quarta-feira, 13 de junho de 2012

Do privilégio de nascer ser humano



Dentre milhões de seres vivos espalhados pelo planeta (reduzindo o assunto a limites geográficos compreensíveis) nascemos seres humanos! Uau! Que vitória, conseguimos! Quando percebemos o valor que é nascer como um ser humano ficamos bastante contentes e entusiasmados, não que nossa espécie seja de fato a mais evoluída, não acredito muito nisso. A vantagem de nascer ser humano é poder vivenciar o sagrado, poder empreender transformações conscientes do seu propósito. 


Só que 99% da humanidade ainda sobrevive (não vive). Não usam suas potencialidades e ainda estão completamente iludidos pelo véu de Maya, fazendo coisas que não deveriam ser feitas, ou melhor, não precisam ser feitas. Grande parte de todos nós ainda vive de forma mecânica: nasce, cresce, trabalha, procria e morre, sem fazer a menor diferença na própria vida, quiçá no planeta. E não tem a menor consciência disso. Colocam o dinheiro, o status e a vida material como prioridade nas suas vidas, mesmo que para conseguir tudo isso tenha que passar por cima do próprio bem estar, da própria felicidade. 


Do que vale ser rico e poderoso e não poder dar uma inocente caminhada pela rua? Qual é a finalidade do excesso senão privar nossa liberdade, nosso ir e vir?! É preferível ser modesto e levar uma vida sem luxos e ter todo o tempo para ler um livro, para nadar no rio e observar a vida. As pessoas vivem como asnos em corpos de humanos. 


É como se vivêssemos num planeta em que todos dormem e sonham. Acreditam que os sonhos são realidades, como a alegoria da caverna de Platão. Por que perdemos tempo com tantas inutilidades? Se contabilizarmos superficialmente como gastamos nossos dias vamos perceber que 90% desse tempo fizemos coisas que não queríamos fazer e estivemos acompanhados de pessoas que não nutrimos um amor verdadeiro. Até quando vamos continuar repetindo este padrão de comportamento? 


Precisamos reinventar a ordem de prioridade das nossas vidas e fazer somente aquilo que acreditamos ser benéfico para nós e para os outros. Dar um basta nas situações em que nos colocam em fragilidade, em tristeza e depressão, mas para isso é preciso coragem. 


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2 comentários:

Sissym disse...

Querida Flor,

Existe algo mais belo do que a vida?! Eu me encanto especialmente ao observar tudo ao redor.

Beijos

Flor Baez disse...

É verdade, Sissym! É um grande presente que precisamos valorizar e se entregar a dinâmica da vida!
Gratidão,

Beijos
Flor