sexta-feira, 2 de março de 2012

A síntese da Alma (3)

By Omkali
Tem dias ou momentos da vida em que perdemos o sentido das coisas, e nos sentimos desnorteados, perdidos pelo caminho e massacrados pela dinâmica da vida - como é curioso o seu poder de impermanência e inconstância. Lembro no dia quando eu li o livro "Mitologia Oriental", de Joseph Campbell eu estava sentada numa cadeirinha no quintal de casa, lendo em voz alta para o meu marido e o sol era ameno e o vento fresco. E algum momento me deparei com a passagem, mais ou menos assim: Uma vez iniciada a jornada não há mais volta. Quando li isso meu coração se encheu de alegria e eu ria, ria como uma criança. Não há mais volta. 

Então, o que acontece quando de repente não mais do que de repente as coisas perdem o sentido, perdem o rumo? Dei uns passos pra trás nesses últimos tempos de viagem e muito fiquei me cobrando por isso, me sentindo culpada e tentando enxergar as coisas com as mesmas lentes do passado. Será que eu tinha que ler tudo de novo? viver tudo de novo? Não sei. Sei que hoje num lapso nada confortável o sentido voltou a habitar nas minhas escolhas, pelo menos. Quando a gente sai da nossa rotina a vida parece confusa e estou tendo um trabalho de realmente colocar tudo no lugar, não só as tralhas e objetos, mas tudo aquilo que eu vivia. O trabalho é grande, mas mão a obra! Nunca é tarde para tentar, para colocar em prática e começar tudo de novo. Acho que é isso, acabei de descobrir: começar tudo de novo. É isso que vou fazer daqui pra frente, porque com esforço tudo é possível.

Para aprender é preciso sair da zona de conforto. 

Um comentário:

Damodara V. disse...

Isso é a vida! Nem sempre em linha reta, mas com muitos aprendizados para florir nossa alma sedenta!

força, força, força