sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A arte da convivência





Conviver é uma arte que requer paciência, caso o contrário seus resultados podem ser catastróficos para uma relação, seja ela qual for. Sempre estamos numa constante troca com o outro, através de conversas, encontros e todas as interações possíveis. Por mais que você acredite conhecer uma pessoa, esse fato só se confirma na convivência, para ambos os lados. É muito comum nutrimos uma certa simpatia por alguém até que nos seja dado a oportunidade de conviver ela. Diga-se de passagem, isso também serve para você e eu do outro lado da moeda.

Bastam 10 ou 20 dias dentro de uma casa, às vezes até menos tempo, para que um esteja alfinetando e julgando o outro. A arte de conviver pede que sejamos pacientes e respeitosos com a experiência de vida de cada um, caso contrário sempre iremos cair no erro de apontar os defeitos e até mesmo afastar pessoas que são importantes para a nossa jornada.  

Aceitar as diferenças é o ponto de partida para uma convivência harmoniosa, seguido de respeito. Ambos numa relação devem ter consciência disso. Inevitavelmente e  graças a deus, as pessoas pensam diferentes, tem opiniões, posturas, gostos e atitudes que são inversas a sua e isso pode ser extremamente enriquecedor quando estamos conscientes que é na diferença e no atrito que somos lapidados, como diamantes. 

Tenho certeza que todo mundo já teve uma experiência desastrosa no que diz respeito à convivência. Muitas vezes acreditamos conhecer a pessoa, nutrimos uma simpatia por ela e basta colocá-la sob o mesmo teto para que vejamos as máscaras caírem. Nessas situações-limite o universo nos fez um favor, assim podemos seguir adiante sabendo quem  é quem e se vamos prosseguir com ela. Mas lembrem-se, os outros só colocam nossa postura em teste.  São nesses momentos que podemos praticar a consciência e paciência, por mais difícil que seja se recordar disso quando estamos no olho do furacão. 

De qualquer forma é bom lembrarmos que somos seres sociais e que os conflitos nos ajudam a superarmos a nós mesmos.  Experiências significativas geralmente surgem no coletivo, no contato e convívio com o outro. Acirramentos de opiniões são bons para testar nossos argumentos, mas desarme-se. Ninguém detém a verdade e tudo são apenas pontos de vista.

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