sábado, 15 de junho de 2013

Clube do livro: Educação, desde o pré-natal a maturidade, de Sufi Inayat Khan.


 Um livro bem especial chegou em minhas mãos num momento bastante oportuno, Educação: desde o pré-natal a maturidade, de Sufi Inayat Khan. Um guia, uma mãozinha incrível para quem como eu, é mãe de primeira viagem, ou quem se interessa pelo assunto.  O livro é dividido em educação para bebês, crianças e adolescentes, englobando praticamente toda o ciclo de crescimento do ser humano.

O Sufi Inayat Khan ressalta que todo o bebê é como  uma chapa fotográfica virgem, cujo qualquer impressão que caia ali será marcado. Como os bebês são recém-saídos do mundo espiritual, eles estão muito mais envolvidos ainda com o 'mundo de lá', do que o 'mundo de cá'. Por isso todo o cuidado deve ser exercido com essas pequenas alminhas.  A primeira regra é que apenas uma pessoa deve educar a criança, e não toda a família. É como uma orquestra, que deve ser conduzida apenas por um único maestro, pois caso houvesse mais regentes eles estragariam a sinfonia.

Um laço de amizade deve ser estabelecido entre o educador e o bebê para que se possa começar a educar.O objetivo dos pais, ou do educador, é inspirar as crianças a um ideal mais alto, um ideal espiritual, a fim de que sua jornada na Terra não seja uma série de desperdícios.  É claro que elas precisam estar preparadas para a realidade, mas não é o certo despertar o seu senso de competição ainda pequena, pois isso embota a alma, arruína o espírito e limita o seu campo de atuação quando este se tornar um adulto. 

"Se não se inspira na criança um ideal mais alto, então é o que se vê hoje, milhares e milhões de almas perdidas na multidão, que nada sabem exceto viver o dia-a-dia."

Outra questão abordada pelo autor é que os pequenos aprendem por repetição, então o educador deve ter toda a paciência do mundo (por mais que as crianças estejam sempre desafiando nossa paciência e testando nossos limites), pois é o seu dever educar com amor. Jamais deve-se pegar o bebê com raiva, pois fogo não se apaga com fogo, pelo contrário, mais fogo só alimenta a fogueira. Para disciplinar é necessário que o educador seja determinado e não mostre sinais de irritação.

"É um método errado quando o responsável deseja controlar o bebê e ensina-lhe a disciplina forçando uma certa ação sobre ele. É a repetição que levará  o bebê à disciplina. Isso só requer paciência." E muita paciência, não é mesmo?!

Tudo na vida tem o seu próprio tempo, e assim o Sufi Inayat Khan nos orienta a não pular etapas. Tem a hora de aprender a sentar, aprender a andar, falar. São estágios naturais no desenvolvimento que não devem ser ultrapassados pela ansiedade dos pais. 

O começo da vida, ou seja, a infância, é o momento mais importante na construção do Ser humano, porque ele ainda é uma massinha completamente moldável, o que também não quer dizer que os bebês não nasçam com uma personalidade, algumas características que lhe são inatas. 


"O bebê, ao nascer na terra, traz com ele o ar do céu."

"A melhor maneira, portanto, para a mãe educar um bebê é educar-se a si própria."

"O primeiro guru é a mãe, o segundo guru é o pai e o terceiro guru é  o professor." 

O livro continua, depois tratando da meninice e da adolescência.  A teoria é sempre mais amena e rosa do que a realidade, o dia-a-dia com a criança, mas vale a tentativa, não é mesmo?! Quando eu chegar nestes capítulos volto a escrever sobre eles. Enquanto isso ficamos com o desafio de educar nossos pequenos para que eles se tornem um raio de luz neste planeta tão denso.

Obrigada Radha e Tulasi por emprestar o livro!  Já, já ele volta para vocês!

Um comentário:

Daca disse...

Oi Flor! Como estão as coisas. Estou te escrevendo para convidar vocë a participar do meme do blog de incentivo a leitura. Então vim te avisar que te indiquei lá mas não é obrigatório embora eu adoraria ver esse membro ilustre do mundo bloguístico.
Querida, era isso, um grande beijo e bom final de semana