terça-feira, 26 de março de 2013

A busca (desenfreada) pela felicidade






Hoje, depois da minha meditação matinal, como é de costume leio uma página de um livrinho espírita. Abro uma página aleatoriamente e sempre a mensagem condiz com o contexto que eu estou vivendo, incrível a sintonia entre o livro, o universo e eu. Felicidade foi o tema de hoje e vou aproveitar para refletir um pouquinho sobre isso. Segue na íntegra o que saiu pra mim:


“Não deposite nas mãos de alguém a responsabilidade de fazê-lo feliz. Ninguém merece ser sobrecarregado a tal ponto! Não culpe alguém pelo seu sofrimento. Ninguém merece carregar a responsabilidade deste fardo! Saiba que, você, só você tem a chave da própria felicidade e é o autor do próprio sofrimento. Se a causa não foi gerada nessa vida, certamente foi, em um vida anterior. Pense bem nisso. Torne-se senhor absoluto de seu destino.” 

Nós vivemos dentro de um contexto social que nos ‘obriga’ a sermos felizes e a buscar de forma desenfreada e irreflexiva a tal da felicidade, isso com todas nuances ardilosas do capitalismo para nos iludir sobre o que é felicidade e como podemos adquiri-la através da imensa prateleira do mundo. Acontece que ela jamais poderá ser alcançada por estes meios materiais. É claro que a matéria pode trazer algum conforto e nos poupar em fugazes momentos da preocupação, mas ela não é matriz, geradora da felicidade, satisfação e preenchimento.

Felicidade é um estado interior, assim acredito. E também independente e não duradouro. Não é possível ser feliz o tempo inteiro e é justamente o seu oposto, o sofrimento, que pode nos despertar para uma busca verdadeira da equanimidade, essa sim, é a chave da felicidade e não a alegria, a euforia. Isso são apenas sensações momentâneas. Algumas pessoas ficam o tempo inteiro buscando divertimento, entretenimento, atividades inúmeras achando que isso é felicidade. Não, não é. Isso apenas nos faz ter uma idade moral de 12 anos e tira a nossa responsabilidade diante da vida e evidencia apenas o vazio existencial que tal indivíduo carrega e tenta a todo custo preencher com essas pequeninas distrações. 

Nós mesmos temos a chave da felicidade e como disse o texto espírita não podemos jamais culpar o outro e fazê-lo sentir culpado pelo nosso sofrimento, fracasso, tristeza. Ninguém além de si mesmo pode fazer alguma coisa, exceto um psicólogo, uma terapia, uma meditação,em que a pessoa reconhecendo seu estado vá em busca de ajuda, arregaça as mangas e tenta resolver por si os nós que estão dentro do coração e da mente. 

É muito fácil apontarmos para o outro a culpa dos nossos erros, da nossa infelicidade.  É uma tendência natural, quase instintiva do ser humano de achar que o outro é sempre o gerador do infortúnio, da desgraça. Mas o outro é você.  Há mais ou menos um ano escrevi sobre o desafio de viver com você e o outro, que diz exatamente isso. 

A felicidade é equanimidade, é equilíbrio, é não se afetar pelo negativo, pelo positivo, pela alegria, pela tristeza. É claro que isso pode soar quase inumano, mas é um exercício do qual quem já deu os primeiros passos na jornada do autoconhecimento sabe e entende melhor. A vida é passageira, é curta, é clichê, é brega, então vamos ser equânimes, vamos tentar ser felizes e não desperdiçar esse precioso tempo lamentando tudo o que não é. E como diz minha amiga Hanny: Leveza. Vamos ser mais leves.

Nenhum comentário: