. O compromisso do SER está ligado a todas as esferas da vida, como numa rede – um voto de coerência.

É uma tendência de todas as nossas instituições abreviar a grande multiplicidade da vida em pequenos conceitos inquebrantáveis. Um exemplo disso são as academias que obrigam os alunos a recortarem tanto o objeto de estudo que ele se torna um pequeno cílio frente à complexidade do corpo humano. Muitas vezes algumas realidades importantíssimas devem ser ignoradas em prol desse recorte. A interdisciplinaridade é fundamental para o enriquecimento da sociedade e da academia. E diga-se de passagem, a especialização excessiva limita nosso campo de atuação e não permite que usemos os nossos múltiplos talentos.

Outro fator fundamental, que eu nunca tinha percebido, é que especialistas analisam enquanto generalistas sintetizam. Os grandes textos que tenho lido ultimamente só me falam de síntese e jamais análise, justamente por remeter a essa visão cartesiana e fragmentada. Infelizmente, esse “olhar” está enraizado no nosso hábito de pensar, e para se livrar disso é preciso vigiar diariamente e olhar para as questões de forma holística para compreender a grandeza desse todo. Acho que é um exercício para a vida toda.

Na renascença italiana ser generalista era um supremo ideal do ser humano, vide Leonardo da Vinci que exerceu múltiplas tarefas aproveitando todos os seus talentos, como pintor, estudioso da anatomia, etc.

Especialistas serão sempre especialistas, enquanto generalistas podem ser sábios. "Se quiserem, os homens podem fazer todas as coisas", disse Leon Battista Alberti. 

P.S- Tentei escrever isso para minha mãe, que muitas vezes me pediu que eu refletisse sobre isso!