quinta-feira, 10 de março de 2011

A Santa Indiferença


Durante os dias de meditação vipassana ouvimos, como um mantra, a lição de Goenka (mas que também pertence a todos os sábios) sobre a importância da indiferença com a avidez e aversão. Ser indiferente não com aquele aspecto rancoroso, do qual estamos acostumados; a santa indiferença é para o bem de todos.


Esta santa indiferença que requer não beber do veneno do outro nos ajuda a aniquilar o império do eu, o império do ego, além de nos proporcionar uma fonte de verdadeira paz. Aceitar todas as situações que acontecem em nossas vidas com paciência e compaixão é o primeiro exercício para viver em equilíbrio.


Budas e Cristos de todas as religiões deixam as mesmas lições, as mesmas mensagens no seu linguajar culturalmente próprio. Só é possível ver Deus quando não há mais eu. Todos os desconfortos e confortos devem por nós ser aceitas com indiferença. Apenas observe, não reaja. De Goenka a São Francisco Sales: cultive a santa indiferença e não deixe que seu estado emocional saia do equilibrio. Se mantanha sempre equanime.


Sem dúvidas, essa foi uma lição muito importante que mudou radicalmente minha vida, minha conduta perante os sentimentos e sensações ruins.Hoje consigo confiar mais em minhas escolhas e até me relacionar melhor socialmente com as diferenças.

8 comentários:

Raminagrobis disse...

É realmente incrível o poder transformador que tem o simples ato de tomar-se como objeto de observação e simplesmente deixar passar tudo aquilo a que tentamos ilusoriamente nos apegar. Mas como é difícil... Como é difícil ser realmente equanime e compassivo... Mas, por outro lado, como é confortador esse esforço de trilhar esse caminho aberto pelo Buda!
Que você avance no caminho, minha cara!
Metta,

Claudio

Flor Baez disse...

Difícil, árduo, e as vezes até incompreensível. Mas é muito gratificante olhar para dentro e ver a consciência caminhando, tentando, tentando!
Bjs amigo Claudio!

hannysaraiva disse...

"Aceitar todas as situações que acontecem em nossas vidas com paciência e compaixão é o primeiroexercício para viver em equilíbrio."

EXATAMENTE O QUE SE PASSA EM MINHA VIDA AGORA! Perfeito!

Folhetim Cultural disse...

Olá gostaria que visita se meu blog que é dedicado a cultura. Espero que goste nele tenho uma coluna poética aos sábados ás 09 da manhã espero poder contar com sua visita.

Sucesso em seu espaço.

Magno Oliveira
Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
Telefone: 55 11 61903992
E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com

Alexandra Deitos disse...

E por vezes, até conseguimos.... mas tão dá boca pra fora que a coisa toda fica muito pior do que se não tivessemos tentado ser indiferentes.... oh, como é difícil!!

Flor Baez disse...

O grande barato é justamente não ser da boca pra fora! Um exercício para ser praticado todos os dias até a sublimação!
Bjs

Mariana Angeli disse...

Estive em Rishikesh por algunas dias e pude vivenciar esse processo aqui descrito, durante esse tempo. Principalmente o fato de não beber o veneno do outro, de aceitar as situações (e aprender com elas) ter compaixão e paciência. É uma luta... desde que voltei, sinto que Deus tem me enviado situações para que eu tente manter esse equilíbrio. No dia seguinte em que cheguei, meu vizinho tentou acabar com própria vida, eu estava em casa sem poder sair, por conta do trabalho dos bombeiros e enfim... foi complicado! Mas é uma meta chegar lá e manter o equilibrio em todas as situações. Obrigada pelo post.

Flor Baez disse...

Nossa Mariana, como eu vi neste comentário! Você foi para um retiro em Rishikesh??? Como foi essa experiência? Tem conseguido manter o equilíbrio quando voltou a vida???
Eu é que agradeço sua visita e por compartilhar sua experiência comigo!!!!
Bjs