quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sorteio do Livro Shantaram


Neste exato momento terminei a leitura do livro Shantaram, de Gregory David Roberts, da Editora Intrínseca. Sem dúvidas o melhor romance que já li na vida, cheio de emoções, de surpresas e que nos permite vivenciar situações que jamais teríamos a coragem de viver. O livro conta a história do seu próprio autor, um fugitivo australiano que vai para Índia se camuflar no meio de tantas pessoas e de repente já está completamente envolvido pela dinâmica de Bombaim, a máfia local e até mesmo, acreditem, os estúdios de Bollywood. 

Sabemos que Gregory, o nosso Limbaba, como é chamado pelos amigos, é um criminoso. Mas nem por isso hesitamos em acompanhá-lo na sua saga cheia de complexidades, contradições e aventuras. É um anti-herói, e eu adoro os anti-heróis, porque eles não têm medo de dizer o que pensam, são autênticos e verdadeiros mesmo que dentro das suas próprias dúvidas. 

Quando Limbaba chega à Índia ele consegue por um tempo se sustentar num pequeno hotel, sem luxos. Mas como a vida é regida pela impermanência, não demora muito e ele estava morando numa favela em Bombaim. Nem mesmo o melhor dos turistas, que visita a Índia com regularidade, seria capaz de absorver o grande espírito indiano, que Limbaba nos relata. A sensação, pelo menos para mim, que fui à Índia, é de "como assim, eu não percebi nada disso?." 

E muitas histórias acontecem, surgem, aos nossos olhos. Limbaba foi preso, foi para a guerra no Afeganistão e mil e uma aventuras que eu poderia contar a vocês, mas não vou! Quero que você leia a história! E como a Editora Intrínseca me mandou 2 exemplares, um pode ser pra você! Vamos sortear aqui no Blog! 

Então, para participar você deve residir em território brasileiro, seguir o blog e preencher o formulário abaixo e só! No dia 20 de Junho irei realizar o sorteio através do sorteador!

P.S - PODEM IGNORAR ESTA "PERGUNTA DE EXEMPLO 2"

domingo, 13 de maio de 2012

Da beleza de fazer o bem sem esperar recompensas


Me deliciando com o livro Shantaram, de Gregory David Roberts, da Editora Intrínseca (o qual vamos sortear um exemplar aqui no blog em Junho), me deparei com um trecho muito bonito e reflexivo sobre gentileza. O protagonista do livro, morando numa favela em Bombaim, é sempre surpreendido com pequenas e discretas gentilezas anônimas: de baldes de água quente a apetitosas refeições, que poderiam ter vindo de qualquer casa da favela, mas jamais ele saberia ao certo quem era o autor. São gestos de gentilezas anônimas e assim todos se ajudavam. 

E de muito ficar refletindo sobre o assunto, pensei que a verdadeira caridade que praticamos perde sua autenticidade amorosa quando sentimos a necessidade de contar aos outros. Como se todos precisassem saber das nossas boas ações. Não que os atos meritórios devam ser mantidos em profundo sigilo como um crime, mas muito do contar carrega em si, mesmo que inconsciente, o desejo de ser reconhecido pelas nossas virtudes. 

O melhor bem que podemos fazer aos outros, é fazê-lo em silêncio, amorosamente sem esperar em absoluto nada em troca. Tudo o que fazemos esperando congratulações e recompensas só pode gerar sofrimento e frustração. O silêncio combina com tudo, e inclusive com as gentilezas, que anonimamente se tornam mágicas, pequenos milagres na vida de alguém. 

Como já dizia Sêneca: "Que se cale aquele que fez um benefício. Que o divulgue aquele que o recebeu."

O que vocês acham?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Transformação Natural



"Se você deseja uma transformação natural e fácil nos seus hábitos, comece o dia com meditação.Escolha um local adequado e pratique todos os dias tanto quanto possível. Leia algo sobre o conhecimento espiritual e plante as sementes, no seu subconsciente, de uma nova maneira de pensar e viver. De manhã cedo, a mente tem alta capacidade para absorver conteúdo, por isso procure preenchê-la com informação poderosa para o eu e deixe o jornal para mais tarde. Durante o dia, a cada hora, faça um minuto de reflexão para verificar a qualidade dos pensamentos e, se precisar, mude os pensamentos para melhor. À noite, revise o dia. Veja como poderia ter respondido a certas situações de uma maneira diferente e visualize-se fazendo diferente no futuro.” 


Brahma Kumaris


terça-feira, 1 de maio de 2012

Clube do Livro: Dhammapada, por Gil Fronsdal


Para quem não conhece, o Dhammapada é um livro de extrema importância dentro do manancial das escrituras budistas. Já ganhou diversas traduções, e a que eu li é do Gil Fronsdal. São múltiplos versos, com uma linguagem muito simples de fácil assimilação e entendimento, que chegou ao mundo ocidental no século XIX.

É uma leitura para ser saboreada aos poucos, degustar com serenidade cada estrofe. Velhice, Corrupção, Mundo, Pessoa, o Caminho, o Tolo, o Sábio são alguns ensinamentos propostos pelo Buda. Posso afirmar que o livro é um grande impulsionador da libertação pessoal e autodomínio, e inspira cada passo na jornada.

O que mais surpreende na literatura budista é a tolerância com as diferenças,  serenidade da filosofia e o lindo exemplo de Buda, que continua inspirando, nós, seres mortais, a insistir na transformação, a desenvolver a percepção e não abandonar o caminho.

Os versos nos propõem uma grande investigação de quem somos. Tenho postado com freqüência algumas estrofes na fanpage do Páprica Doce. Para ler um pouquinho dessas flores em forma de palavra, venha aqui!


Abaixo, reproduzi um trecho do capítulo do Dhammapada:




O Tolo
A noite é longa para quem não consegue dormir.
Sete milhas é muito para quem está cansado.
O Samsara é longo para os tolos
Ignorantes do verdadeiro Dharma

Se, no caminho,
Não encontrar um igual ou melhor,
Continua avançando sozinho.
Não se deve conviver com os tolos.

O tolo sofre, pensando:
"Tenho filhos! Tenho fortuna!"
Pois se nem seu eu é dele,
Como seriam dele filhos e fortuna?

O tolo consciente de sua tolice
É, nesse ponto, sábio.
Mas o tolo que se supõe sábio
Merece bem o nome de tolo

(...)

O Dhammapada, de Gil Fronsdal é da Editora Pensamento.