quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Encerrando ciclos com sabedoria




Nossa vida é como uma colcha de retalhos em eterna construção, há sempre um ciclo que se fecha e um novo que se abre. Há muitas portas que foram fechadas, seja pelas circunstâncias da vida ou por nossa própria motivação pessoal, é um trabalho de desapego mesmo. Precisamos aprender a soltar algumas coisas, nos livrar do desnecessário para que o novo possa surgir. 

Muitas vezes os desgastes emocionais são os motivos que nos faz encerrar ciclos. Insistimos com pessoas e situações até chegar o ponto que se torna insustentável. Já perdoamos, tentamos esquecer, damos uma nova chance e parece que nada muda. É nessa hora que precisamos de uma atitude mais firme para virar a página, ou como quase todos os escorpianos fazem, rasgá-la simplesmente. Um impulso nem tão saudável, mas necessário. 

Desapego. Ficam as lembranças boas, e isso são as recompensas das inúmeras tentativas que fazemos para resgatar algo que foi bom no passado, que funcionava em harmonia, e agora não mais. Desapego. Deixar ir. Ficam as lembranças, as boas lembranças que despertam sorrisos pequenos e suspiros leves. 

Encerrar ciclos faz parte da vida de todas as pessoas, em muitos momentos precisamos disso para seguir em frente. Nada é insubstituível. Roupas que couberam ontem, hoje já não servem mais, seja porque engordamos um pouquinho ou porque o gosto mudou. 

Quando viramos uma página ganhamos uma em branco para que possamos escrever novas histórias, com outros personagens, aventuras e paisagens. Uma oportunidade ímpar de fazermos tudo diferente. 

Ficam as boas recordações. Daqueles dias frios no café, das andanças sem fim pelas ruas, das festinhas, de todas as coisas que nos foram boas e úteis num dia e já não são mais, porque ninguém é o mesmo de ontem. Nem eu, nem você. Surgem novas necessidades, novas buscas que simplesmente não andam em paralelo com o passado. 

E que bom que tudo está em movimento, em eterna mutação. Se não fosse por esta dinâmica louca em espiral estaríamos estacionados em algum beco escuro do nosso passado.

Nenhum comentário: