terça-feira, 1 de março de 2011

A síntese de alma (2) Filosofia Perene

Vim compartilhar com vocês um livro maravilhoso que estou lendo, se chama Filosofia Perene de Aldous Huxley. A obra sintetiza os grandes pensamentos dos sábios orientais e ocidentais. É incrível como a essência da mensagem é a mesma proferida por todas essas grandes almas - o aniquilamento do eu, que é um exercício para toda a vida com a prática da meditação.

O amor, a compaixão, a paciência e a tolerância com as diferenças só podem florescer dentro de nós quando abdicamos do culto ao nosso próprio ego. E somente o equilíbrio da consciência podem ajudar a tranqüilizar nosso estado de espírito.

"Se você  deseja tranqüilizar sua mente e restaurar a sua pureza original, deve proceder como faria para purificar uma jarra de água lamacenta. Primeiro, deixe a ficar lá, até o sedimento baixar no fundo, quando a água se tornará clara, o que corresponde a um estado de espírito antes de ser perturbado por paixões maculadoras. Dai, você despeja cuidadosamente a água pura. (...) Quando a mente se torna tranqüila e concentrada em unidade perfeita, então todas as coisas serão vistas, não na sua forma separada, mas em sua unidade, onde não há lugar para paixões entrarem; Ai ela está em pleno acordo com a pureza misteriosa e indescritível do nirvana." 
 
 Surangama Sutra

Incrível também é sincronicidade que acabamos desenvolvendo com outras pessoas. Entrei no blog de um amigo e li uma linda postagem sobre o tema. Fica aqui a dica.

2 comentários:

Brunno Lopez disse...

Acho profundamente válido.
Eu quero acalmar a loucura dos meus dias e das outras pessoas também.

Todos os mecanismos que contribuam para um equilíbrio iminente são minas de ouro!

Raminagrobis disse...

Olá, Flor, obrigado pela referência generosa.
Ainda no sentido da confluência de ideias e ensinamentos, uma breve citação de uma das minhas filósofas/escritoras favoritas: "A bondade está conectada com a tentativa de ver o não-eu (...). Na vida moral, o inimigo é o espesso e incansável ego". Isso é de Iris Murdoch. O caminho óctuplo do Buda não ensina coisa diferente.
Metta,

Claudio