segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sobre a arte de viver, Roman Krznaric



Sobre a Arte de Viver, do autor Roman Krznaric já entrou na minha lista de melhores livros. Sua didática e o fluxo da sua narrativa são de prender a atenção até dos leitores mais desavisados.  Traçando um panorama sobre relacionamentos, família, empatia, dinheiro, tempo, morte, sentido e trabalho, somos convidados a dar um passeio pela história da humanidade e suas questões existenciais, provocando reflexões inúmeras e muito frutíferas.

No capítulo sobre relacionamentos, Roman Krznaric fala sobre as diversas formas de amor, da philia ao ágape e como podemos torná-los mais amadurecidos, sem expectativas, fantasias e exigências mirabolantes e inalcançáveis.

“É assombroso quão pouco podemos saber sobre pessoas que aparentemente conhecemos a vida a toda”.

“Conhece-te a ti mesmo, aconselhou Sócrates. Para seguir esse credo é preciso mais do que contemplar, como Narciso, nossos próprios reflexos. Devemos equilibrar a busca introspectiva com uma atitude mais “outrospectiva” em relação à vida. Para descobrirmos a nós mesmos, temos de sair de nós e descobrir como outras pessoas pensam, vivem e veem o mundo.”

Se colocar no lugar do outro é um exercício que pode proporcionar mais consciência e nos despertar para coisas adormecidas.  Sair dos diálogos frívolos sobre o tempo ou futebol, pode fortalecer nossas conexões humanas e mudar nossa visão do mundo.  

O capítulo sobre trabalho merece um post a parte, tamanho sua magnitude. Acho fascinante estas novas formas de sustentar e como podemos sentir realização pessoal quando fazemos aquilo que nossa alma vibra. Roman enfatiza que você pode ter múltiplas carreiras e praticar a arte dos generalistas. “A especialização excessiva é uma armadilha que nos impede de fomentar de maneira plena toda a gama de nossas habilidades.” Os homens podem fazer todas as coisas, se quiserem.  Basta força de vontade.

Escrevi sobre especialistas x generalistas aqui! Dê uma lida! É bem interessante.

Sobre A arte de Viver, da Editora Zahar, é um livro dinâmico, cheio de fluxo, que passeia por diversos temas, como natureza, viagem, dinheiro,tempo, sentido. Leitura essencial! Segue alguns trechos marcantes! 

“Você poderá preparar para si mesmo as mais excelentes refeições gourmet noite após noite, mas acabará desejando que mais alguém sente à mesa a seu lado, seja essa pessoa um amante, um amigo ou um estranho com uma história para contar.”

“A excessiva autorreflexão e contemplação do próprio umbigo podem ser prejudiciais, levando à confusão emocional e à paralisia. Sua abordagem da obediência máxima de Sócrates “Conhece-te a ti mesmo” não consistiu em ruminar sobre o estado da sua alma, mas em lançar-se na vida, cultivando a curiosidade sobre pessoas, lugares, arte e paisagens. O homem só se conhece à medida que conhece o mundo.”

“Ele propunha a idéia romântica de que os seres humanos eram em essência nômades, que só podiam se sentir plenos se estivessem em contínuo movimento.”

“Reduzir o papel do dinheiro em nossas vidas e livrar-nos da dependência dele não significa que picaremos privados de luxos. A palavra luxo vem do termo latino “abundância”. Fomos ensinados a pensar nele em termos materiais – vinhos finos, carros velozes e viagens de primeira classe. Mas podemos também ter uma abundância de relacionamentos íntimos, trabalho significativo, dedicação a causas, gargalhadas incontroláveis e sossego para sermos nós mesmos.”


Você pode comprar o livro aqui: no site da Editora Zahar


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