terça-feira, 2 de abril de 2013

A sedução furtiva dos apetites



"Não é por acaso que homens e mulheres se esforçam para descobrir o lado mais produndo da sua natureza e, no entanto, tem sua atenção desviada por inúmeras razões, em sua maioria por prazeres de diversos tipos. Alguns tornam-se dependentes dessas preferências e ficam sempre enredados nelas, sem conseguir jamais continuar seu trabalho."

Estes, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. RJ, Rocco, 1994

Ainda estou no processo de leitura do "Mulheres que correm com lobos", de Clarissa Pinkola. E cada capítulo é um suspiro novo e aquela vontade louca de sair grifando o livro inteiro, pena que ele é emprestado e não posso rabiscar o livro da amiga.

Neste capítulo: A sedução furtiva dos apetites, a autora fala dos pequenos prazeres que nos acometem durante a jornada, e que são comparados com pequenos e encantadores ladrões que são dedicados a roubar o nosso precioso tempo e libido.

Quantas vezes no percursso nos pegamos distraídos do objetivo e prisioneiros ou quem sabe, somente, iludidos com essas 'preferências'? Muitos sábios de todas as regiões, regiliões, intelectuais e filósofos já falaram sobre a importância de impor um controle aos apetites humanos, que são muitos.

Nos boicotamos diversas vezes ao longo da vida, sem muitas vezes não nos darmos conta. Pior é quando sabemos do nosso auto-boicote e mesmo assim não despertamos em ações para modificar as coisas.  Reconhecer o estado atual é o primeiro passo, mas é sozinho, só o ato de reconhecer é tímido demais e não pode fazer muito.  Transformar requer um pouco de suor, de arregaçar as mangas, determinação e confiança - um trabalho profundo e certamente um tanto penoso, mas que vale a pena.

As distrações no meio do caminho podem até ter o seu valor, mas não podemos nos prender a elas. É preciso acordar, estar consciente da maya que nos envolve a cada dia.

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