segunda-feira, 18 de abril de 2011

Osho e a meditação


Apesar das críticas e dos críticos, Osho é sempre surpreendente, sempre contestador em seus apontamentos. Ele incomoda algumas pessoas porque descortina toda a nossa natureza desequilibrada instalada no nosso Ser. Osho fala somente daquilo que está ao nosso alcance, sobre o possível: o equilíbrio. Os seus exemplos, de Mulla Nasrudim a outros, são pequenos tapas na nossa cara, mas há aqueles que acordam e admiram e os que se ofendem com a ousadia.

O despertar da consciência é a variável de todos os seus trabalhos (pelo menos os que eu conheço). É preciso morrer o homem velho, cheio de hábitos e vícios para nascer a nova alma, a consciência pura e equânime. Para isso basta estarmos atentos, observar, vigiar e sermos testemunhas do nosso Eu maior, que está muito longe de ser o ego.

Para Osho, a meditação vipassana é uma forte aliada para aqueles que buscam o equilibro, pois ela exige apenas que você observe sua respiração, bem diferente dos outros tipos de meditação que nos propõem visualizações e recitação de mantras. Isso tudo são apenas técnicas de relaxamento, e não meditação. Precisamos sair da superfície e ir em direção ao centro, só que quando estamos com a mente ocupada com esses artifícios ela permanece na superfície, mas de maneira sublime pois nossa mente continua trabalhando, e você deve suspendê-la ao invés de alimentá-la mesmo que seja com doces.

Assoprando: De qualquer maneira é saudável que as pessoas busquem suas formas de alcançar a equanimidade e o despertar da consciência. Obviamente, cada um segue seu caminho, desenvolve suas potencialidades, e é isso que importa.