domingo, 30 de outubro de 2011

Exposição "Índia" CCBB

Está rolando no Centro Cultural Banco do Brasil a exposição "Índia"que  que abrange 3 mil anos da cultura indiana, da antiguidade à contemporaneidade e fica até dia 29 de Janeiro! É bom mesmo, pois em um dia eu não consegui ver tudo com calma. 


Quem não mora no Rio de Janeiro pode ver a exposição por aqui.Trajes, pinturas contemporâneas, esculturas e objetos que fazem ou faziam parte do dia-a-dia dos indianos.


Ah! Na parte de dança indiana, o Kathak não constava como dança clássica indiana! Pasmem! :( 

Pente com episódios do Kama Sutra





Traje indiano masculino de casamento
Terracotas de Tamil Nadu
Kathputli (Teatro de Bonecos do Rajastão







Sim! Isso é arte indiana contemporânea 


Instrumentos musicais indianos

Saree de casamento


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apresentação de Dança Indiana em Miguel Pereira-RJ

Quem mora no Rio de Janeiro não pode perder a apresentação de Dança Indiana, em Miguel Pereira! A Cia. de Dança Susane Travassos sobe a Serra no dia 12 de Novembro, às 19h.

sábado, 22 de outubro de 2011

Clube do Livro: Amit Goswami, O Ativista Quântico

Terminado o livro “O Ativista Quântico”, de Amit Goswami, e o tema em que mais me tocou, foi a nossa triste educação liberal, a raiz de toda crise existencialista que sofremos atualmente. Mas Amit ensina: a consciência molda a realidade. Logo, temos múltiplos mundos de possibilidades para fazermos nossas escolhas e alterar o ambiente em que vivemos. Para isso, escolha sempre o novo. Não permaneça fazendo escolhas condicionadas por experiências anteriores, pois assim você afasta a possibilidade do novo, da criatividade, do salto quântico. Qual sorvete você quer: creme ou chocolate? Não escolha mais entre o zero e o nada! Saia da zona conhecida: explore novos significados, novas possibilidades de consciência.

O primeiro ponto é: Nossa educação apenas nos prepara para empregos, ignoram todas as possibilidades de processar novos significados de Ser, o que resulta numa maioria de seres humanos doentes que ganham a vida de modo que não há mais espaço para se ocupar com questões de verdadeiro significado e relevância. A educação não inspira. As pessoas estudam para obter um diploma e se preparar para o concorrido e desleal mercado de trabalho.

“Hoje, perdemos de vista essa elevada meta evolucionária. A educação perdeu o significado e o valor como forças motrizes, e tornou-se um treinamento para empregos.” Viver corretamente significa que “Seu modo de vida deve propiciar sua própria jornada pessoal da criatividade e transformação. Deve proporcionar-lhe mais tempo para relaxar e Ser.”

A culpa foi inserida na nossa consciência há muito, muito tempo atrás, e hoje a cultura contemporânea só faz afirmar que devemos Fazer-fazer-fazer. Mas é preciso: Fazer-Ser-Fazer-Ser (Do-be-do-be). Não podemos abrir mão da nossa paz, harmonia e felicidade. E buscar aquilo que o Bhagavad-Gita chama de Karma-Yoga – a transformação pela ação social! Que nossos instrumentos de trabalho transformem, ajudem, oriente as pessoas em suas jornadas evolucionárias. Não podemos mais ficar restritos a ambientes e tarefas que atrofiem nosso potencial humano.

Para motivar: “Se mesmo uma pequena fração da humanidade se inspirar e mudar, a mudança virá para todos.  

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sobre a arte indiana clássica

Pela 1ª vez estou compartilhando trechos da minha monografia sobre "Os aspectos do Sagrado na Arte Indiana Clássica", orientada pela profª Rosângela Araújo.  Quem quiser ler na íntegra é só solicitar o material através do e-mail papricadoceblog@gmail.com


(...)

Na Índia clássica não existe arte por ela mesma como sempre foi no ocidente, o artista deve obedecer sistematicamente os cânones que revestem a produção da obra de arte, e assim deve receber dos deuses a inspiração perfeita para por em prática a imagem do inimaginável, após práticas de meditação e yoga que o artista deve se submeter. A imagem serve como um diálogo entre quem contempla e o próprio deus, que é convidado a encarnar na obra depois que ela está pronta[1], fugindo do estereótipo de pura adoração, para uma relação de unidade com o elemento figurativo. Uma cerimônia religiosa é preparada para conceder vida à imagem, que será utilizada como um veículo espiritual. Arte indiana, sobretudo a hindu, assim como em todos os campos sociais e culturais, também foi unificada dentro de um complexo coercitivo, típico da tradição indiana, que visa manter sob controle toda a diversidade, ou mais do que isso: buscar a unidade dentro da diversidade. Assim como as tarefas sociais são regidas pelo dever das castas, a arte também é sempre mantida dentro dos cânones que conduzem sua produção.  Ainda que todo o processo criativo seja completamente distinto da maneira ocidental de viver e fazer arte, a estética indiana teve lentamente sua evolução, que foi marcada pelas transformações sociais e históricas do país, dificultando a sistematização cronológica da arte em si mesma. Seu progresso não foi marcado simplesmente pela questão técnica intencional, mas sim por necessidade de evolução das formas e do pensamento indiano em si, que foi se tornando cada vez mais complexo com a sistematização das filosofias e influências de outros povos.

Toda a influência estrangeira foi de certa forma, “indianizada” pelos artistas indianos, que buscaram reunir todo o manancial de influências dentro da sua cultura, a fim de formar uma identidade artística própria e equivalente a suas crenças e costumes. De certa maneira, eles tentam manter sob controle tudo o que é diferencial com o intuito de causar nos indivíduos a sensação desejada por eles, vide a história de Buda e como a Índia hindu remanejou os papéis simbólicos originários da tradição budista. Após a rejeição por seu sistema filosófico, houve uma inserção do Buda dentro dos avatares de Visnu já antes previstos para encarnar na Terra. É a concretização do famoso ditado “se não pode derrotar seu inimigo, junte-se a ele”. Destaca-se no povo indiano a capacidade de sintetizar as informações e influências vindas do estrangeiro, que apesar das adaptações realizadas para serem inseridas como elementos próprios da Índia, são recebidos com admiração e comoção pública.


[1] AUBOYER, Jeannine, Mundo Oriental. Editora Expressão e Cultura, São Paulo, 1966.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sobre as técnicas de meditação

 Existem muitas técnicas de meditação, algumas utilizam de mantras, mudras e visualizações com o objetivo de facilitar a concentração da mente. Eu, particularmente sou adepta da meditação Vipassana, que não emprega nenhum desses recursos citados, apenas com a atenção focalizada na respiração- o anapana, todo o trabalho acontece. E com a prática diária fica cada vez mais natural entrar em estado meditativo, e o ego parece não mais comandar nossa mente. Simplesmente flui.

Quando alguém não habituado a pratica da meditação me pergunta ou questiona o que ela é e onde está minha consciência, não consigo empregar as palavras corretas para explicar, talvez elas por si só sejam por demais conceituais e cristalizadas para dar forma àquilo que não tem forma. As palavras são muito úteis e ricas para elucidar situações materiais, mas quando o assunto é o incognoscível elas se dissolvem. Isso não quer dizer que a meditação desafie a capacidade intelectual das pessoas ao ponto de estar fadada a incompreensão, mas talvez ela não esteja preocupada em se despir de maneira gramatical. Para entender a meditação é preciso senti-la, é preciso sentar, esvaziar a mente, amansar o ego, ter disciplina, e nos tempos de hoje as pessoas não querem se dar ao trabalho disso, algumas poucas migalhas satisfazem o intelecto ávido por colecionar apenas definições e não experiências.

É nítido como hoje a meditação é discutida em todos os meios, mas poucos são os que se deixam ser transformados por esta sabedoria milenar – um voto silencioso de coerência, que em grande parte é formado por pessoas como nós, que estudam, estudam, estudam as técnicas de meditação, decoram infinitos nomes em páli e sânscrito, fazem questão de dizer em bom tom sobre os benefícios da meditação, mas ainda praticam os mesmos vícios comportamentais sem se esforçar na mudança. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Clube do Livro: Tarthang Tulku, Gestos de Equilíbrio

Sempre anotei os livros por mês, e costumo sempre fazer uma avaliação das obras e do meu entendimento sobre a leitura. Afim de não deixar que este hábito morra, resolvi compartilhar com vocês e assim me comprometer a dar continuidade na prática.

Terminei de ler o livro Gestos de Equilíbrio, de Tarthang Tulku, Lama-chefe do Centro Tibetano de Meditação Nyingma. Sem dúvidas uma das obras mais tocantes e completas que já li, pois me deparei com soluções para os meus conflitos nesta jornada de Busca.

O livro mostra que o Caminho é dificultoso, porém quando aprendemos a lidar com os nossos desgostos, a idéia romantizada da espiritualidade se esvai – existem mais espinhos para retirar do que flores para colher. Assim como grandes mestres, Tarthang Tulku nos ensina a  desenvolver a atenção plena, pois desta forma qualquer ação pode se tornar uma meditação. E desmistifica a concepção de que a meditação é simplesmente acender um incenso, sentar num local tranqüilo e abstrair pensamentos. A meditação pode Ser a qualquer instante desde que estejamos atentos, com a nossa percepção natural constante e valorizando o potencial de iluminação em cada momento.  (MESMO NAS AÇÕES COTIDIANAS DA VIDA)

O capítulo que mais me envolveu do livro Gestos de Equilíbrio foi o “Transmissão”, que discorre sobre o relacionamento entre mestre e discípulo, algo que nosso sistema educacional (um tanto decadente) se esqueceu de nos ensinar. Estamos preocupados em acumular o maior número possível de teorias e técnicas esquecendo que a experiência direta é na verdade tão precioso, tão necessário. De resto é tudo mera erudição para alimentar o insaciável ego.

O mestre é aquele que indica caminhos e partilha com gratidão e amor sua sabedoria. Mas no nosso caso,  que vivemos num ambiente em que encontrar mestres é uma missão quase impossível, Tulku ressalta: “Podemos, então, meditar bem e a própria meditação toma conta de nós e torna-se nosso mestre. Finalmente, nosso melhor mestre somos nós mesmos. Quando estamos abertos, atentos, alertas, podemos guiar-nos corretamente.”

“À proporção que desenvolvemos a meditação, já não precisamos apoiar-nos em explicações intelectuais para justificar quem somos, pois a nossa auto-identidade redutora se dissipa, como o nevoeiro tocado pela luz do sol.”

“Desenvolver a confiança e animar-nos, compreendendo que as nossas vidas são muito preciosas e que a nossa experiência comum é o verdadeiro caminho do conhecimento.”

“Começamos a transcender as nossas tendências dualísticas desenvolvendo estabilidade e equilíbrio, e compreendendo que a verdade espiritual se encontra em nós mesmos e em nossa vida cotidiana.” 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Erro de Malware no google

Amigos, vim pedir desculpas pelo erro de malware que ocorreu no blog. Na verdade isso não foi um vírus real e sim um erro da google que prejudicou cerca de 80% dos blogs hospedados no blogger, inclusive o meu. 


Fiquei muito chateada pois isso espantou meu amigos e leitores do blog, mas já passou! Anicca! A lei da impermanência é uma linda certeza nesta vida! 


Sejam bem vindos novamente e mil perdões! 
Com amor,