sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Infinito Abstrato (1)

Compartilhando com vocês a história que escrevi "Infinito Abstrato". Nunca foi publicado, porque não tenho coragem. Depois que os anos passaram li e não gostei mais do que eu escrevi a ponto de investir numa publicação, o que saí demasiadamente caro. Então, resolvi postar a história aqui, a história da moça que não tem nome, que não guarda rostos e que vive na espreita. 

*****
Eu andava com calma, olhando para o céu e vendo os raios do sol cortando e entrando na casa de madeira. Na varanda, uma mulher costurando numa mesa; na rede, um velho preguiçoso. Os raios do sol deixavam a madeira mais bonita, eu queria engolir aquilo. Queria engolir os raios do sol, a rede, a máquina de costura. Eu queria engolir a vida que exalava da casa. Talvez não esteja sendo clara, mas não existem palavras suficientemente válidas que dêem coerência e significação para as coisas que eu sinto. Descobri que o que se sente não se escreve, pois toda a mágica que está no ato de sentir, esvai-se quando tentamos torná-la palpável para o outro. Tentei explicar para ele aquilo que eu estava sentindo, mas a tentativa foi vã, ele não consegue pensar abstrato: sou abstrata em tempo integral, não me interessa saber apenas o que faz sentido. Muitas coisas não têm sentido algum e eu debruço nessas coisas e as disseco, como um estudante de medicina a um cadáver.  
Hoje tive sonhos estranhos: sonhei que estava sendo torturada por um imbecil, como se eu estivesse na época da ditadura militar. Fui me esconder na minha dentista e ela chorava, com medo do que pudesse acontecer comigo. Mas acordei e não houve desfecho. Já tive muitos sonhos bons, conheci Sófocles e Antônio Conselheiro, hoje eles são meus amigos. Talvez o que vivemos acordados seja o sonho e quando dormimos morremos para ressurgir no outro dia. Em que dimensão se esconde a coisa do sonho? Dormir é uma preparação para a morte. Sempre pensei nisso e descobri que outras pessoas pensam também, fiquei feliz. Talvez seja verdade. José também descobriu isso; ele sabe sentir as coisas. Entrar na essência da vida: equilibrar-se numa estrela acima da Terra e mergulhar de cabeça – ir até as profundezas mais extremas para sentir o azedume da mônada vital. Nadar de costas no magma do planeta e ver, com olhos humanos, as supercordas. Estamos conectados por fios prateadamente invisíveis?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Série Osho: Intuição, o saber além da lógica

A intuição viaja sem nenhum veículo, por isso somente em estado de alerta e total atenção podemos desenvolver e ouvir este saber que está além da lógica, como já disse Osho no livro “Intuição – o saber além da lógica, da editora Cultrix.

A intuição só se manifesta quando a mente está em silêncio, daí podemos fazer parte desta experiência maravilhosa que é se conectar com nosso “eu” e o grande universo, que o tempo todo se comunica conosco através da intuição.  Só o silêncio alerta os nossos sentidos e nos mantém em um estado de percepção muito aguçado, muito sutil.  Pode observar, os momentos de insights em que você percebe a intuição é naquele estado de conexão consigo mesmo.

Precisamos nos libertar dos condicionamentos que nos impedem de uma real comunhão com a natureza, com os nossos semelhantes.  Tirar a prisão carregamos ao nosso redor e sentir a vida em todos os aspectos é uma grande vivência para permitir a reconexão.
A intuição é um saber que está além da lógica porque não é possível sua explicação através da erudição. É um conhecimento que ultrapassa todas as esferas do nível puramente “intelectualóide”,  e quem está restrito ainda a acumular informações e não exatamente unir essas informações para o engrandecimento do Ser, certamente não conseguirá acessar este grande portal que carregamos dentro de nós e possibilita uma incrível comunicação com a natureza.  Quando digo natureza, não estou me referindo às árvores e florestas, e sim a natureza de todas as coisas.

Retirei algumas frases do Osho para enriquecer nosso manancial de pérolas:

“Um corpo tão sensível, com tantas aberturas para se relacionar com a realidade: olhos, ouvidos, nariz, o toque – abra todas essas janelas e deixe a brisa da vida entrar, deixe brilhar o sol da vida. Aprenda a ser mais sensível. Use todas as oportunidades para ser sensível, de modo a eliminar o primeiro filtro.”

“Tudo está de cabeça para baixo porque a educação não está de acordo com a natureza das pessoas. Ela não respeita o indivíduo, ela força todo mundo a adquirir um determinado padrão. Talvez por acidente o padrão sirva para algumas pessoas, mas a maioria está perdida e a maioria vive infeliz.”

Para comprar o livro Intuição – O saber além da lógica, do Osho acesse o site da editora Cultrix e participe das redes sociais, tem promoções exclusivas e muitas novidades literárias!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Uma introdução à Filosofia Budista

Hoje a alegria chegou via correio na minha casa! Acabei de receber da querida Editora Madras o livro Uma introdução à filosofia budista, de Stephen J. Laumakis. A narrativa discorre através do entendimento de Dhamma e seus detalhes, a impermanência, Moksha e Nibbana e o desenvolvimento do budismo pelo mundo. 



São 298 páginas de intensa reflexão sobre a sabedoria milenar de Buda. Quem se interessa pela filosofia oriental e o pensamento budista não pode deixar de lê-lo. Eu vou iniciar minha leitura agora e em breve vou escrever para vocês a minha síntese sobre a obra. 

É muito gostoso fazer uma parceria com a editora Madras, pois desde criança que me interesso por assuntos referentes a sabedoria oriental, wicca e ela sempre esteve presente na minha estante! :) 

Para conhecer a editora Madras acesse: 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A jornada rumo ao processo evolutivo

Há cerca de 2 ou 3 meses iniciei de fato minha jornada rumo ao processo evolutivo, abandonando o que não prestava. Mas ok, o que é isso? Venho me conectando muito mais com a minha consciência, sendo coerente nas minhas ações e muito mais: me livrando do comportamento condicionado e não mais respondendo  no antigo nível. Isso é maravilhoso, intenso e muitas vezes doloroso, por mais sublime que sejam as palavras. As crises chegam e o desafio de conviver com pessoas que não vibram no mesmo vórtice que você, seja no trabalho, no relacionamento amoroso ou com os amigos. Mas o foco da atenção do buscador não deve ser esse  e sim você! 


Nesta vida as pessoas são instrumentos que nos empurram rumo ao aprendizado, sempre. Às vezes o empurrão é brusco, outras não! Depende do que necessariamente você precisa aprender. Hoje vivenciei uma calorosa discussão com  uma amiga e quando chegou no final, acreditem: foi maravilhoso. Maravilhoso porque o agora é sempre a solução, já que ele limpa o coração dos resquícios de negatividade. Pude perceber que meu coração, fique claro: CORAÇÃO já não vibra em níveis de obscuridade como antes. Apesar da emoção tomar dar corpo as palavras e muitas vezes se repetir mais do que necessário e afastar a consciência, é muito importante observar o coração, porque ele sempre deve estar limpo, fluido e sereno. Pelo menos quando tudo termina. 


Sentar e escrever essas palavras com calma, fazendo uma profunda reflexão pude perceber a coerência entre minha nova filosofia de vida meu coração, eles estão em sintonia e se recusa a carregar tensão, peso, rancor e animosidade. E pasmem a coincidência, hoje recebi da Editora Pensamento o livro "Transformando crises em oportunidades", do Osho e no mesmo dia pude aprender esta lição maravilhosa de amor. Amor a sí-próprio, amor aos outros. Porque tudo nesta vida é impermanência, é passageiro, é aprendizado. 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Vivência Alimentação Viva

Olá amigos, 
Hoje vim compartilhar com vocês um pouco da vivência de alimentação viva no Sítio São José Vivo, em Cachoeiras de Macacu. Passamos o final de semana aprendendo a preparar deliciosas receitas com grãos germinados e crus, que possui maior vitalidade já que estão no inicio do seu crescimento. São alimentos que valorizam a nossa saúde e desintoxicam de forma muito clara e intensa. Fizemos sucos verdes, crurrasquinho, tomamos banho de açude, participamos das vivências com o fogo sagrado e o mais importante, desanuviamos o coração, a mente, e saímos de lá infinitamente mais leves do que quando entramos. 


Para conhecer um pouco desse universo sagrado da alimentação viva, visite o blog da amiga Juliana Malhardes, uma expert no assunto! 


Vou compartilhar algumas fotos com vocês e em breve vou ensinar algumas receitinhas no Birosca da Flor, com direito a participação especial e tudo da amiga Juliana Malhardes! 


Rondelli de Abobrinha

Nosso almoço fresquinho e vivo! 

Saladão de pupunha

Farofa de côco

Vivência no açude

Crurrasquinho (com repolho, cebola, berinjela e batata)

Alimento vivo, alimento lindo! 

O grupo! 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Extraviar



Para conhecer algo, você precisa perdê-lo. 

Todo o mundo se extravia de seu mundo interior, do espaço interior, e aos poucos se sente privado dele, ávido dele. Surge um apetite, sente-se sede.Vem um chamado do ser mais profundo para voltar para casa, e começa-se a jornada. 


Ser um buscador é ir para o calor do espaço interno que um dia você deixou. Você não ganhará algo novo; você ganhará algo que esteve sempre presente, mas ainda será um ganho, porque agora, pela primeira vez, você perceberá o que ele é. Na última vez em que você esteve naquele espaço, você estava cego para ele. Você não pode ficar consciente de algo se não o deixou. Dessa maneira, tudo é bom. 


Extraviar-se também é bom, pecar também é bom, porque essa é a única maneira de se tornar um santo.


Osho - 365 Meditações Diárias.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Danças Clássicas Indianas:Odissi, por Andrea Albergaria


Olá amorosos amigos!


 A série Danças Clássicas Indianas chega com uma nova entrevista com Andrea Albergaria, dançarina de Odissi, natural de São Paulo e crescida no Oriente Médio. Andrea é Licenciada em Letras e Artes Cênicas e dedica-se ao estudo da dança Odissi desde 1994.

Com apresentações no Brasil, África e Índia, também ministra aulas regulares e cursos intensivos desta modalidade de dança clássica indiana. Recebeu menção honrosa do parlamento indiano do estado do Gujarat, e em novembro último, apresentou-se no International Festival of Music and Yoga, em Rishikesh, India. Vai a Índia regularmente para aprofundar seus estudos em Odissi.

Páprica Doce:    Sabemos que o estilo Odissi nasceu com as dançarinas dos templos indianos. Conte-nos um pouco sobre a história do Odissi.

Andrea AlbergariaA dança Odissi, encontrada no Natya Shastra como Odra Maghadi, nascida em Orissa (antigamenta Odra Desh), tem registros arqueológicos anteriores ao século II a.C. em esculturas de dançarinas nos arredores de Bhubaneswar, capital de Orissa. Nascida como parte do culto religioso em louvor às divindades, a dança Odissi permanece até os dias de hoje com o caráter sagrado, seja dançada nos templos ou nos palcos, o repertório continua sendo uma forma de louvor.

PD: Quais são os temas preferidos do Odissi?
     
      AA: O repertório da dança Odissi foi codificado pelos gurus com os cinco itens necessários para um programa completo: Mangalacharan (saudação inicial á Mãe Terra, seguida de oração a uma divindade, geralmente Sri Ganesh, e finalizada com a saudação tripla a Deus, ao Guru e a audiência), Battu (dança consagrada a Shiva, com a interpretação das posturas que remetem aos músicos celestiais e a dança de Shiva), Pallavi (composições diferentes relacionadas a inúmeras ragas, em dança pura, como o Vasant (raga Vasant), Saveri, Shankaravaranan, entre tantos outros), abhinaya (peças interpretativas relacionadas ao Gita Govinda, livro  do poeta máximo Jayadeva, século XII, onde o amor sublime de Krishna e Radha é relatado) e o Moksha, item que finaliza o repertório, relacionado com a libertação do ser humano, dentro do conceito hindu das fases da vida.


       
     PD: Como foi seu ingresso no universo da dança clássica indiana? Por que Odissi?
      
     AA: Cresci no Oriente Médio, mais precisamente no Iraque, onde muitos indianos trabalhavam na mesma empresa que meu pai. Os sáris, o mehandi, o jeito das indianas que eu conheci sempre me fascinaram. Voltando ao Brasil, cursando a Universidade de Artes Cenicas, na Unicamp, entrei em contato com o estudo dos gestos e movimentos do ator, pesquisados por Eugenio Barba. Encantei-me com a profundidade do estudo dos gestos e expressões do teatro do sul da India, o Kathakali. A pesquisa começou aí, em 1994, até que iniciei meus estudos nas danças Bharat Natyam e Odissi, com professoras brasileiras que iniciavam sua jornada nesta caminhada e que me abriram portas para o conhecimento. Um ano depois estava eu na Índia, em Orissa, mergulhando e recebendo o néctar divino deste conhecimento que é infinito, apaixonante e que me faz muito feliz. Em 1996 conheci Guru Kelucharan Mohapatra, na sua casa, que mostrou um caminho que eu deveria seguir. Nunca parei minha prática, minha pesquisa e meu amor e devoção a esta arte só aumenta.
     
      Não sei porque o Odissi. Amo assistir a todas as danças clássicas indianas, principalmente Bharat Natyam, que é muito vigorosa e apaixonante, mas para dançar, expressar minha alma, entregar de verdade o meu ser ao movimento sagrado a dança Odissi é meu veículo. Não a escolhi. Fui escolhida. E devo isso ao Senhor Jagannatha, que tudo vê e se alimenta de alegria e dança. Como eu.

      PD: A graciosidade dos movimentos é encantador no Odissi. Quais são os elementos que você considera mais importantes neste estilo?

      AA: Sou apaixonada, sou fã deste estilo, então não tem algo que seja mais ou menos importante para mim. Cada mínimo movimento, que faz parte do todo, tem seu valor infinito.  A energia de praticar ou de assistir é como se fosse uma corrente elétrica que carrega minha bateria. Então desde o movimento dos olhos, ou um tronco, ou os mudras, enfim, tudo é mágico, mas é claro que a sinuosidade provocada pela forma em S, da técnica em tribhanga, formada por triângulos corporais, que só é encontrada na dança Odissi é realmente hipnotizante.

     PD: Quem é sua maior inspiração no Odissi?

     AA: Todas as pessoas que se dedicam a este estilo já tem minha admiração porque não é um caminho fácil, tanto físico, como mental e espiritual. Mas algumas pessoas que já conheci fizeram a diferença no meu estudo. E também tive a honra de conhecer dois dos quatro gurus que revitalizaram a dança Odissi, guru Kelucharan Mohapatra e Guru Mayadhar Raut, que ainda vive em Delhi, aos 83 anos. Mas também admiro aqueles que não têm nomes em neon, ou em sites, aqueles que dançam porque só sabem dançar, porque são como pássaros, cantam e pronto. Dançam sem subsídios, sem apoio, e não param porque amam sua alma e o jeito que ela se expressa. Gosto de verdades, de quem não é detido por adversidades. A dança atravessa os séculos assim, por que existem gurus e porque existem pessoas que não vêem limites e acreditam no que fazem.  Mas sinceramente minha admiração vai para Guru Manoranjan Pradhan e sua esposa Minati Pradhan, que formam o dueto mais perfeito que pude ver na dança Odissi. Talvez porque este dueto também é harmônico na vida pessoal e familiar deles, na fé no Senhor Jagannatha, no amor que tem pela família, ou seja, são seres humanos da melhor qualidade, e assim, quando dançam esta verdade de quem são é demonstrada na dança. Fazer aula com eles , na casa deles, em Orissa, pra mim foi uma grande e feliz benção.

     PD: Que relação você vê entre a Dança Clássica Indiana e Dança Tribal?

      AA: Não vejo relação direta entre a dança Odissi e a dança Tribal. O que vejo é que a dança Tribal utiliza conceitos de danças milenares, como as danças indianas e seus mudras. Por isso as bailarinas de dança tribal me procuram para que eu possa ensinar os gestos a serem utilizados com o significado verdadeiro, pois do contrário o uso dos mudras fica caricato e sem sentido.

     PD:  Para fechar, quais são os maiores obstáculos de trabalhar com a dança indiana no Brasil?

     AA: Obstáculos? Não vejo obstáculos, moro numa cidade distante de São Paulo mais ou menos 60 km, pequena e pacata. Desde 1997 organizo espetáculos, que lotam o teatro, divulgo a dança Odissi na região, tenho alunas de todas as idades, escrevo para revistas locais sobre a arte clássica da Índia, vou a Índia quase que anualmente, e me relaciono bem com outras bailarinas do mesmo estilo.  Tenho alunos que vem do litoral, de Campinas, de São Jose dos Campos. Vou a outros estados ensinar, me apresentar. Sinceramente, sou muito feliz e acredito que dançar Odissi no Brasil é uma missão. É mostrar uma pequena chama de uma lamparina, que mostra um caminho, que dá idéia do brilho máximo de expressão artística que o ser humano pode alcançar na dança Odissi, vinda da mágica terra de Orissa.  Jaya Jagannatha!




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Clube do LIvro: O tigre Branco, Aravind Adiga

A última leitura que fiz foi "O tigre Branco", de Aravind Adiga. O romance conta a história de um motorista da casta de doces, que como a maioria dos indianos, deseja mudar de vida, ganhar status, dinheiro, poder etc. A narrativa é muito semelhante com os trabalhos de Rubem Fonseca, nítida e gritante semelhança com o nosso escritor brasileiro. 

A ironia é ferramenta chave para descrever em uma só palavra o livro, que é narrado pelo típico anti-herói que almeja profundas transformações materiais a troco de qualquer má ação no meio do caminho. Não podemos sequer julgar como lamentável a sua conduta, uma vez que a própria descrição da sua vida, envolvida em miséria, nos faz conscientemente desejar que Balram (o personagem principal do livro) se dê bem na sua jornada. 

Para desfazer a visão romanceada que nós, ingênuos ocidentais fazemos da Índia é bom ler de quando em vez um Aravind Adiga, uma Gita Metha. Há muito, muito o que melhorar socialmente na Índia, que ainda convive com disparates sociais muito intensos. 

Livro recomendado! :) Indicação da amiga Julia Schetini 

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BHAVA: Universo do Cinema Indiano





A mostra “Bhava: Universo do Cinema Indiano”,  é a maior mostra do cinema indiano realizada no Brasil e apresenta o cenário atual do maior produtor de cinema mundial, em 35 películas de importantes diretores indianos, todas inéditas no Brasil. O diferencial da mostra é apresentar todas as vertentes do cinema da Índia, indo muito além da indústria de Bollywood, já conhecida no Brasil, fazendo um panorama de todas as indústrias do cinema indiano espalhadas pelas principais regiões do país.


A programação da mostra retrata a efervescência do sub-continente indiano, que convive com a tradição e com a modernidade, com vilarejos tradicionais e grandes metrópoles, com a rica espiritualidade e a ambição material, com uma cultura milenar e contemporânea fundamentada na tecnologia.

Entre os destaques, a mostra traz filmes do ano de 2010 e 2011 recém-lançados nos cinemas indianos. O filme Indian Rupee do diretor Ranjith, em cartaz no cinema indiano, vai inaugurar a mostra, e representa a nova geração de diretores da Índia. Os filmes selecionados englobam trabalhos recentes dos mais importantes diretores da Índia, como os mestres Adoor Gopalakrishnan e Girish Kasaravalli, entre outros, e também filmes de diretores expoentes da nova geração do cinema indiano.

A mostra faz ainda uma homenagem às mulheres indianas realizadoras, trazendo  clássicos de Mira Nair e Aparna Sen, além de filmes da geração jovem de diretoras. E para discutir a presença e linguagem da mulher no cinema indiano, a mostra receberá uma diretora indiana convidada. A semana de debates discutirá também os caminhos de co-produção entre o cinema indiano e brasileiro ao lado de personalidades brasileiras e indianas do cinema.

BHAVA, do sânscrito emoção, traz a diversas emoções de um país em ascensão que chama a atenção do mundo pela capacidade de combinar sua tradição e modernidade, qualidade expressada nas histórias e rica dramaturgia de seu gigantesco cinema.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Choque de Amor - Rio de Janeiro


Eu achei o vídeo lindo, a iniciativa muito mágica e pode inspirar para que novos Choques de Amor aconteçam pelo mundo. Compartilhando, porque acredito na transformação, na mudança, na pureza do coração! 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A simbologia de Saraswati



Associada às artes e ao conhecimento secular, a consorte de Brahma, Saraswati é a representação da música, criatividade e inteligência. Geralmente vestida de branco, a iconografia da deusa é acompanhada de uma mala, o terço de contas (Akshamala) que simboliza o ciclo do tempo e o livro (Pustaka) que se refere ao vedas, e de forma geral a prosa e poesia. Além disso, Saraswati carrega a vina, um instrumento musical indiano. O pavão simboliza a imortalidade, e por se um animal que também representa a beleza, ela ensina aos seus devotos a não se preocuparem com os atributos materiais. 

Na maioria das vezes, Saraswati é retratada próxima ao rio, em referência ao seu culto inicial, onde era venerada como a deusa do rio, das águas, fertilidade e pureza. Cada divindade é associada a um animal, no caso dela, o cisne representa o grande veículo, a imensidão e alento a vida. As aureolas iluminadas em torno da cabeça dos deuses, indicam que eles já alcançaram um estado de transcendência espiritual e iluminação, e esse conceito abarca divindades de diversas religiões, inclusive o cristianismo, que também utiliza as aureolas em Jesus. 

De forma geral, os mesmos símbolos que cercam a iconografia de Saraswati são encontrados nas imagens de Brahma, seu consorte.


Trecho retirado da minha monografia "Os aspectos do sagrado na arte indiana clássica".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Série Osho: Consciência, a chave para viver em equilíbrio

A primeira vez que li o livro  Consciência, a chave para viver em equilíbrio, de Osho, fiquei estupefata, sem ar! Osho tem suas manias e uma maneira bem direta e franca de falar, o que faz muita gente não simpatizar com o "guru" da modernidade.


Pois bem, para estar consciente é preciso acordar! Eba! O sol é muito lindo! Não dá para permanecer muito tempo adormecido e inconsciente do que realmente somos e podemos nos tornar. Para Osho, a meditação é a peça chave para que alcancemos a iluminação, e para isso precisamos estar sempre no agora, sempre no presente. E quando você perceber que perdeu o contato com o agora, é simples: basta estar atento novamente. 
A mente é assim mesmo, como um macaco bêbado. Pensamentos, pensamentos, mais pensamentos e raramente a sensação de estar no agora, o instante-já, como dizia Clarice Lispector. 


Para Osho a iluminação é simples, não precisamos de símbolos, incensos, imagens, nada disso. Precisamos apenas ser testemunhas do agora, assim vive a consciência. Todo o resto é inconsciência, é sono, é irreal. 
"Toda a metodologia oriental pode ser reduzida a uma coisa: testemunhar. E toda metodologia ocidental pode ser reduzida a uma coisa: analisar." 


"A experiência não-verbal é a experiência da verdade".Assim, como eu já disse em outras postagens, toda ação pode se tornar uma meditação se você simplesmente estiver presente. Quando for tomar banho, sinta o banho, viva o banho. Água que bate nas costas, o calor que aquece o corpo: seja o próprio ato do banho. 
Mas Osho pondera: " Se a observação virar inação, você está cometendo suicídio." Equilíbrio é tudo na jornada rumo ao processo evolutivo. É possível alinhar  busca com a dinâmica de maya.


"O homem de consciência, age. O homem que está desatento, inconsciente, mecânico como um robô, reage." 
Até quando vamos continuar respondendo de forma inconsciente às tramas da vida? Olhamos o tempo todo para fora e somos incapazes de observar o que acontece no interior, que é o lugar onde floresce a mais linda primavera, mas que também guarda o mais rigoroso inverno. 

Quem quiser um tapa na cara para acordar é só ler Consciência, a chave para viver em equilíbrio, de Osho. Editora Cultrix. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O voto do coerência


Há um ano atrás assisti a palestra do prof. Evandro Ouriques e duas palavras que ele disse ecoam na minha consciência até hoje: voto de coerência. Foi um tapa na cara, o inicio do despertar de um profundo sono no qual eu roncava e babava. O voto de coerência continua me inspirando até hoje e é ele que me ajuda a resolver as contradições entre filosofia x ação - pensamento x prática. Alinhar isso é um grande exercício de humanidade. 

Mas o que é o voto de coerência? O voto de coerência é deixar irradiar do coração e consciência todos os nosso valores e fazer com que as virtudes do qual tanto falamos e aspiramos reflita no nosso comportamento. É preciso sintonia. Qual é o valor de lindas palavras sobre a espiritualidade quando a consciência ainda está aprisionada em vícios? Como uma pessoa que maltrata sua alma e não alimenta seu espírito pode falar sobre os benefícios da espiritualidade? Desculpe a franqueza, mas é como ir a um  dentista que tem dentes podres. 

Sei que não é nesta encarnação que iremos nos transformar em Buda, mas o voto de coerência merece mais atenção. O que você pensa e o que é precisam estar em plena sintonia. 

Há algum tempo iniciei a jornada do voto de coerência, e adianto que não é fácil. Nem só de néctar e sublimidade vive o buscador, principalmente no inicio da caminhada, pois além do desapego de ter que abandonar todo o lixo que era carregado nas costas, é preciso viver com almas que ainda dormem alegremente e exaltam seus defeitos. Porém acredito que isso faça parte do aprendizado e que no fundo essas pessoas são oportunidades para exercer a compaixão, paciência e gratidão por tudo que aprendemos com elas. Porque os "indivíduos"  que teoricamente nos colocam em situações de tensão, desconforto e problemas também são lindas, pois nos dão a oportunidade de colocar em prática aquilo que realmente acreditamos ser a virtude. 

Existem pessoas lindas que acalmam nosso coração e enche nossa alma de conforto, mas também há aquelas que fazem o que não esperamos, que pisam no nosso calo e geram conflitos. Sabe por quê essas pessoas são lindas? Pois através delas usamos nossa criatividade para solucionar problemas, criar soluções maravilhosas, enfrentar o nosso ego e tentar ser quem somos. 

Acabei emendando um assunto no outro. Shampoo e Condicionador: 2 em 1. 

Viva quem pisa no nosso calo! 
Viva o voto de coerência!  

Ilustração de Maurício Negro, para o livro Histórias da Índia. Um artista completo! Vejam o blog e trabalho dele! ;)

domingo, 30 de outubro de 2011

Exposição "Índia" CCBB

Está rolando no Centro Cultural Banco do Brasil a exposição "Índia"que  que abrange 3 mil anos da cultura indiana, da antiguidade à contemporaneidade e fica até dia 29 de Janeiro! É bom mesmo, pois em um dia eu não consegui ver tudo com calma. 


Quem não mora no Rio de Janeiro pode ver a exposição por aqui.Trajes, pinturas contemporâneas, esculturas e objetos que fazem ou faziam parte do dia-a-dia dos indianos.


Ah! Na parte de dança indiana, o Kathak não constava como dança clássica indiana! Pasmem! :( 

Pente com episódios do Kama Sutra





Traje indiano masculino de casamento
Terracotas de Tamil Nadu
Kathputli (Teatro de Bonecos do Rajastão







Sim! Isso é arte indiana contemporânea 


Instrumentos musicais indianos

Saree de casamento


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apresentação de Dança Indiana em Miguel Pereira-RJ

Quem mora no Rio de Janeiro não pode perder a apresentação de Dança Indiana, em Miguel Pereira! A Cia. de Dança Susane Travassos sobe a Serra no dia 12 de Novembro, às 19h.

sábado, 22 de outubro de 2011

Clube do Livro: Amit Goswami, O Ativista Quântico

Terminado o livro “O Ativista Quântico”, de Amit Goswami, e o tema em que mais me tocou, foi a nossa triste educação liberal, a raiz de toda crise existencialista que sofremos atualmente. Mas Amit ensina: a consciência molda a realidade. Logo, temos múltiplos mundos de possibilidades para fazermos nossas escolhas e alterar o ambiente em que vivemos. Para isso, escolha sempre o novo. Não permaneça fazendo escolhas condicionadas por experiências anteriores, pois assim você afasta a possibilidade do novo, da criatividade, do salto quântico. Qual sorvete você quer: creme ou chocolate? Não escolha mais entre o zero e o nada! Saia da zona conhecida: explore novos significados, novas possibilidades de consciência.

O primeiro ponto é: Nossa educação apenas nos prepara para empregos, ignoram todas as possibilidades de processar novos significados de Ser, o que resulta numa maioria de seres humanos doentes que ganham a vida de modo que não há mais espaço para se ocupar com questões de verdadeiro significado e relevância. A educação não inspira. As pessoas estudam para obter um diploma e se preparar para o concorrido e desleal mercado de trabalho.

“Hoje, perdemos de vista essa elevada meta evolucionária. A educação perdeu o significado e o valor como forças motrizes, e tornou-se um treinamento para empregos.” Viver corretamente significa que “Seu modo de vida deve propiciar sua própria jornada pessoal da criatividade e transformação. Deve proporcionar-lhe mais tempo para relaxar e Ser.”

A culpa foi inserida na nossa consciência há muito, muito tempo atrás, e hoje a cultura contemporânea só faz afirmar que devemos Fazer-fazer-fazer. Mas é preciso: Fazer-Ser-Fazer-Ser (Do-be-do-be). Não podemos abrir mão da nossa paz, harmonia e felicidade. E buscar aquilo que o Bhagavad-Gita chama de Karma-Yoga – a transformação pela ação social! Que nossos instrumentos de trabalho transformem, ajudem, oriente as pessoas em suas jornadas evolucionárias. Não podemos mais ficar restritos a ambientes e tarefas que atrofiem nosso potencial humano.

Para motivar: “Se mesmo uma pequena fração da humanidade se inspirar e mudar, a mudança virá para todos.  

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sobre a arte indiana clássica

Pela 1ª vez estou compartilhando trechos da minha monografia sobre "Os aspectos do Sagrado na Arte Indiana Clássica", orientada pela profª Rosângela Araújo.  Quem quiser ler na íntegra é só solicitar o material através do e-mail papricadoceblog@gmail.com


(...)

Na Índia clássica não existe arte por ela mesma como sempre foi no ocidente, o artista deve obedecer sistematicamente os cânones que revestem a produção da obra de arte, e assim deve receber dos deuses a inspiração perfeita para por em prática a imagem do inimaginável, após práticas de meditação e yoga que o artista deve se submeter. A imagem serve como um diálogo entre quem contempla e o próprio deus, que é convidado a encarnar na obra depois que ela está pronta[1], fugindo do estereótipo de pura adoração, para uma relação de unidade com o elemento figurativo. Uma cerimônia religiosa é preparada para conceder vida à imagem, que será utilizada como um veículo espiritual. Arte indiana, sobretudo a hindu, assim como em todos os campos sociais e culturais, também foi unificada dentro de um complexo coercitivo, típico da tradição indiana, que visa manter sob controle toda a diversidade, ou mais do que isso: buscar a unidade dentro da diversidade. Assim como as tarefas sociais são regidas pelo dever das castas, a arte também é sempre mantida dentro dos cânones que conduzem sua produção.  Ainda que todo o processo criativo seja completamente distinto da maneira ocidental de viver e fazer arte, a estética indiana teve lentamente sua evolução, que foi marcada pelas transformações sociais e históricas do país, dificultando a sistematização cronológica da arte em si mesma. Seu progresso não foi marcado simplesmente pela questão técnica intencional, mas sim por necessidade de evolução das formas e do pensamento indiano em si, que foi se tornando cada vez mais complexo com a sistematização das filosofias e influências de outros povos.

Toda a influência estrangeira foi de certa forma, “indianizada” pelos artistas indianos, que buscaram reunir todo o manancial de influências dentro da sua cultura, a fim de formar uma identidade artística própria e equivalente a suas crenças e costumes. De certa maneira, eles tentam manter sob controle tudo o que é diferencial com o intuito de causar nos indivíduos a sensação desejada por eles, vide a história de Buda e como a Índia hindu remanejou os papéis simbólicos originários da tradição budista. Após a rejeição por seu sistema filosófico, houve uma inserção do Buda dentro dos avatares de Visnu já antes previstos para encarnar na Terra. É a concretização do famoso ditado “se não pode derrotar seu inimigo, junte-se a ele”. Destaca-se no povo indiano a capacidade de sintetizar as informações e influências vindas do estrangeiro, que apesar das adaptações realizadas para serem inseridas como elementos próprios da Índia, são recebidos com admiração e comoção pública.


[1] AUBOYER, Jeannine, Mundo Oriental. Editora Expressão e Cultura, São Paulo, 1966.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sobre as técnicas de meditação

 Existem muitas técnicas de meditação, algumas utilizam de mantras, mudras e visualizações com o objetivo de facilitar a concentração da mente. Eu, particularmente sou adepta da meditação Vipassana, que não emprega nenhum desses recursos citados, apenas com a atenção focalizada na respiração- o anapana, todo o trabalho acontece. E com a prática diária fica cada vez mais natural entrar em estado meditativo, e o ego parece não mais comandar nossa mente. Simplesmente flui.

Quando alguém não habituado a pratica da meditação me pergunta ou questiona o que ela é e onde está minha consciência, não consigo empregar as palavras corretas para explicar, talvez elas por si só sejam por demais conceituais e cristalizadas para dar forma àquilo que não tem forma. As palavras são muito úteis e ricas para elucidar situações materiais, mas quando o assunto é o incognoscível elas se dissolvem. Isso não quer dizer que a meditação desafie a capacidade intelectual das pessoas ao ponto de estar fadada a incompreensão, mas talvez ela não esteja preocupada em se despir de maneira gramatical. Para entender a meditação é preciso senti-la, é preciso sentar, esvaziar a mente, amansar o ego, ter disciplina, e nos tempos de hoje as pessoas não querem se dar ao trabalho disso, algumas poucas migalhas satisfazem o intelecto ávido por colecionar apenas definições e não experiências.

É nítido como hoje a meditação é discutida em todos os meios, mas poucos são os que se deixam ser transformados por esta sabedoria milenar – um voto silencioso de coerência, que em grande parte é formado por pessoas como nós, que estudam, estudam, estudam as técnicas de meditação, decoram infinitos nomes em páli e sânscrito, fazem questão de dizer em bom tom sobre os benefícios da meditação, mas ainda praticam os mesmos vícios comportamentais sem se esforçar na mudança. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Clube do Livro: Tarthang Tulku, Gestos de Equilíbrio

Sempre anotei os livros por mês, e costumo sempre fazer uma avaliação das obras e do meu entendimento sobre a leitura. Afim de não deixar que este hábito morra, resolvi compartilhar com vocês e assim me comprometer a dar continuidade na prática.

Terminei de ler o livro Gestos de Equilíbrio, de Tarthang Tulku, Lama-chefe do Centro Tibetano de Meditação Nyingma. Sem dúvidas uma das obras mais tocantes e completas que já li, pois me deparei com soluções para os meus conflitos nesta jornada de Busca.

O livro mostra que o Caminho é dificultoso, porém quando aprendemos a lidar com os nossos desgostos, a idéia romantizada da espiritualidade se esvai – existem mais espinhos para retirar do que flores para colher. Assim como grandes mestres, Tarthang Tulku nos ensina a  desenvolver a atenção plena, pois desta forma qualquer ação pode se tornar uma meditação. E desmistifica a concepção de que a meditação é simplesmente acender um incenso, sentar num local tranqüilo e abstrair pensamentos. A meditação pode Ser a qualquer instante desde que estejamos atentos, com a nossa percepção natural constante e valorizando o potencial de iluminação em cada momento.  (MESMO NAS AÇÕES COTIDIANAS DA VIDA)

O capítulo que mais me envolveu do livro Gestos de Equilíbrio foi o “Transmissão”, que discorre sobre o relacionamento entre mestre e discípulo, algo que nosso sistema educacional (um tanto decadente) se esqueceu de nos ensinar. Estamos preocupados em acumular o maior número possível de teorias e técnicas esquecendo que a experiência direta é na verdade tão precioso, tão necessário. De resto é tudo mera erudição para alimentar o insaciável ego.

O mestre é aquele que indica caminhos e partilha com gratidão e amor sua sabedoria. Mas no nosso caso,  que vivemos num ambiente em que encontrar mestres é uma missão quase impossível, Tulku ressalta: “Podemos, então, meditar bem e a própria meditação toma conta de nós e torna-se nosso mestre. Finalmente, nosso melhor mestre somos nós mesmos. Quando estamos abertos, atentos, alertas, podemos guiar-nos corretamente.”

“À proporção que desenvolvemos a meditação, já não precisamos apoiar-nos em explicações intelectuais para justificar quem somos, pois a nossa auto-identidade redutora se dissipa, como o nevoeiro tocado pela luz do sol.”

“Desenvolver a confiança e animar-nos, compreendendo que as nossas vidas são muito preciosas e que a nossa experiência comum é o verdadeiro caminho do conhecimento.”

“Começamos a transcender as nossas tendências dualísticas desenvolvendo estabilidade e equilíbrio, e compreendendo que a verdade espiritual se encontra em nós mesmos e em nossa vida cotidiana.” 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Erro de Malware no google

Amigos, vim pedir desculpas pelo erro de malware que ocorreu no blog. Na verdade isso não foi um vírus real e sim um erro da google que prejudicou cerca de 80% dos blogs hospedados no blogger, inclusive o meu. 


Fiquei muito chateada pois isso espantou meu amigos e leitores do blog, mas já passou! Anicca! A lei da impermanência é uma linda certeza nesta vida! 


Sejam bem vindos novamente e mil perdões! 
Com amor,

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A experiência mística de quem Busca


A experiência mística, ao contrário do que habita o imaginário humano, reside dentro de nós mesmos. Nosso interior é a fonte de todo o mistério, onde a percepção e atenção são os grandes responsáveis pelo vislumbre místico. A maioria das pessoas quando empreendem a Busca ambicionam insights mágicos e transformações instantâneas, esquecendo ou até mesmo ignorando que as dificuldades e os tropeços no meio do caminho também são tão importantes quanto os sucessos.

Quando percebo que algo não está saindo exatamente da forma como eu conspirava tento compreender pelo viés da criatividade. Sempre quando somos surpreendidos pelas situações inesperadas precisamos pensar de forma diferente e bolar soluções criativas. Ou seja, os problemas são apenas oportunidades para pensarmos de formas diferentes, o que faz parte da nossa evolução como Seres humanos. Não se desesperar e buscar o equilíbrio são os primeiros passos para encontrar a solução desejada.

Sempre tive vontade de morar no interior e viver uma vida tranqüila, mas sem abrir mão da minha independência financeira e trabalho. A vida me trouxe exatamente para onde queria, mas uma série de eventos desfavoráveis começaram a acontecer. Eu só teria duas alternativas: 1° me desesperar e achar que isso não é pra mim e voltar ao ponto de partida, o que significa sofrer e vivenciar as conhecidas experiências exaustivas da cidade grande; ou 2ª alternativa, equilibrar minha mente e buscar solucionar os problemas e pensar em novas possibilidades, o que certamente me engrandece e ilumina. 

Nem só de facilidades e boas “coincidências” vivem os Buscadores, pelo contrário, o Caminho é árduo e exige persistência e tranqüilidade. Afinal de contas, a vida é muito curta e temos o grande privilégio ter nascido quem somos, então que isso impulsione a fazer da nossa existência uma experiência alegre. A vida cotidiana mesmo com sua rotina e obstáculos é fonte de sabedoria e agradecimento. Não temos tempo para desespero, conflitos e rancores.