domingo, 13 de maio de 2012

Da beleza de fazer o bem sem esperar recompensas


Me deliciando com o livro Shantaram, de Gregory David Roberts, da Editora Intrínseca (o qual vamos sortear um exemplar aqui no blog em Junho), me deparei com um trecho muito bonito e reflexivo sobre gentileza. O protagonista do livro, morando numa favela em Bombaim, é sempre surpreendido com pequenas e discretas gentilezas anônimas: de baldes de água quente a apetitosas refeições, que poderiam ter vindo de qualquer casa da favela, mas jamais ele saberia ao certo quem era o autor. São gestos de gentilezas anônimas e assim todos se ajudavam. 

E de muito ficar refletindo sobre o assunto, pensei que a verdadeira caridade que praticamos perde sua autenticidade amorosa quando sentimos a necessidade de contar aos outros. Como se todos precisassem saber das nossas boas ações. Não que os atos meritórios devam ser mantidos em profundo sigilo como um crime, mas muito do contar carrega em si, mesmo que inconsciente, o desejo de ser reconhecido pelas nossas virtudes. 

O melhor bem que podemos fazer aos outros, é fazê-lo em silêncio, amorosamente sem esperar em absoluto nada em troca. Tudo o que fazemos esperando congratulações e recompensas só pode gerar sofrimento e frustração. O silêncio combina com tudo, e inclusive com as gentilezas, que anonimamente se tornam mágicas, pequenos milagres na vida de alguém. 

Como já dizia Sêneca: "Que se cale aquele que fez um benefício. Que o divulgue aquele que o recebeu."

O que vocês acham?

2 comentários:

Hanny disse...

Sim, sim e sim. Do resto falar seria redundante

=D

Flor Baez disse...

Hanny, quando eu li e escrevi o texto só lembrava de você, da nossa conversa e da sua delicadeza.

Milagres!
Saudades de você, já!