segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sobre o Infinito desconhecido atrás do armário



Há algum tempo escrevi um livro, um livreto, algo que ainda não fui publicado e estava realmente muito envolvida na história, pois ela era (é) um amaranhado de histórias que vivi, ouvi e inventei. Foi um desgaste emocional muito forte, pois algumas vezes eu sentia tudo que a minha personagem sentia. Estávamos ligadas, nos conhecíamos e ela me cobrava situações, mas para que eu pudesse narrá-las era preciso senti-las e me entreguei. Logo, consegui concluir o livro e venci aquela árdua etapa de dar vida a uma pessoa que nunca existiu concretamente. O problema foi que abandonei, tranquei na gaveta e há pouco comecei a conhecê-la novamente e fiquei encantada, surpresa, como se não fosse eu que estivesse escrito e inventado tudo aquilo.

Agora preciso de força e disposição para iniciar os trâmites burocráticos e tornar o Infinito acessível a todos vocês. Enfim, postar isso é uma maneira de insistir pra mim que é preciso um pouco de pressa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

The Bollywood songs


Para quem curte, como eu, as trilhas sonoras dos filmes Bollywoodianos, segue uma super dica, um blog que encontrei onde você pode baixar as músicas por filme!

Super fácil! Você também pode buscar por décadas ou por título, muito simples.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bharatanatyan de Ananda Jayant




Ontem tive a oportunidade de assistir a uma belíssima apresentação de Bharatanatyan no Teatro Carlos Gomes, na mostra Mudra.  O grupo de Ananda Jayant estava lindo, e os rapazes eram um show a parte. Os movimentos eram geométricos de uma precisão técnica muito envolvente, que abraçava a platéia com sua beleza.

Não é todo dia que o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro, recebe um evento tão especial como esse.  Nós, brasileiros, ainda temos muito a desenvolver com a Índia e intercambiar nossas culturas, que são tão ricas e coloridas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre o desabrochar da flor



As mudanças são sempre apressadas, de repente a necessidade surge e o tempo fica escasso, é sempre urgente, sempre para ontem. Eu, que vivi toda uma vida em apartamento, agora fico deslumbrada e animada em começar uma vida nova numa casa, com quintal, árvores, bichos e todo espaço que só uma velha e nostálgica casa pode trazer. As mudanças trazem novas perspectivas, novos planos e tudo parece ao alcance, porque o ânimo de fazer as coisas acontecerem é incomensurável.
Mesmo com os desgastes emocionais e a cobrança de sair de casa e começar uma história nova, mesmo com um joelho parcialmente deficiente e limitador, meu coração e intuição mostram que a decisão foi sábia, frente às oportunidades e novidades que tudo isso está me oferecendo. 

Os tempos modernos fez que toda a complexidade da vida se tornasse nano (tipo nanotecnologia). Apartamentos compactos com espaços embutidos, pequenos objetos,  pequenos animais domésticos, repetitivos e mecânicos modos de vida e sonhos padronizados.  De repente me vejo num sonho, fora de todo o contexto da capital: uma vista para a mata atlântica, um jardim de inverno como nos velhos tempos, uma cozinha grande típica de Brasil colonial esquecido e a oportunidade de vivenciar uma vida completa, uma realidade que só os filmes antigos mostram e com muito quintal e galinhas ciscando livremente.
Foi-se o tempo em que meus sonhos estavam voltados para habitar às grandes capitais, na correria dos transportes, das multidões, da pressa, da vida mecânica. Hoje idealizo para mim uma vida tranqüila, com um trabalho que complete a alma, com um ar puro, com pessoas simples e ensinando tudo aquilo que aprendi com muito esforço.

De nada me adiantaria ser mais uma neurótica, alienada e ambicionando riquezas distantes, irreais que não preenchem o espírito. Minha bem- aventurança está estacionada na área acadêmica, dentro das universidades, priorizando a aprendizagem e um futuro melhor para os seres humanos. Tudo pode parecer muito utópico, muito longe da nossa “realidade”. Mas tenho certeza que não vim novamente nesta Terra para cometer antigos erros. Precisamos acreditar nas coisas que nos propormos a fazer para que elas se tornem reais, pois a nossa consciência segue um fluxo cósmico, um fluxo natural, que podemos chamar de muitos nomes: deus, energia, natureza, Jesus, Buda. 

Tudo conspira para a nossa realização.Um joelho em recuperação me ensinou a fazer as coisas com calma, pois tudo tem o seu tempo.  [Não posso deixar de citar aqui o nome do Abilio que me apresentou, por mais ironicamente que isso pode parecer, a beleza de toda essa vida.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Das controvérsias do caminho


Um dia desses, conversando com uma amiga, ela me disse que tinha um forte potencial para fazer o mal e que isso provocava nela uma sensação única de prazer. Chegando em casa, parei para pensar nessas energias que canalizamos que podem tanto ser utilizadas para a irradiação do bem como para o seu inverso. A verdade é que o mal é pior para quem o pratica, para quem o cultiva; quem recebe é apenas um canal por onde corre essa energia.
Ultimamente ando muito preocupada em ser coerente e amansar meu coração, que qualquer pensamento que seja negativo precisa ser urgentemente eliminado ou transformado em amor. Por que é disso que as pessoas precisam, e não de mais discórdia e desavença. O mais interessante é que quanto mais embarcamos nesta busca pela serenidade e paz de espírito, mais situações adversas ocorrem e se tornam oportunidades para praticarmos a nossa paciência e compaixão, uma vez que todos os seres merecem uma chance para evoluir em todas as esferas. 

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Acho que meu blog virou um diário dessas minhas experiências espirituais. Não sei se era exatamente esse o caminho que eu gostaria de dar a ele, mas, enfim... Deixo que as coisas aconteçam.