quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Adultescência - uma sociedade infantilizada






Não sei se vocês leram uma reportagem que saiu no Jornal O Globo, cujo título é:  Nova orientação para psicólogos prega que aadolescência vai até os 25 anos. Mas o que que isso, minha gente?! Já não basta esta infantilização generalizada na conduta de muitos adultos, agora vem uma ciência, que culpa o córtex pré-frontal pela imaturidade de uma sociedade de jovens adultos que se esqueceram de crescer pelo simples motivo de não querer assumir as rédeas de sua própria vida e com ela as responsabilidades que cada escolha acarreta. Medo, talvez?! Não sei. Mas vejo muito marmanjo e “marmanja” por ai que não pensam sequer em sair da casa dos pais, um reflexo do que estamos falando.  

Esta sociedade dominada pela infantilização da vida adulta produz indivíduos incapazes de ter e sustentar suas próprias opiniões; medrosos e acuados diante dos riscos, e, sobretudo torna-os dependentes emocionalmente e financeiramente de terceiros. Estratégias diabólicas do mercado, do Estado e tantas outras mãos invisíveis que atuam enaltecendo a síndrome do Peter pan, cujo lema principal é o “eu quero”. Presas perfeitas para a indústria do entretenimento vazio.

Tanta imaturidade resulta em regressão do pensamento, falta de discernimento, indivíduos fáceis e manipuláveis pelos mais astutos e sem nenhuma autonomia com a própria vida.   Você pode não gostar da Marilena Chauí, mas certa vez ela disse que é o consumismo que infantiliza o adulto, porque ele já não conhece a fronteira em satisfazer os seus desejos e ponderá-los.  Adultos que querem viver intensamente, permanecer jovens por mais tempo possível, habitar o mundo do efêmero, negando a maturidade e a responsabilidade pelos seus atos, o que impede o individuo de viver a completude da vida e diferenciar os seus ciclos.

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