sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resista à tentação de pertencer a um grupo



Hoje li um texto bastante provocativo e especial do Augusto de Franco, que se chama Resista à tentação de pertencer a um grupo.  Ele fala basicamente sobre a nossa mania um tanto acomodada de buscar uma interação comum, com o objetivo de se aconchegar com aqueles que falam "a nossa língua", e ressalta o quão limitador que é para o ser humano.

Rapidamente veio na minha cabeça uma situação que eu vivi num grupo chamado "Montessori para Mamães", que fui atacada por uma integrante por não concordar com a Cama compartilhada. Ai a pessoa escreveu mais ou menos assim: -"Jamais esperaria ver isso num grupo de montessori. Acho que você está no grupo errado."

Oi?! Como assim?! Só porque não concordo com alguma coisa não posso manifestar minha opinião? Minha vontade era de compartilhar este texto no grupo.  Pois como Augusto de Franco disse, essas pessoas fanáticas não sabem viver fora do seu quadrado e possui enorme resistência em lidar com as diferenças.

"Não faça patotas, não construa igrejinhas"

As igrejinhas são mestras em reduzir nossa capacidade de interação com o mundo, com as diferenças. E acabam separando as pessoas, como se as semelhanças fossem a única maneira digna de uni-las.

"Não há qualquer problema em se reunir com muitos grupos para propósitos diversos, públicos ou privados, interagir em vários aglomerados, atuar coletivamente em várias instâncias. O problema só surge quando você faz tudo isso não a partir de você mesmo, mas sempre a partir de um grupo que encara os demais ambientes coletivos como campo de atuação (e uma atuação inevitavelmente tática, mesmo quando você proteste o contrário) desse grupo."

Antes de sermos integrantes de um grupo, somos pessoas, somos indivíduos, um ser, dotado de opiniões próprias e experiências, que devem sempre ser levadas em consideração. Não que eu considere os grupos inválidos, ou que tenham um caráter negativo, certamente eles podem proporcionar crescimento para os seus integrantes, mas se engessar em um acaba nos tornando um tanto impacientes ou mesmo incapazes de compreender e conviver com as diferenças do mundo. Ficamos tão aconchegados na semelhança que todas as outras coisas se tornam repugnantes e ofensivas. É muito comum dentro deste fanatismo coletivo esbarrarmos com a intolerância.

"Fale como uma pessoa. Seja uma pessoa. Não aja como se fosse um grupo, um projeto, uma organização (nem mesmo tuite como se fosse uma coletividade abstrata). Uma pessoa jurídica é uma pessoa imaginária (ou seja, uma não-pessoa)."

Os grupos são tentadores, porque não há nada melhor do que sermos entendidos, "estar entre os nossos", mas o processo evolutivo é uma rede e requer simultaneidade. Se for para pertencer a um grupo, pertença a vários e desenvolva a capacidade de estar em harmonia na coletividade sem se tornar homogêneo. 

Enfim, leia na íntegra o texto do Augusto de Franco e me diga o que achou!
 

Um comentário:

Léia Silva disse...

Querida Flor
O fanatismo é um dos maiores empecilhos para o crescimento!
E' preciso amarmos mais e não seguir um certo padrão apenas para ser aceito, pois para mim isso é reflexo de uma baixo auto-estima!
Te desejo um fim de semana cheio de muita paz.
Léia