quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Da natureza das lembranças (1)



Hoje quero falar sobre lembranças. Livremente, sobre lembranças. Pequenas cenas do passado que ficaram marcadas no coração. Tão belas e bonitas que merecem uma linda moldura para que eu possa apreciar de quando em vez. As telas do passado. Uma pequena exposição de tudo o que foi bom. Puro saudosismo. Não tenho a menor pretensão de reviver esses instantes, tenho a plena consciência que eles se foram, e eu os deixo ir, mas isso não impede de apreciá-los e dividi-los com vocês.

Era frio e eu caminhava, sentia saudade da comida da minha mãe, um angu com quiabo, feijão fresquinho. Paramos no Café Léa, éramos quatro. Tudo surpresa, tudo novo. Paisagem gélida, ventos que cortavam nosso rosto, era essa a sensação. 


Pedimos um cafezinho, e ele era forte. Na mesa o mapa da cidade, todos os museus que tínhamos a nossa disposição. Era um mundo, era a arte, um tempo que não participamos, sequer existíamos, mas admirávamos pelos livros. 

Foram 9 dias de caminhadas intensas, descobertas, e a velha Raisa de volta na mesa do Pub. Uma caneca de cerveja gelada, bate-papo interminável com o marido e uma baguette para encerrar a noite.


Eu nunca tivera a ambição de conhecer lugares até fazer essa viagem. Agora a sede de conhecer o mundo, os povos, as cores, as comidas das outras pessoas bate forte no meu coração e se tornou um desejo, desses desejos que temos quando estamos participando da maya do mundo. 












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