quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os questionamentos da mitologia

Ler Joseph Campbell e Mircea Eliade é sempre um grande prazer, ainda mais neste período em que vivemos onde teoricamente os mitos estão todos mortos e a maioria (a sempre perigosa maioria) não valoriza as narrativas mitológicas como grandes descobertas do Ser humano. Por isso essas leituras acabam sendo ferramentas que trabalham para o despertar da consciência e voltam nossos olhares para dentro de nós, mesmo que o grupo de alguma forma esteja contextualizado na narrativa.  

As mitologias falam sempre de transformações, de processos mutatórios que envolvem o indivíduo e o grupo. Mas, como sabemos, essas transformações não ocorrem simultaneamente por todo o grupo, e sim particularmente dentro de cada um. É a famosa frase: problemas universais e soluções locais.

O mito só não consegue efetivamente solucionar as dúvidas e responder os anseios humanos porque ainda há quem insista em validar historicamente estas narrativas, e assim todo o seu valor se esvai e cai em descrédito e, sobretudo, em desuso.  

Enfim, aqui fica a dica: leia os mitos como se lessem a vocês mesmos. E não questione sua veracidade histórica, deixa que ele passe sua mensagem na sua pureza, dentro da sua linguagem e com seus símbolos.

5 comentários:

Raminagrobis disse...

"O mito é o nada que é tudo", já dizia Pessoa.
Grande abraço, minha cara!

Vera Lúcia disse...

Os mitos são uma rica contribuição para a educação. Adorei o texto!

Mariana Angeli disse...

"Enfim, aqui fica a dica: leia os mitos como se lessem a vocês mesmos. E não questione sua veracidade histórica, deixa que ele passe sua mensagem na sua pureza, dentro da sua linguagem e com seus símbolos."
Disse tudo! Que assim seja...

ionelmuscalu disse...

Mircea Eliade este roman si are o mare importanta in cultura romaneasca. Ma bucur sa vad ca este iubit si de catre dumneavoastra.

arKana disse...

Mircea Eliade, o meu vício de leitura preferido! hoje comprei o livro dele sobre xamanismo, finalmente!
Sobre o mito, o eterno retorno que tantas vezes se repete e que é acultural. Como disse a Mariana, disseste mesmo tudo.