sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Rota Mágica: Embarcando para Índia (4)

Hoje nós embarcamos e esta última semana por aqui fui me despedindo de tudo, de todos, da forma como deu. Despedida porque eu sei que a Flor que embarca hoje não é a mesma que retorna. Algo morre e outro algo nasce, é isso que diz meu coração. É muito difícil colocar em palavras tudo que estou sentindo, mas ontem sentei com meu primo Raphael e simplesmente consegui dizer tudo pra ele! Quero ultrapassar todas as fronteiras do desconhecido, do incognoscível e da materialidade. Mas é um querer que não beira a insistência. Que tudo flua. E como me desejou o amigo Claudio, que eu encontre o que eu procuro!


Faltam poucas horas e ainda não comprei os remédios que preciso levar e os cadeados para proteger a mochila. Abilio está lá no meio do mato, trabalhando e ainda não desceu. Bate um medo de perder o taxi, o voo, a viagem, e tudo. Sem contar dos problemas de casa que ainda não foram resolvidos. Ai, ai, ai. Quer nervoso. 


Este é meu último post daqui. Não sei como será a conexão e a comunicação. Mas vou fazer o possível para em algum momento poder escrever alguma coisa, mandar notícia. 


Ah, o melhor foi ver os meus familiares e amigos. Fabiano, que saudade! 


Vou me despedindo com o poema que minha grande amiga Maiana fez, olha que lindo! 


Querida amiga das terras de Miguel
Pra te mostrar como sou prendada
Te respondo com esse cordel
Àquele de quando fui atropelada

Apesar de me abandonar nessa cidade
Essa sua viagem me deixou contente
E como reconhecimento à minha amizade
Quero uma montanha himalaiesca de presente

Mas nada de perfume francês
Quero tabla para uma sonata
Um sári de dar volta ao mês
E um bom queijo Vindânata

Quando entrar no avião
Se achar que não agüenta
Pegue o Abílio pela mão
E se concentre com a voz do Goenka

Pra tu deixar de ser mané
Fica aí a dica da Maiana:
Esconda os óculos debaixo de um boné
E leve um cacho de banana

Vou ficar com saudade
Mas vai dar tudo certo, amiga pilantra
Quando voltar, já terás seriedade
Para arrotar um Coke´s Mantra

Desculpe essa pirambeira de versos
Desprovidos de quaisquer belezas
Fico aqui sentada, rezando meus terços
Já ansiosa para ouvir suas proezas

Da próxima vez também vou
Viajar com esse casal poliglota
Vou ganhar dinheiro fazendo um roquenrou
Ou pegar um empréstimo com o agiota

Para aumentar a sua coragem
Uma última coisa vou lembrar
Irá ter dois trabalhos nessa viagem:
Um de ir e o outro de voltar



Maiana 

Um comentário:

Adriana Borghi disse...

Você foi para a Índiaaaaaaaa?
Que mágico!!!
Posta fotos e conta tudo pros seus blogueiros de plantão, flor!!!


Beijooo