terça-feira, 26 de julho de 2011

Cultura Indiana em Foco

Olá amigos, 

Do dia 03 a 07 de Agosto será realizado pelo Shiva Studio, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro) o evento Cultura Indiana em Foco, com palestras de Yoga e Ayurveda e apresentação de filmes e dança indiana. Haverá atendimentos gratuitos de massoterapia e o lançamento do novo CD de Ananda Jyothi, Mantra Tropical. 

Esperamos vocês lá!  


segunda-feira, 25 de julho de 2011

O dia fora do tempo no calendário Maia

Hoje é o dia fora do tempo, segundo o calendário maia que se baseia em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de Fora do Tempo. Reza a lenda que hoje é o dia de nos libertarmos de comportamentos e estados de consciência nocivos e também de perdoar aqueles que nos ofenderam e magoaram. 

 
Muito interessante descobrir isso agora, pois já estava sentindo o dia diferente do normal. Hoje devemos nos sentar para meditar e celebrar este dia com os amigos e as pessoas que amamos.

Se você quer conhecer mais o calendário Maia e o dia Fora do Tempo, acesse o site do Calendário da Paz!

Indicação de Pat Olivieri! :) 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O templo de Meenakshi

O templo de Meenakshi, situado em Madurai, é sem dúvidas um dos mais bonitos da Índia. Com uma multiplicidade de cores e formas, o templo está com uma programação muito interessante:com o intuito de redescobrir e valorizar o patrimônio, estão organizando uma gincana no templo, aonde as pessoas irão se dividir em grupos e ir buscar pistas sobre sua história, é claro com a orientação de um historiador que irá conduzir a brincadeira. 

Já que nós não vamos participar da gincana, podemos virtualmente apreciar a rara beleza do templo de Meenakshi! 






Impossível escrever esta postagem e não lembrar da minha doce Meenakshi que faleceu em fevereiro! Ah, que saudade dessa fofura!


quarta-feira, 20 de julho de 2011

O segredo de Maya



 Li uma linda história sobre maya no livro “Mitos e Símbolos na arte e civilização da Índia”, de Heinrich Zimmer. Sempre me perguntei o que afinal de contas é maya, além da cortina de ilusões que cegam nossos olhos e de repente me surpreendi com esta linda história indiana, que conseguiu me explicar pelo coração o que significa maya. 

Vou resumir: 

Havia um devoto exemplar chamado Narada, ele passava horas a fio em meditação profunda quando um dia, Vishnu pessoalmente veio falar com ele e disse: -Você pode me fazer qualquer pergunta! Narada então perguntou: Senhor, qual é o segredo da tua maya? 

-O seu pedido é muito audacioso, mas vou lhe mostrar o segredo de minha maya. 

Os dois foram caminhando pela floresta com um sol muito forte e escaldante pesando em suas cabeças, quando a sede bateu em ambos e Vishnu pediu que Narada fosse à vila mais próxima buscar um copo d’ água. 

O devoto caminhou um longo percurso até que encontrou uma casinha bem simples de uma família camponesa. Ele bateu na porta e uma linda jovem o atendeu com uma calorosa receptividade. Logo depois chegaram seus pais e o convidaram para entrar, parecia que eles eram amigos de longa data. Jantaram juntos, riram e Narada pediu a mão da jovem em casamento. 

Os dois casaram e vivam muito felizes! Tiveram três filhos e doze anos depois o sogro morreu, deixando a Narada o dever de cuidar com apreço da casa e da família. Até que um dia chuvas torrenciais chegaram ao vilarejo e água começou a entrar em casa. Desesperado, Narada segurou a esposa num braço, dois filhos no outro e o terceiro filho nas costas. Atravessando uma forte correnteza que havia se formado, Narada cambaleava, quando de repente o filho que estava nas costas escorregou. Desesperado para salvá-lo ele acabou largando a esposa e os outros filhos. Todos foram levados pela correnteza e mortos. 

Já passado algum tempo, Narada, que estava desmaiado, acordou desesperado, chorando muito, quando de repente avistou Vishnu que disse: - Narada, cadê a minha água? Estou esperando há meia hora! Entendeu agora o segredo de minha maya?  

Linda história! E vocês, entenderam o segredo de Maya???

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os símbolos de Ganesha

Achei essa imagem com os significados dos emblemas de Ganesha no site da amiga Soraia! É muito interessante, simples e didático. Espero que gostem! 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A síntese da alma (2)



A vida vai nos levando para cantos e esconderijos inimagináveis, de repente estamos no caos ou na paz profunda que mais parece o sonho da morte.  As ausências da minha vida estão cravadas nas árvores e nesta relação estranha que eu tenho com a natureza, que me faz sonhar em me tornar uno com ela e sua diversidade.  Ansiosa para chegar o momento em que seremos uma coisa só, uma constante pulsação e alma.

Na maioria das vezes eu penso em viver numa árvore, penso numa vida tão simples que se torna impossível, irreal.  Quanto mais longe estou, seja em corpo ou pensamento, pareço voar como uma pena e já não tenho controle sobre os sentidos.

Me sinto densa e condicionada dento deste corpo tão limitado.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sigur Rós para desconhecidos



Não tem muito tempo que conheci através do fascinante blog Povos da Música a banda islandesa Sigur Rós, que segundo Wikipédia a pronúncia é: "si ur rous".
A sensação que eu tenho quando coloco o fone no ouvido é de estar viajando em mundos coloridos de muita luz. É praticamente indescritível falar sobre as sensações, mas garanto que o álbum Takk provoca coisas muito boas.
De repente me imagino fazendo viagens intergalácticas, como se meu corpo fosse só um vento errante. 

Encontrei esta passagem na Folha online que descreve um pouco da maravilha de ouvir Sigur Rós:

“O som desses quatro jovens islandeses, que têm em média 25 anos, sempre vai ser para mim a trilha sonora do fim do mundo. Ou, se você preferir, numa visão mais feliz, a do começo do mundo, do Big Bang em si. Exagero? Pode ser, mas a verdade é que não dá para ouvir Sigur Rós e não pensar em algo extremo.”

Além dos sons que se assemelham muito aos mantras “new age”, os islandeses criaram sua própria língua para compor suas músicas!

Para baixar os álbuns do Sigur Rós, acesse o blog Povos da Música 
Lá tem músicas regionais, folclóricas e de toda parte do mundo! Tenho coletado preciosidades! 

Foto de Pandiyan

A surpresa de Pandiyian


Apenas 13 dias e uma noite de insônia. A surpresa ainda vai bater na porta, mas em quem falta coragem as histórias terminam pela metade.  Os riscos no meio do caminho ainda ventilam na barriga, mas a vontade é muito mais. 

Olhando a brevidade da vida (afinal de contas, o que são 80 anos?) não me faltam asas para seguir voando e desviar daqueles caminhos tortuosos que a sociedade e meia dúzia de gatos impõem.  No final, todo mundo sabe o que te espera na soleira da porta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A tarde de inverno


Era mais uma tarde de inverno. Eu caminhava lentamente olhando para as árvores sabendo que o meu destino estava bem ali na frente. O ar que eu respirava era tão puro que chegava a preencher o corpo todo, parecia flutuar entre a floresta e o sol. O paraíso está bem ao alcance, mas para adentrar é preciso coragem, é preciso desapego. A minha vida já não é mais a mesma, e as palavras que uso são novas, assim como os vírgulas que agora chegam antes do ponto final – finalmente! 

Eu caminhava lentamente olhando para as árvores. Eu respirava quase sorrateiramente, porque o ar era muito. Eu caminhava porque sabia que estava chegando e quando eu abri a porteira a primeira coisa que vi foi a camélia branca, branca como o infinito e a pureza. Logo depois o abacate, a aroeira, a água limpa, as orquídeas, os gatos, o periquito, os micos, o esquilo, a sementeira, a minha vida que escondi na gaveta e deixei pra depois.

Eu caminhava lentamente olhando para as árvores. 

Para Marília Bonna

Foto:Pandiyan 

Donos casam macacos em segredo na Índia

As autoridades da Índia denunciaram nesta quinta-feira (7) um grupo de aldeões que casaram em segredo dois macacos seguindo o protocolo do matrimônio tradicional indiano no oeste do país.

O casamento dos macacos Raju e Chinki aconteceu na madrugada de quarta-feira, apesar da proibição dos oficiais florestais, que haviam qualificado o fato como uma "atrocidade", de acordo com fontes citadas pela agência indiana "Ians".
"Não sabemos por que os casaram, mas denunciamos os proprietários e eles serão multados", afirmou à Agência Efe o chefe do Departamento Florestal da turística região do Rajastão.

As respectivas famílias humanas de Raju e Chinki haviam planejado um casamento com todas as honras: o simiesco namorado seria transportado em cavalo até a casa da namorada, na aldeia de Talwas, no distrito de Bundi.
Mas a cerimônia, qualificada como um delito contra a natureza, foi proibida pelas autoridades regionais, e os aldeões decidiram nesta madrugada levar os macacos a uma floresta próxima e casá-los em segredo.
"Eu fui ao casamento. Seguiram quase todos os rituais (hindus), inclusive as sete voltas na fogueira e os votos matrimoniais", declarou à "Ians" um aldeão.
Quando os oficiais chegaram à aldeia, o casamento já tinha sido consumado, mas a polícia capturou os noivos e os levou ao zoológico de Kota, segundo informou à Efe uma fonte da policial.

O proprietário de Raju, Ramesh, disse à agência indiana que tinha treinado o macaco "para se comportar como um humano", e que enviou convites do casório para mais de 200 pessoas, após obter o sinal verde da família de Chinki.
"Planejávamos trazer Chinki para nossa casa após a cerimônia", acrescentou Ramesh - na Índia é costume que a jovem esposa passe a viver com a família de seu novo marido após o casamento.

No hinduísmo, o macaco é um animal bem considerado e existe um deus, Hanumán, que é representado como um símio e conta com uma grande massa de fiéis por todo o norte do país, mas não é raro que estes animais sejam usados em espetáculos de rua.
Tanto a polícia como os oficiais do Departamento Florestal afirmaram que o casamento é um fato "muito estranho" e que nunca tinham visto nada parecido, o que levanta suspeitas que a cerimônia foi organizada por mero divertimento.

Fonte: G1

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Meditação Vipassana no dia a dia


Estou com uma vontade arrebatadora de voltar ao Dhamma Shanti. Ouvir a voz grave do Goenka, o silêncio, o confronto com a mente e o todo que faz da Vipassana a técnica de meditação mais respeitada e efetiva que vivenciei nesta humilde vida. 

Não tenho conseguido manter diariamente as duas meditações, mas me esforço para praticar pelo menos uma vez ao dia, pois afinal de contas meditar é um exercício da consciência e exige que a pessoa tenha disciplina para perceber sua evolução e os benefícios que ela traz. 

Uma das maiores vitórias foi ter amansado o ego, tenho pensado mais nas coisas e situações em esferas universais. Difícil tarefa, ainda mais quando alguém pisa no seu calo. Mas já consigo compreender que precisamos passar por determinadas situações e delas tenho tirado todo ouro. Presto atenção em todas as mensagens que recebo das pessoas, cada encontro, cada gesto eu contextualizo de forma ampla para entender esses segredos do “acaso”. 

Outra bagagem que trouxe da meditação Vipassana foi o silêncio. Procuro sempre medir as palavras e não falar tudo o que penso para todas as pessoas, avalio se aquilo terá alguma importância na vida do outro se será apenas um capricho individual. E assim, a vida foi ficando cada vez mais de minha responsabilidade. E como dizia Osho, a maturidade é a responsabilidade de ser você mesmo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Trilha Sonora "Na natureza Selvagem"


Já tem algum tempo que vi o filme “Na Natureza Selvagem”, mas até agora não consigo parar de ouvir a trilha sonora do Eddie Veder. Quando ouço as músicas é como se tudo ficasse mais bonito, mais empolgante. Outra trilha sonora que também deixa o mundo mais belo é do filme Fabuloso Destino de Amelie Poulain! Encantador.

Para quem está procurando onde baixa a trilha sonora do filme “Na natureza Selvagem (Into the Wild”, eis aqui l o link disponível. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comatrix, Facha e a desvalorização do ensino e do Ser

Hoje quando cheguei no trabalho, soube pelo colega Lucas Dullory que 17 professores da FACHA (instituição onde eu estudo) foram demitidos, incluindo minha orientadora.
Na mesma hora fui buscar essas informações, esperando que fosse mais uma intriga, mais uma fofoca descabida. Porém, dei de cara com a porta. Realmente, 17 professores foram demitidos e quando meus olhos passeavam pelos seus nomes as lágrimas escorriam com pressa dos meus olhos. Grandes mestres que  contribuíram imensamente para a minha formação, não só técnica mais do Ser, foram demitidos por telegrama! Pasmen, a falta de respeito. 

Fui prejudicada, pois minha monografia sobre os “Aspectos do sagrado na Arte Indiana Clássica” estava sendo orientada pela única professora de artes da FACHA que, assim como eu, tinha o brilho nos olhos quando falava da Índia: A Rosângela Ainbinder. Maravilhosa professora, grande entusiasta e amante fervorosa das artes! Rosângela, que não deixou de atender nenhuma dúvida, nenhuma crítica! Que se emocionava falando da arte grega clássica! Que me incentivou a buscar um mestrado, que me enriqueceu intelectualmente e me ensinou a olhar com respeito e reverencia todas as manifestações artísticas.

Também fica a saudade do professor Drauzio! Que fala sozinho pela rua, que fazia os alunos rirem e entender as contradições filosóficas! Que atendia seus alunos com motivação, com amor e carinho!
E tristeza pelos outros professores maravilhosos que foram embora! E pêsames para aqueles que ficaram e terão de assistir calados o naufrágio pedagógico da Facha.