terça-feira, 30 de abril de 2013

A cura através do perdão



Uma das sensações mais aliviantes para o coração é o perdão, não importa quanto ele demore a se concretizar de fato, mas um dia naturalmente ou não, ele acontece. Esquecer e perdoar são atividades que requer um tanto de paciência e persistência, digamos que é praticamente um exercício. Até pode ser que algumas pessoas, raras, consigam perdoar de forma compassiva, mas geralmente para nós, a maioria, precisamos nos esforçar para alcançar tal estado.

Muitas vezes nosso ego é ferido por alguém e ficamos magoados, com raiva, tristes e armazenamos estoques de veneno dentro de nós, que poluem todo nosso interior e bloqueia nossa energia criativa. Precisamos aprender a perdoar mesmo quando o outro não nos pede perdão. Nem sempre estamos preparados para isso, mas a meta deve ser essa, não é nada impossível. Somente desta forma conseguimos transformar o sentimento de raiva e tristeza que sentimos por determinada pessoa ou situação, em algo aliviante, leve. O quanto mais fácil vai se tornando a prática, mais “amadurecidos” emocionalmente estamos.

Lendo assim parece até ser uma missão fácil, sabemos que não o é, por infinitos argumentos e obstáculos que nossa mente cria, porém exercitando o perdão somos capazes de ir cada vez mais longe. Isso também não quer dizer que seremos permissivos para que a outra pessoa possa nos ferir novamente. Não! O perdão pode acontecer, mas seremos cuidadosos daqui pra frente.
Perdoar é curar uma ferida, é transformar o barro em obra de arte.

No livro “Mulheres que Correm com Lobos”, Clarissa Pinkolas Estés fala sobre os 4 estágios do perdão, segue:

1. DEIXAR PASSAR – deixar a questão e paz
2. CONTROLAR-SE – renunciar à punição
3. ESQUECER – afastar da memória, recusar-se a repisar
4. PERDOAR - o abandono da dívida

“Perdoe o quanto puder, esqueça um pouco e crie muito.” Clarissa Pinkolas Estés

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pequena pausa


Queridos amigos leitores,
Minha fadinha Kalindi nasceu e o tempo para escrever e atualizar o blog ficou mais escasso, pelo menos por enquanto, pois estamos nos adaptando a nova rotina familiar. Muitas emoções, sentimentos e assuntos estão pipocando dentro de mim, mas vou ter que esperar um pouco para conseguir transformar tudo isso em palavras.

No meio deste processo mágico que é a metamorfose de uma mulher para uma mulher-mãe, estou me deliciando com o livro Mulheres que Correm com lobos, de Clarissa Pinkola Éstes, sem dúvida um dos melhores livros que já li na vida e muito pertinente para este momento que estou vivenciando. Tudo está sendo uma descoberta e deixar o medo e a insegurança de lado para se jogar nesse abismo profundo e colorido que é maternidade, virou minha missão agora.


Agradeço o carinho e a compreensão de vocês, e em breve volto a escrever por aqui e dividir com vocês minhas reflexões.


Om shanti!


Flor


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Máscaras



Em tudo o que você estiver fazendo, siplesmente esteja consciente. Se você estiver usando uma máscara, esteja consciente; use-a conscientemente. Ela não deveria ser uma coisa automática. 

Se o seu estado de ânimo está entristecido e alguém vem e você permanece triste, você o deixará triste também. E ele nada fez. De maneira alguma o mereceu; então, por que deixá-lo desnecessariamente triste? Sorria, converse e você simplesmente controla a situação, sabendo bem que isso é uma máscara. Quando o seu amigo for embora, fique de novo triste. Essa foi apenas uma formalidade social. Se você a usar conscientemente, não haverá problema.

Se você tiver uma ferida, não há necessidade de mostrá-la a todo o mundo; ela não diz respeito aos outros. Por que torná-los infelizes contando-lhes sobre sua ferida? Por que ser um exibicionista? Deixe quea ferida esteja com você, cuide dela, tente curá-la. Mostre-a ao médico, mas não há necessidade de mostrá-la a cada um que passa pela rua. Esteja consciente.

Você precisa usar muitas máscaras, elas funcionam como lubrificantes. Uma pessoa vem, pergunta como você está, e você começa a lhe contar todos os seus problemas. Não foi pra isso que ela perguntou, ela estava apenas dizendo alô. Agora, por uma hora ela precisa escutá-lo. Isso é demais! Da próxima vez ela nem dirá alô, ela escapará.

Na vida, muitas formalidades são necessárias porque você não está sozinho. Se você não viver de acordo com os padrões formais da sociedade, criará infelicidade para você, e nada mais.

(Osho. 365 meditações diárias. São Paulo: Verus Editora, 2003. p. 293)

terça-feira, 2 de abril de 2013

A sedução furtiva dos apetites



"Não é por acaso que homens e mulheres se esforçam para descobrir o lado mais produndo da sua natureza e, no entanto, tem sua atenção desviada por inúmeras razões, em sua maioria por prazeres de diversos tipos. Alguns tornam-se dependentes dessas preferências e ficam sempre enredados nelas, sem conseguir jamais continuar seu trabalho."

Estes, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. RJ, Rocco, 1994

Ainda estou no processo de leitura do "Mulheres que correm com lobos", de Clarissa Pinkola. E cada capítulo é um suspiro novo e aquela vontade louca de sair grifando o livro inteiro, pena que ele é emprestado e não posso rabiscar o livro da amiga.

Neste capítulo: A sedução furtiva dos apetites, a autora fala dos pequenos prazeres que nos acometem durante a jornada, e que são comparados com pequenos e encantadores ladrões que são dedicados a roubar o nosso precioso tempo e libido.

Quantas vezes no percursso nos pegamos distraídos do objetivo e prisioneiros ou quem sabe, somente, iludidos com essas 'preferências'? Muitos sábios de todas as regiões, regiliões, intelectuais e filósofos já falaram sobre a importância de impor um controle aos apetites humanos, que são muitos.

Nos boicotamos diversas vezes ao longo da vida, sem muitas vezes não nos darmos conta. Pior é quando sabemos do nosso auto-boicote e mesmo assim não despertamos em ações para modificar as coisas.  Reconhecer o estado atual é o primeiro passo, mas é sozinho, só o ato de reconhecer é tímido demais e não pode fazer muito.  Transformar requer um pouco de suor, de arregaçar as mangas, determinação e confiança - um trabalho profundo e certamente um tanto penoso, mas que vale a pena.

As distrações no meio do caminho podem até ter o seu valor, mas não podemos nos prender a elas. É preciso acordar, estar consciente da maya que nos envolve a cada dia.