terça-feira, 28 de junho de 2011

O conhecimento e a sabedoria, por Osho


Lendo o livro “Intuição: saber além da lógica”, de Osho, me deparei com uma questão que há muito tempo martela na minha cabeça: Por que as pessoas cultas costumam ser ateístas?

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“Por que terá o homem caído pelo conhecimento? Porque o conhecimento distancia, porque um conhecimento cria um “eu e tu”, porque o conhecimento cria um sujeito e um objeto, o conhecedor e o conhecido. (...) É por isso que quanto mais o homem torna-se culto, menos ele é religioso. Quanto mais instruído um homem, menor a possibilidade de ele se aproximar do todo”.

Quando sistematizamos este conhecimento acabamos nos distanciando dele e criando preconceitos e julgamentos. Uma pessoa que busca incessantemente provas concretas da existência divina certamente irá se tornar descrente, porque estas respostas não habitam propriamente o mundo lógico, o mundo matemático, o mundo dos “cientistas”.  
Esta centelha divina tem moradas divinas, se instalam no amor, na fé.

Assim, Osho diferencia o conhecimento e a sabedoria. Enquanto o conhecimento é apenas uma reprodução de informações e conceitos que acumulamos ao longo da vida, a sabedoria é adquirida através da própria experiência.

Viva os homens sábios!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A dança indiana por Vijay Kulkarni


Kathakali
Vijay Kulkarni é um maravilhoso artista indiano que pintou estas  lindas imagens das danças indianas. Cheias de cores vibrantes e movimentos, as dançarinas parecem saltar da tela, um espetáculo!  

Os quadros fazem parte da exposição do dia da dança, realizada na Índia em Abril de 2011.
Vijay Kulkarni também tem exercido um lindo trabalho de reproduzir em telas as antigas pinturas murais de Ajanta, como uma alternativa de conservar e difundir a arte indiana, tão pouco compreendida mundo a fora.
Veja mais obras de Vijay Kulkarni aqui! 

Manipuri

Bharatanatyan
Kathak

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Centenário de Rajalakshmi


Hoje se comemora o centenário da primeira diretora de cinema do sul da Índia, TP Rajalakshmi, e a segunda do cinema indiano. Ela deu muitas contribuições para a indústria cinematográfica e abriu o caminho para outras mulheres seguirem seu exemplo, num país predominantemente “machista”.

Rajalakshmi nasceu em Panchapakesa Sastri, em 1911 e desde criança mostrou um notável talento para o canto. Aos 7 anos foi prometida em casamento, como costume na época, mas como não eles não possuíam o dinheiro para pagar o dote, seu pai cometeu suicídio. Após a morte do pai, enfrentando dificuldade, Rajalakshmi começou a trabalhar com teatro e mais tarde ingressou no mundo do cinema, onde seu primeiro trabalho foi no filme Kalidas, que fez muito sucesso na Índia e como é tradição, a trilha sonora tinha 50 músicas! :) 


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Casamento Gay em templo Hindu

Notícia publicada no G1



Uma advogada e uma professora, ambas americanas, celebraram nesta segunda-feira (20) o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo realizado em uma cerimônia pública em um templo hindu no Nepal.

A professora universitária Courtney Mitchell, de 41 anos, e a advogada Sarah Welton, de 48, uniram os laços sob as tradições hindu em um templo próximo a Catmandu. Ambas são moradoras de Denver, no estado americano do Colorado.
O Nepal passou recentemente a tomar medidas e aprovar leis que buscam acabar com a discriminação sexual, o que possibilitou a realização da cerimônia.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Arte indiana Madhubani


Durante as minhas pesquisas sobre arte indiana encontrei algumas escolas de pintura no qual me identifiquei muito, e gostaria de compartilhar isso com vocês, já que é uma arte belissíma e pouco conhecida por aqui. Então, ai vai!

Arte Madhubani:
Originária da região de Bihar, o estilo Madhubani era geralmente praticado entre as mulheres desta região que costumavam pintar em paredes barro fresco, mas atualmente tecidos e telas também se tornaram ferramentas uteis do Madhubani. Algumas vezes é possível perceber uma tendência a dimensionar as áreas planas. Não há nenhuma lacuna vazia na arte Madhubani, é uma tendência preencher todo o espaço com cores e símbolos. Objetos naturais e as datas festivas são os principais temas retratados por este tipo de pintura, que não é propriamente uma escola, como conhecemos academicamente. 



Segundo a tradição da pintura Madhubani, é muito auspicioso pintar os muros das casas e o chão, pois os deuses são convidados a entrar em determinadas épocas do ano. Cenas da vida cotidiana também costumam adornar esta arte que também possui uma forte conotação simbólica, como a arte indiana em si. Peixes simbolizam a fertilidade e a abundância, pavão significa amor e serpentes, proteção divina. 


quarta-feira, 15 de junho de 2011

A causa de Swami Nigamanand

Depois de 114 dias de jejum protestando contra atividade ilegal de mineração ao redor do Ganges, morreu o Swami Nigamanand, aos 36 anos, na Índia.  

Nigamanand iniciou uma greve de fome em fevereiro, para salvar o Ganges e  pagou o preço por suas crenças, morrendo no hospital no dia 13 de junho com os políticos indianos e jornalistas alheios à sua causa ou sacrifício. 


Fonte: The Hindu Times

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Picasso da Índia


Morreu dia 9 de Junho o polêmico artista indiano MF Husain, aos 95 anos de idade.  Dentre suas “extravagâncias” ele costumava ir a eventos sociais descalço e pintar deusas indianas nuas! Suas obras são comparadas a de Picasso, é possível observar algumas semelhanças mesmo.  Encontrei um site que o acusa de islamização da Índia e perversão sexual, por conta do quadro Bharatmata. Enfim, na minha humilde opinião ele é um artista e ponto.

Abaixo segue algumas obras de arte de MF Husain.

Bharatmata      
Saraswati nua! 
Ganesha
Holi
       

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sobre a sincronicidade



Quando você está desperto e atento é possível perc eber a sincronicidade atuando a todo instante na sua vida. As pequenas “coincidências” e encontros inesperados são empurrões divinos rumo ao nosso caminho, aquele pelo qual devemos trilhar mesmo que seja contra a nossa vontade.

Quando encontramos alguém conhecido em lugares inusitados pode ter certeza que esta pessoa tem uma mensagem para você, algo que deve ser conhecido. Quando você passa a enxergar o universo e os cosmos como algo orgânico e em movimento é possível apreender que não há ponto sem nó nas ações. Me sinto muito privilegiada por ter conhecido almas tão evoluídas, seres de uma sabedoria incrivelmente iluminada, pois o aprendizado que recebo é imenso e um presente divino.

Enfim, este é um post de agradecimento a todos os encontros que tive com pessoas maravilhosas!  Rubens Turci, Radharani e Tulasi, Claudinha, Clara, Fábio Goulart, Patricia, ufa! Tantos amigos que mesmo distante e "sem querer" vibram na mesma sintonia!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Comunicação Não- Violenta

Ainda não tive oportunidade de fazer este curso, mas uma amiga minha fez e disse que é maravilhoso.

E aqui tem espaço para tudo que seja maravilhoso! Você quer saber o que é Comunicação Não Violenta e deseja saber informações sobre o curso? Então veja o folder abaixo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A dessacralização do mundo


Em tempos primordiais, o ser humano habitava os planos sagrados carregados de valor simbólico. Qualquer ato que alguém se propusesse a realizar havia uma conotação sacra que retirava todo o aspecto funcional da ação. Comer não era simplesmente saciar a fome, havia todo um manejo do solo, preparação ritualística do alimento para que ele pudesse chegar à mesa purificado. Desta mesma forma, o trabalho agrícola foi completamente dessacralizado e extinguiram-se os rituais de renovação da terra, onde se buscava uma harmonia com as energias da natureza a fim de garantir sua vitalidade. E o mesmo se tornou uma “profissão”, algo que habita apenas as dimensões profanas. 

O ritual é responsável por manter tradições acesas e lembrar ao grupo suas origens e a criação do mundo, mas o homem moderno considera os rituais infantis, pois ele já não consegue pensar simbologicamente, sua mente está travada em lógicas, números e pensamentos mecanicistas – uma maldita herança de Descartes e de seu tempo. 

O homem moderno dessacralizou o mundo e suas ações. Retirar o sagrado da esfera humana significa maio facilidade de dominar a natureza e explorá-la para todas as finalidades pessoais, e, sobretudo explorar pessoas. Os cosmos também se tornaram objetos funcionais de onde o ser humano se interessa apenas em retirar suas propriedades, e quando há preocupação, esta é pautada pelo medo da sua própria extinção. É mais fácil destruir florestas e o universo quando Deus não habita mais nenhuma esfera.
Assim é a vida do homem quando ele ignora sua história.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os questionamentos da mitologia

Ler Joseph Campbell e Mircea Eliade é sempre um grande prazer, ainda mais neste período em que vivemos onde teoricamente os mitos estão todos mortos e a maioria (a sempre perigosa maioria) não valoriza as narrativas mitológicas como grandes descobertas do Ser humano. Por isso essas leituras acabam sendo ferramentas que trabalham para o despertar da consciência e voltam nossos olhares para dentro de nós, mesmo que o grupo de alguma forma esteja contextualizado na narrativa.  

As mitologias falam sempre de transformações, de processos mutatórios que envolvem o indivíduo e o grupo. Mas, como sabemos, essas transformações não ocorrem simultaneamente por todo o grupo, e sim particularmente dentro de cada um. É a famosa frase: problemas universais e soluções locais.

O mito só não consegue efetivamente solucionar as dúvidas e responder os anseios humanos porque ainda há quem insista em validar historicamente estas narrativas, e assim todo o seu valor se esvai e cai em descrédito e, sobretudo, em desuso.  

Enfim, aqui fica a dica: leia os mitos como se lessem a vocês mesmos. E não questione sua veracidade histórica, deixa que ele passe sua mensagem na sua pureza, dentro da sua linguagem e com seus símbolos.